Pensamento

"Onde quer que o homem vá , verá somente a beleza que levar dentro do seu coração" . Ralph W Emerson

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Da Escuridão em Busca da Luz


O Rio da vida carrega a gente  através da força de suas correntes, esse mundo que nos mantém vivos, nos alimenta, é um caminho obscuro quando no leme existe alguém sem ideais, crenças, somente a lua a guiar-lhe  à frente através das sombras e canais  e bancos de areia. O "leme" do homem é  não é sua razão, a mão que decide, que comando milhares de seguidores, é sim, sua capacidade perceptiva, que na falta da "luz" da consciência, essa mão se torna cega, radical e obsoleta, sobrando ao homem captar os sinais da natureza a dizer-lhe o caminho até onde deve chegar.


Dias e noites aquele homem segue em frente, enfrenta tempestades, descobre novas terras, mas pouco percebe de si mesmo no comando de sua vida. Nega a possibilidade de novas descobertas, se retrai diante da própria  evolução, diante do medo, ele trafega por  fortes correntezas e pode talvez naufragar na sua ignorância. Lutando nas águas geladas  em redemoinhos, o homem se debate furiosamente lutando para sobreviver, mesmo que  segundos antes nem atentava à presença da "morte" a lhe rondar cegando-o sobre sua verdade.

Diante do desafio da vida, a maioria de nós "se salva", seja por instinto marciano, seja pelo poder de criar a o limiar vida-morte, aquele conhecido túnel de passagem, bem conhecido pelos que lá chegaram e retornaram. Há sempre escolhas neste momento, mas aqui neste umbral fictício, você, fora do corpo, desconectado do timão de Plutão, podemos mais levitar pelas brumas  de Netuno, rodando por entre os corpos moribundos. Diante da morte certa, em confronto com a ameaça do fim, nossa alma vaguea de volta ao corpo, carcumido  pela dor, pelas perdas de infinitos momentos desprezados pela ansiedade da corrida competitiva do ter e não ser nada.
Diante daquele corpo jogado aos vermes, a plena consciência de sua essência  sabe-se eterna, talvez ainda não consiga a compreensão do evento. Sabe-se vivo, pleno de sentimentos, sentidos alerta, o murmúrio das ondas a bater nas pedras, o cheiro das tochas em chamas, os pés frios balançam no barco, em direção ao teu destino.

A noite é puro ouro, a pele dourada brilhante de óleos aromáticos, cordas puxam o barco por entre pequenos afluentes, como forças  a lhe direcionar pelo iluminados  corredores que vão se estreitando como braços que te abraçam e te carregam por entre  os porões do castelo. Fugitivos  correm agaichados e a luz é turva, tudo se resume a um monte de feno que acolhe os corpos ardentes e bocas sedentas de um sabor desconhecido. Uma procura lenta e cruel como a se provar a extensão real do tempo, a procura dos olhos e a luz da alma a passar mensagens que inundam o ser tensa satisfação, que vibra, a eternidade do ser por inteiro.
O tempo inexiste quando almas renascem, quando mentes despertam, quando o amor acontece, uma flor nasce em sinal de .... começar de novo, sem que exista fim, só começo.


quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Saturno Quanto Maior Resistência, Mais o Medo é Ameaça


O sábio talvez seja aquele que se aliou ao tempo no meio da vida e juntando passado e futuro, ele somente é um atento passageiro do presente. Sábios, mestres, são poucos. A filosofia Sufi "estar no mundo sem ser do mundo" fala muito dessa contemplação do espírito enquanto a matéria transita pela terra construindo um caminho de peregrino solitário. Falam que Júpiter seria a idade do homem onde ele aprende a usufruir com maior liberdade e leveza dos prazeres da vida, vivência o significado dos valores com maior maturidade e ponderação, as coisas tem mais brilho, pois ele escolhe o de melhor, já cansado da fartura e libertinagem, da euforia e gula, ele vive do que aprendeu.
Saturno é um construtor de ossos, seja desde nosso esqueleto até nossa estrutura ancestral. De onde viemos, nosso papel nessa encarnação como co-participante da reconstrução e evolução do Universo. Ele é o Rei e todos, seus súditos, pois ele detém o poder e determina a construção de seu Castelo. Ele cresce acreditando que conquistará seus objetivos, nem que para isso, abdique de muitas coisas pelo caminho. Suas perdas e fracassos cravam sua carne de marcas profundas, ele as esconde com vestes simples como esconde o ouro retirado das minas. Orgulhoso, esconde suas fraquezas, alimenta uma falsa fortaleza através de um forte controle durante quase toda uma vida. Seu maior medo é cometer erros, ser condenado. Ele tem os pés grossos ao caminha pela terra, consciente de em quem pisa e fere numa revanche, ele precisa dar o troco. Mas ele sabe até onde ir, mesmo que sonhe com mais, seu filho Sol nasce com seus limites traçados e, depende dele próprio o esforço e a luta. Muitas vezes ele lutará a vida inteira e será vaidoso do seu Reino, mesmo que  o Sol ainda se revolte e não compreenda o significado do tempo.
O tempo é como um manto negro que cai sobre suas costas e lhe pesará como um fardo sempre onde houver culpa ou vergonha.

A resistência em admitir seus erros, seus próprios limites, o  incomodo diante da proeza do outro, as dificuldades em admitir a necessidade de mudança, do se adequar, lhe faz se afastar de tudo o que lhe ameace o poder. Suas crenças se enfraquecem diante de um espírito empobrecido pelo medo. Por trás daqueles muros altos, existia um enorme medo em se submeter, tantos joelhos endurecidos na velhice, falam do pisar duro, da ostentação da autoridade,  como meio de afastar aqueles que pudessem lhe derrubar num sopro, bastasse tocar-lhe o coração empedrado a resistir a toda dor auto-imposta, muitas vezes o flagelo era uma auto-afirmação.
O tempo passou e hoje seu corpo murchou, encasquilhado nas juntas, e deformado na forma de lhe mostrar sua necessidade em aprender com a humildade, curvando-se, passando a mirar os pés e a bengala a lhe equilibrar os pequenos passos titubeantes que se arrastam , como parado, estivesse o tempo. Toda emoção resguardada, todo ressentimento é como uma mina que vaza lentamente pelos ossos e os tornam porosos, frágeis, quebradiços, viajando no processo degenerativo, o pó. O medo ainda assombra, seja o da solidão, do abandono, da limitação, pois o medo estanca o corpo, o orgulho não pede ajuda, o cérebro vai se obstruindo e parece que o mundo volta ao do tamanho de uma criança, brigando pela independência e auto-suficiência.

"Sábio é aquele que sabe que nada sabe e, pronto está a aprender ao fim de cada ciclo, podendo então contemplar a vida como um vale fértil diante das quatro estações."

sábado, 19 de setembro de 2009

O Silêncio da Montanha


Cá estou eu enroscada  ao meu chale de lã, lembrança de minha avó materna, de quem herdei as habilidades artesanais, ela gostava de tecer em crochet, e quando chega o cair da tarde nessa montanha, bate a friagem da ausência do sol, que já vai desaparecendo lá no horizonte. A brisa fria nessa mar de vale descampado levanta meus cabelos  a me puxar em direção ao alto, vou subindo a montanha pelo caminho das ovelhas bem devagar, assim meu coração se une a uma respiração profunda desse cheiro de terra, minha terra, que me impregna os pulmõese me sustenta a alma de prazer.

Raras são as árvores por aqui, lá embaixo vejo um punhado de pinheiros numa das fazendas, mas minhas mãos ainda estão impregnadas da colheita das azeitonas verdes, que agora eu trazia na cesta de vime,  cheiravam ainda nas minhas narinas e essa mistura me deixava com saudades, saudades de tempos que não vivi, de caminhos que não percorri, mas de um imenso mar de emoções que carrego aqui, dentro do meu peito, à espera de que, em algum momento, eu ouça de novo a sua voz, no meu ouvido direito, sinta suas mãos a me abraçar pela cintura, colando teu corpo às minhas costas, eu me encaixando tão igual, como se tivesse sido feita para ocupar esse espaço.

Por dias e dias eu venho ao encontro desse silêncio impregnado de história, do cheiro da tua terra mãe, me deixo rolar na grama alta do  como se pudesse esperar que as folhas secas do outono me cobrissem como um manto vermelho-dourado da morte Eu ali quieta me manteria aquecida e sonhando acordada. Ouço latidos a distância,  meus 2 amores brincando , saltitantes, latem quando alguém passa na estrada. Um dia será você a chegar no portão, me olhar com aquele jeito de uma boca tímida e olhos a me dizer o quanto me deseja, eu sorrio e te recebo num abraço por inteiro.

Outro dia me lembrava  de sonhos que tive contigo, da vila, do portão de ferro com aquele vaso enorme de gerânios na entrada, ali você vivia e quando eu passava, te reconhecia. Sempre foi algo entre nós não declarado, uma doce intimidade, uma cumplicidade  e uma distância enorme a te fazer quase impalpável, salvo eu ter te rosto e voz em minha companhia. O destino por vezes é um deserto e é preciso tirar água de pedra, acreditar no impossível, perceber o improvável e saber passar por todas as tempestades de areia e eu assim mesmo, sobreviva à tua espera, espera eterna, talvez nunca seja acalentada com teu corpo junto ao meu, mas as lembranças são vivas, como já vividas.

O sol se deita e no meu despertar sinto falta de você, dessa individualidade orgulhosa, que te faz negar ajuda, que impõe barreiras de um silêncio eterno. Benditas saudades, bendito passado que trago comigo e me farta  em parte da tua ausência. Não sei como te fiz ou o que te fiz, onde minha percepção da tua verdade te expôs demais frágil diante de meus olhos. Até quando me terás como inimiga, só porque sou tão tua conhecida e tu tão meu . Que tua loucura um dia se abrande e te compadeces de mim. O céu negro salpica de estrelas de esperança o meu ser, volto pra casa mais uma vez em fria com o orvalho da noite, abraçada nessa imensa escuridão que é minha vida sem você.

domingo, 13 de setembro de 2009

Seja Produtivo, Cultive, Crie, Construa !

Existem Leis Universais que são comuns a quaisquer povos, raças, tempo, cultura, religião e uma delas é a de um movimento e desenvolvimento do universo desde onde podemos estudar no passado das Eras até o que, no presente momento, sabemos ter certeza de que pouco sabemos sobre as galáxias, e o como estaremos daqui a alguns séculos. A esse movimento existe vários outros em intercâmbio, criando vida, matando, destruindo e reconstruindo, mudando parâmetros, paradigmas, crenças e, no centro disso tudo existe o homem, até agora o mais racional das espécies vivas, que tem a capacidade de desenvolver seu raciocínio e construir valores, significados, interpretar o que vê e ouve, criar seu próprio mundo de acordo com a física quântica.
Esse ser humano que pensa, ele observa, copia, imita, usa ser Mercúrio da melhor forma possível para investigar o que ocorre ao seu redor e como poderá ele sobreviver. Tarzan só teve o do cinema, e sobreviveu imitando os macacos, e se adequando ao tipo de vida selvagem deles. Muitas vezes ser mais um, ser um igual é reconfortante, mas ao olharmos para o mapa natal, descobrimos quantas funções esse ser humano tem capacidade de aprender e usufruir delas, umas  nascem com ele, outras ele irá criar a partir de sua própria existência, seja um filho, uma idéia, um pensamento. Ele tem uma função maior como ser humano nesse planeta e nesse Cosmos, ele é parte deste todo em movimento. Se correr, o bicho pega, se ficar, o bicho como! Não dá para ficar com o boi na sombra, bem, o que tem de boi na sombra das cúpulas do Planalto...
Mas em se tratando de linguagem simbólica e de autoconhecimento, essa busca por maior amplitude desse mundo nosso de cada dia, por um crescimento pessoal a partir de reflexão, maior compreensão e aceitação de si mesmo, e de  resignificações das crenças e valores que  sustentam nossos princípios e constroem nossa estrutura psico-emocional, podemos afirmar da necessidade que o ser humano tem de ter uma identidade, de buscar reconhecimento, ansiar por amar e ser amado, por procriar, criar, deixar algo de si como prova viva de sua existência física nesse mundo.
Cio da Terra
Debulhar o trigo
Recolher cada bago do trigo
Forjar no trigo o milagre do pão e se fartar de pão
Decepar a cana Recolher a garapa da cana Roubar da cana a doçura do mel, se  lambuzar de mel
                                                         Afagar a terra
                                                         Conhecer os desejos da terra
                             Cio da terra, propícia estação de fecundar o chão.
                            (Milton Nascimento e Chico Buarque de Holanda)
É preciso meter a mão na massa,  descobrir o valor do suor na camisa, da mente cansada da aprendizagem, de poder experimentar a vida na prática, se criando, se transformando, provando de cada sabor para aprender a escolher. Talvez a pobreza do simples seja de grande valia a ele, pois ele nasce sabendo que depende dele plantar para colher e comer, depende dele se adequar a seca ou a inundação, talvez falte a ele a visão de outras possibilidades, principalmente se lhe desse a oportunidade da educação. Mundo pequeno, Mercúrio não enxerga longe como Júpiter, no máximo ele torna-se um artesão, operário da terra na regência de Virgem.
É preciso o desejo do ventre da criação, a mente fértil de idéias e anseios de vê-las materializadas, é o acumular pilas de terra, de semente, de grãos, de dinheiro diante de um Touro satisfeiro, pleno, de barriga cheia e olhos gordos. Essa disposição de lutar, de fazer trocas, de começar do zero, de plantar algo que colherá em dobro. A fome é algo desolador, ela mingua a vitalidade do ser humano, ela não deixa desenvolver a ambição, a única coisa que a fome deseja é ser saciada e, para tal, qualquer coisa que preencha o vazio, a carência , serve para que ele continue vivo.
Vemos uma romaria de mortos-vivos, esfomeados por migalhas, cegos a  todas as possibilidades, às suas próprias potencialidades, surdos  às ofertas. Tudo é impossível, tudo tão difícil, ele próprio cria um mundo pobre e como vítima da pobreza espiritual dele, ele nega aceitar sua realidade, ele empaca que nem um burro chucro, mete os pés pelas mãos, e se recolho num orgulho besta que não aposta mais nele. Resta a ele pedir esmolas, ser tão infeliz que alguém lje dê de graça o que ele deveria ganhar com seu suor. Ele é vítima dele mesmo, de fugir de ser alguém e, chora pela vida lhe negar vida.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Palavras ao Vento - Consciência Gera Mudança



Mercúrio -Hermes é o senhor das idéias, aquele que interliga os 3 mundos, que soma, associa regendo Gêmeos e discrimina, cataloga, sintetiza e]regendo Virgem. Mercúrio é esse pássaro que vôa, contacta e comunica, é ponte e fonte, portanto aquele que promove a nossa capacidade de interagir com o entorno, aprender com a observação, copiar, imitar, se expressar da sua forma, seja mental ou física. A mente humana representada por Mercúrio começa desde a percepção do mundo à sua volta, de como ela aprende a comunicar seus desejos e dores, sua busca por autonomia através da sua enorme curiosidade. Ela cresce aprende a raciocinar, desenvolver a capacidade de apreender os ensinamentos e a desejar espalhar isso em Sagitário, sua oitava superior, aquele que eleva o pensamento a um processo da busca do significado, da representatividade do símbolo ou sinal. Júpiter é o "olho-gordo", aquele que vê mais adiante, que projeta uma amplitdo e expande a ideia primária, desenvolve o conhecimento e reflete sobre como o apreendido pode ser como crescimento social e pessoal ao indivíduo e assim , favorecer uma maior interação  e equilíbrio com o universo. O saber não ocupa espaço, mas ele precisa ser exercitado para que tenha função.



O conhecimento preenche lacunas, é fonte de aprendizado de ofícios, uma viagem no mundo dos outros e uma proposta de viagem interior, a auto-descoberta, a percepção sobre si mesmo, suas emoções, atitudes, crenças e valores, seus desejos e sonhos, necessidades, limitações, potenciais, habilidades. Quando Mercúrio trilha o caminho da pesquisa e  conhece o caminho do apendiz, ele toma consciência do quão rico é o conhecimento  e faz dele um valor prático de treinamento para uma maior eficiência, pode vir a tornar-se m mestre com Júpiter, que agrega a todo esse conhecimento maior valor e significado, interpreta e propaga a ideia num conjunto de proposições que influenciam diretamente o desejo do outro , que atiça a inveja, o desejo de participar, de ser coadjuvante de um movimento à frente.

Quando a idéia já trabalhada, decifrada sai da mente para ser utilizada como uma proposição, ela agrega um movimento de mudança, pois move o indivíduo a refletir sobre um novo contexto. A consciência do aprendizado é o ponto de partida para que ocorram as mudanças em nossas atitudes pessoais e daí, sejamos exemplo e catalisadores de uma melhor aceitação quanto às diferenças a a necessidade de um constante movimento de adequação e manutenção de um desenvolvimento com atenção quanto ao seu equilíbrio, evitando assim todo um processo de auto-destruição em razão dos excessos do progresso.


A mudança ocorre de dentro para fora, o exercício é como de um espiral que ao ser movido ,exala do seu interior a energia que será distribuída no exterior, modificando nossas atitudes naturalmente.Palavras ao vento são discursos inúteis que mais criam um espetáculo de convencimento, mas nem sempre geram a consciência plena da necessidade da mudança de comportamento, de paradigma, de status quo.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

O que Você Carrega Dentro e Como Expressa Pra Fora


Lua e Netuno, dois planetas que estão intimamente associados ao arquétipo feminino. A nossa força gerada da nossa capacidade de nos preparar a cada mes para gerar um ser e logo após chora pela primeira vez é a estréia o adeus a sangrarr vermelho pelas entranhas pelo adeus a não fertilização. Talvez dessa capacidade da mulher dar vida a um novo ser, venha uma indescritível força de reagir  brutalmente à morte, de usar seu instinto na preservação de sua espécie e na proteção dos que ama e cuida. É essa mulher que caminha  em busca de algo, em busca do homem que a fertilize, que capine e plante para dar pão a suas crias, que chore de tristeza quando um deles parta de inanição.
A Lua de fases, a força interior que a faz transitar pelos 6 estágios desde a plena escuridão ao ápice luminoso de uma lua cheia, simbolicamente associamos à ausência de luz como o vazio do útero ou o vácuo que nos deixa, a mulheres e homens, sem noção do porque nasceram, qual função. Como se este instinto feminino e também o masculino sejam nossa herança dos primatas. Não viemos do nada, nem passaremos pela vida sem de alguma forma trazer algo de dentro de nós, e pela vida rumamos em busca de a quem doar, como se não bastesse criar, conceber uma idéia, um ser, m valor, é preciso trazer ele pro mundo, colocar a nossa criação a povoar e a participar da evolução da espécie.
Uma mulher jamais consegue ter a mesma relação com a vida, depois que passa pela experiência enriquecedora de ser mãe, seja pela enorme transformação bio-psico-emocional por que passa durante a gestação. Mas nada mais mágico que pariu um ser de dentro de suas entranhas, e este ainda lhe pareça com seus sinais. Todo o medo, o esforço, as dores são esquecidos diante da graça de presente que ganha e agora precisará cuidar com todo zêlo. A Casa 12 fala muito dessa grande magia reprodutiva, seja por Netuno representar o amor transcendente, o abandono do ego, o fim e o inconsciente britando na vida pela linha do ASC.

A famosa ilha das minhocas, de onde viemos carregados pela cegonha. Esse mundo onde nos criamos durante 9 meses, onde flutuamos em total conforto físico, de acordo com o que nossa madre nutriz esteja vivendo lá fora. A alta percepção, a sintonia fina que capta através da barreira placentária, nos faz crer sermos uma só Lua, uma só emoção. Ali construímos nosso caleidoscópio  e voltamos pra lá a todo momento que a fantasia do ASC pesa nos ombros do Ego. Já fim de noite, corpo exaurido de sorrisos, e gestos educados e, de repente, jogamos a toalha, deixamos a torrente d'água cair por nossa cabeça a se misturar com as lágrimas, e enfim a bolsa se rompe e desaguamos da pressão, mergulhamos profundamente  em nosso íntimo e nos conectamos com o mundo das fadas e monstros, dos castelos e príncipes, dos sapos e duendes , de onde podemos perceber o quanto somos "maiores" dentro, a partir de toda a nossa história, do que apreendemos, do que trazemos já feuto, dos nossos anseios a serem realizados, feitos de sonhos, insights que, em algum momentos surtam em clarões e conectamos com o cosmos e aspiramos ser além de um corpo deambulando a esmo pela estrada da vida.
 Estamos prontos a doar ao mundo o que trazemos  de contribuição.
Estendam as mãos e recebam!

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

A Solidão do Nós Dois - Um Caminho Só Seu





Quando me vejo diante de minhas encruzilhadas, são momentos de dolorida solidão, de um enorme esforço em ter que me erguer e seguir em frente. Meu Marte em Aquário simboliza isso divinamente, enfrentar o dragão não é para seres voadores, seres do ar. Isso de anar na linha reta como se estivesse indo para o fuzilamento é uma verdade verdadeira. Todo mundo sabe que por trás de uma grande solidão por fuga, existe o medo, o medo de dicar só, ou seja o medo de "ser só", do sentir-se sem amarras, sem elos. Urano quase sempre é um multiplicador de quebras, de explosões que dilaceram linhas de contato, de conduta, caminhos conhecidos.
O vazio uraniano é uma indefinição de cores que podem  ser  misturadas e pintadas novas aquarelas. Mas a princípio você sente a ausência do qu existira ali, conhecido e seguro por este fato. Primeiro você sente-se no Ar, a representação da Carta da Torre no Tarot fala disso, de você despencando numa noite escura de uma torre atacada por raios, de repente você está nua, na rua, sem nada a lhe proteger. 

Uma pergunta: 
Você fugiu para a torre para se proteger do que ou de quem?
Será que o medo leva a gente a temer descobrir e enfrentar a nós mesmos, a enfrentar o mundo imaginário do medo? Por isso nos escondemos em torres fantasiosas,  a nos esconder de quem nos apavora? Você vive agarrado com o medo, ele tem cara de Netuno ( o medo  imaginário), ele se disfarça nas desculpas mais esfarrapadas, te faz se disfarçar fisicamente, ficar inaceitável, suja, fedida, te faz esquizóide, te aliena.



Nesse caminho muito pessoal, de vencer a si mesmo, é preciso da solidão, por isso que "crise" é terapia, a gente emborca pra dentro e encontro o outro lá de dentro. Quanto mais íntima se torna essa relação do Eu consciente que em algum momento cai no fundo do polo de tanto fugir, com esse Eu Interior mais inconsciente, até que ele surta e a crise acontece.  É essa a solidão de nossos dois Eus, mesmo que venhamos a nos conhecer em circunstâncias nada felizes, é uma oportunidade fértil da gente se enrroscar na gente, ficar lá na crua consciência da dor, do fracasso, da morte e desilusão e, nessa intimidade toda, a gente se junta, e encontra um clamor maior em sobreviver.


 Talvez mergulhando nesse labirinto do medo você descubra um outro mundo , o teu inconsciente rico de imagens, histórias, lendas, e vai poder viajar por esse mundo fértil de fantasias que te façam sonhar de olhos abertos, que te façam trazer à luz toda a tua luz interior, todo o teu passado apreendido em teu interior.  Esse mergulho é um ato de coragem só seu! É ir em frente carregando o medo, não como um fardo ou  amuleto negativo, mas como a outra face das nossas ilusões, nosso negativismo existe, mas como sabemos, tudo é dual, daí podemos ter os dois lados da moeda juntos, buscando usufruir de cada um deles e assim encontrar esse nosso caminho do meio. É um meio-a-meio, você na sua melhor companhia, sua real intimidade, sua inspiração, sua reflexão, seu mndo interior que pode te suprir de quase tudo e é fonte de seu todo a despertar, seja do positivo ao negativo, ali guardado para ser vivido desde que você abra a porta e pise firme.


A opção é só sua, O Ego representado por Marte, o único e Netuno, o fantasma, se você Áries não fizer por você mesmo, buscar sua independência e autonomia, você poderá se jogar no poço fundo de qualquer coisa que te cegue os olhos e te desconecte com teu Eu inteirior, Peixes, tua relação de parte de um todo. Não fuja da vida, não fuja de si mesmo, por mais que seja um ENORME sacrifício, que exija muito esforço, tente, pois bovê ganhará VOCÊ DE VERDADE.



terça-feira, 25 de agosto de 2009

Sua Fé está Dentro ou Fora de Você?


Desde a antiguidade os deuses foram criados a partir da observação do homem sobre a natureza e tudo aquilo que ele não tinha controle e, que vez por outra se derramava sobre ele, e ele sucumbia a algo mais forte que ele. O homem temia os deuses e os reverenciava como forma de agradecimento, seja pela colheira, pela chuva,  pelas marés. Muitos sacrifícios, rituais, festas foram sendo  formas do homem homenagear o deus-mito e pedir-lhe clemência . Júpiter na Astrologia representa um deus mitológico, Zeus, aquele que tinha o grande poder de se personificar em vários personagens e se misturar com deusas e mortais, povoando o universo e cultivando a miscigenação. Não é por falta de variedade que Júpiter se expande a partir de seus princípios e crenças, ele é um guia para o crescimento e desenvolvimento do ser humano frente a pluralidade universal. É o elo do anel a representar o compromisso de fidelidade, é um símbolo que representa um conceito. como todo ritual tem a função de reviver, de trazer à lembrança nossas crenças, de onde eu associo o re-ligare, a conexão com o poder, com o alto, a forma fazer viva a crença,  por isso a Casa 9 é o caminho da busca, da doutrinação e prática.

O mais interessante é que Júpiter regendo Sagitário nos remete algo importantíssimo, a diversidade no caminho evolutivo, seja entre os povos, raças, culturas ou desenvolvimento espiritual. Júpiter  como Zeus já era um afoito amante a fazer câmbios, e como mestre do conhecimento ele abre fronteiras, ele propõe a verdade de cada um, a aceitação do novo, a possibilidade de expansão do ser humano através de seus valores, não só religiosos, mas aqueles que possam ser fundamento para uma convivência mais equilibrada e justa entre os povo. Para Júpiter tudo é possível ao homem que tenha fé em si mesmo, auto-confiança. A crença no símbolo, a prática de qualquer ritualística, é não se fazer esquecer da chama interior, que aquece o coração do homem e o guia a frente.

Netuno, mesmo sendo o senhor das profundezas, nos diz muito da plasticidade da água, da nossa percepção do entorno, da intuição que nos faz deslocar no tempo-espaço no infinito de nosso Self. A profundidade do oceano nos atrai a mergulhar em busca do passado, do inconsciente coletivo, do que jaz inerte no fundo de nossa inconsciência, tão viva e pronta a ser resgatada sempre que o homem necessitar sentir-se um elo dourado, parte de um todo. Nessa infinitude não existem limites, todos somos apenas partículas que se unem, se misturam , se copiam e vão se desenvolvendo de acordo com aua disposição pessoal em tomar sua vida nas mãos por Saturno e sentir-se guiado por uma energia maior, seja o Deus de cada um, seja uma inteligência superior. Assim esse senso de "não estamos sozinhos" nos faz seguir confiantes, tementes ou não, mas sabedores de que existem um objetivo em cada existência humana. Para tal precisamos estar abertos em fé a libertar nossos self para conduzí-lo a um estágio mais elevado, e assim cumprir nossa missão como espíritos. Ao escutar nosso eu interior, ao nos conectar ao  nosso poder maior, criamos  a relação da fé, esta que má precisa de provas, nem de explicações, ela vive e é despertada  a partir de empatia, sintonia e coerência com nossos valores.
Peixes engloba o todo, é a nossa capacidade de ser mais um, a simplicidade do homem comum que se percebe como parte de um todo, é também o medo no confronto do ego, daía as fugas em larga escala ou as fascinações por tudo o que se traduz em poder sobrenatural e abstrato. A fantasia pode camuflar a matéria, formatar gurus, soberamos de suas verdades únicas, mas jamais vencerão a fé e o amor incondicional.  Diante da espiritualidade o ser humano tende a ser um aprendiz, um igual, sempre disposto a somar, a unir, a ponderar sobre as diferenças em busca da unidade. A amorosidade é um caminho de compaixão e perdão diante da dor e da agonia, ao se voltar para si mesmo, o homem se re-encontra e mergulha fundo e se descobre livre, plasma.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

À Espera de que o Universo se Mova

O tempo pode para que a inércia do vento não perceberá, a vida continuará a fluir em torno dele,, mas ele desconectou-se do papel de ator principal. Áries no Ascendente tem essa grande possibilidade, a de ser um caminho de ação, pioneirismo, ou de um lânguido e moroso caminho sem horizonte definido. Como diz a frase popular, "você nasce e morre sozinho", e Áries é a descrição exata da forma de uma pessoa optar por ser um "parasita" ou um vencedor. Na maioria das vezes se encontra referências simbólicas a respeito deste signo como um guerreiro, como a força da ira e a virilidade masculina na ereção do falo em sinal de vitória. Esquecem da primeira chama, da relação com o divino que existe no fogo ariano, do idealismo que permeia a mente infantil e inocente de uma criança. Para Áries tudo é sempre "a primeira vez", pois a cada início ele nada tem de referência com o passado, ele atua no presente e vive do impulso para sobreviver ao caos .
Áries nasce para vencer, pois ele é somente a chama inicial que ilumina o caminho, a idéia primal, audaz, veloz diante do desafio da conquista. Ele quer sempre ser o primeiro, ser o privilegiado, sentir-se "único" e nesse caminho ele irá se defrontar com a sua própria companhia, seu outro lado, que renega a possibilidade da derrota, que não admite o fracasso, pois ele, somente ele é responsável elo que ganha e perde. Tudo é muito seu, sua alegria na vitória, seu tesão no sexo, sua ira diante da falsidade, seu medo da dor, da morte, da perda da vitalidade física. Ele, nessa caminhada, só tem a ele como companhia, e só ele para lutar por se salvar de si mesmo.

A raiva é auto-destrutiva, a ideia do fracasso é pessoal para Áries, no Ascendente ele conta com a excelência de ser um iiciante empolgado, liderando se possível uma nação de adoradores do Deus da Guerra, ele fica bem no front, mas diante das quedas ele se ergue tal qual um foguete estropiado, soltando fogo e fumaça por todos os lados e morrendo na praia. Talvez a chame em vez de gritar em fúria, se apague e a escuridão o tome, lhe tirando o viço, ele nada mais será do que sua prórpia sombra, o fracasso, que aos poucos poderá se auto-destruindo, se corroendo e vagando a esmo sem destino.

Dependendo do regente Marte no mapa e seus aspectos, Áries Ascendente pode demorar a crescer, sair do cercadinho ao qual ele pula toda manhã e volta pra dormir toda noite. Essa falta de "atuação" gera um ser que vive à espera que o céu colabore, que caiam chagas de fogo a iluminar seu caminho , que o desperte para a vida. Mas crescer dói, e Áries odeia dor, odeia sofrimento, ele é um cara do bem, mas sua inocência em muitas vezes é sua maior inimiga, pois ele passa batido pela verdade da vida, de tão rápido que corre em direção ao seu idealismo. Ele então morre de medo da vida, do coração ferido de ser abusado em todos e quaisquer sentidos. Ele arreia sua espada e se apoia sobre seu escudo, acreditando que mais fácil seja ser mais um nessa estrada, ser coadjuvante , um ser pela metade, que vive das migalhas que lhe doam, pois se faz incapaz da conquista. Sua visão agora é tosca, sem ousar buscar a luz lá adiante , no horizonte. Ele permanece ali inerte, apreciando sua ausência no comando de sua própria vida, vive nas sombras do medo, quase um alienado de seu próprio poder, um desertor na guerra da criação, ele nem ousa olhar o passado, o vazio da seiva que nada floresceu além de uma vidinha mansa onde ele oculta suas frustraões nesse total desinteresse pela VIDA.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Banhos de Lua - Limpeza D'Alma

Essa noite eu olho no fundo d'alma desse negro mar, só a Lua por testemunha , Lua em Escorpião, ali no céu a me observar silenciosa, como uma mente investigadora, tentando tirar de mim meus pensamentos. Ela me atinge em cheio com essa luz brilhante, que me cega os olhos e me atrai como um imã enigmático, me fazendo deslizar pelo mar adentro atrás desse rasgo reflexo prateado, que me conduz ao outro lado da minha consciência. Meu eu oculto, que vive numa ilha deserta, sempre à espera da Srta. Lua a lhe ofertar um banho divino, que me desnuda a alma, que me queima o corpo e me lambe a pele por todas as gotículas salgadas e ardidas do mar.

Serão gotas de veneno? Um caminho para os subterrâneos de minhas emoções trancafiadas no quarto escuro, onde recolho toda a mágoa, a dor de todos os adeus que dei, tantas mãos que nunca me acenaram, se foram atraídas pela correnteza da incerteza, dos sonhos e mentiras, que transformaram piranhas em tubarões. E eu ali fiquei fria, dura, tal qual um rochedo enorme, intransponível, a testemunhar o rio da vida tragando os corpos inanimados daqueles que me traíram, me difamaram para a estrelas.
Mal sabem eles que o desejo insano de poder pode arruinar e levar à falência moralmente, talvez a pior das mortes, a que vem de um enorme vazio, um buraco negro, que cheira a enxôfre e as larvas se petrificaram como um túmulo de todas as maldades que carregavam em suas entranhas, ao contornarem as pedras, eram jogados contra as margens e se transformavam em pó , se depositando lentamente lá no fundo do mar da minha memória, restos de minha dor, espalhada em micro-partículas.

Eu nado sem rumo, minha alma em prantos, seguindo o fio prateado que vai me levar pro céu, como uma rabiola de pipa faceira, sigo em direção ao pico mais alto, vazia e limpa, alma branca inviolável, á espera de uma Niva fase para começar a descer baixinho até o horizonte, sedutora e traiçoeira, meras sombras que olhos maldosos e mentes maldizentes imaginam caldeirões de óleos borbulhantes a cozinhar príncipes para se transformarem em sapos, que atrairão as pererecas saltitantes carentes.
Ha hahahahaha ahahahah ahaahha
O riso alto ecoa pelo vale e chega na beira da praia como um sussurro apaixonado de um boto-rosa,... quem sabe migrarão rãs para o banho de sol.