Pensamento

"Onde quer que o homem vá , verá somente a beleza que levar dentro do seu coração" . Ralph W Emerson
Mostrando postagens com marcador Vida. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Vida. Mostrar todas as postagens

domingo, 11 de abril de 2010

Festa Interior


Bem, sou uma eterna romântica,nunca quis um príncipe, quis sempre viver histórias de amor, por isso muitas vezes amei sozinha e me enchi de plenitude andando nas nuvens , sonhando... bati em vários postes e caí de cara no chão. Vai lá que doeu, me levantei e sacudi a poeira, continuei a acreditar no amor, pois eu o tinha dentro de mim, mesmo que por vezes amor negativo, dolorido, ele foi meu caminho de reconstrução diante de cada perda e transformação.
Hoje, renascendo na minha Revolução Solar, tenho meu coração em festa, uma sensação tão boa de ver tanto carinho dos amigos, de meus clientes, que se tornam amigos, até dos desconhecidos que partilham muito de si nas minhas comunidades. Hoje eu renasço colhendo doces frutos de todo um caminhar em buscar de distribuir parte do que aprendi de bom pela vida. É tempo de agradecer a todos aqueles que me deram tanto, até àqueles que me disseram não, aos que me guiaram e os que de alguma forma deixaram algo de bom deles comigo. O que sou hoje é resultado de tudo o que ganhei e perdi, mas sobraram o de melhor nessa segunda metade da vida, essa festa interior, que nem precisa de velas para assoprar, de alarde, basta esse pequeno discurso de felicitações que me enche a alma como a de uma menina num parque de diversões.
Suspiro fundo nessa noite fresca, ainda "molhada" da chuva de dor que me rodeia. Minha alma canta  uma alegria cheia de lamento, chama a natureza e pede calmaria, compaixão. A gente sabe que é preciso limpar os olhos cegos pela escuridão da ignorância, muitas vezes são nossas lágrimas a lavar a lama da dor. Mas existirão sempre mãos a catar o barro e construir de novo sob uma nova terra e, juntas carregarão órfãos no colo e serão elos de uma grande corrente de fé no ser humano.
Meu coração bate forte, cheio de amor,  feliz por mais um ano de vida, pela força e disposição que tive para enfrentar mais uma reviravolta, casa nova, e muitos planos pela frente. Meu horizonte me chama, meu Sol se ergue lentamente, numa preguiça de outono, resvalando pelas folhas frescas de orvalho da manhã, enquanto uma brisa forte traz as ondas até as rochas, espalhando gotas  de água salgada a salpicar minha pele, deixando um rastro de sal da terra.
Deixo minha chama interior acesa pela eternidade, a guiar meus passos ainda inseguros diante da minha inconsciência, a iluminar meus pés enquanto caminho em busca de  aprendizado sobre quem sou e o que ainda preciso aprender.
Precisamos ser "luz" em essência, luz que guia, que inspira, que dá a luz, que espera e tem esperança. Desistir nunca, mesmo que eu pare e atordoada não saiba por onde ir, o que fazer, sempre poderei mudar e refazer a partir da consciência. Meu espírito quer vida, seja dura, cruel, é meu caminho, mais uma oportunidade de poder ser "vida", estar viva, sentir, pensar, sonhar, desejar, conquistar, serei sempre pela vida!

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Da Escuridão em Busca da Luz


O Rio da vida carrega a gente  através da força de suas correntes, esse mundo que nos mantém vivos, nos alimenta, é um caminho obscuro quando no leme existe alguém sem ideais, crenças, somente a lua a guiar-lhe  à frente através das sombras e canais  e bancos de areia. O "leme" do homem é  não é sua razão, a mão que decide, que comando milhares de seguidores, é sim, sua capacidade perceptiva, que na falta da "luz" da consciência, essa mão se torna cega, radical e obsoleta, sobrando ao homem captar os sinais da natureza a dizer-lhe o caminho até onde deve chegar.


Dias e noites aquele homem segue em frente, enfrenta tempestades, descobre novas terras, mas pouco percebe de si mesmo no comando de sua vida. Nega a possibilidade de novas descobertas, se retrai diante da própria  evolução, diante do medo, ele trafega por  fortes correntezas e pode talvez naufragar na sua ignorância. Lutando nas águas geladas  em redemoinhos, o homem se debate furiosamente lutando para sobreviver, mesmo que  segundos antes nem atentava à presença da "morte" a lhe rondar cegando-o sobre sua verdade.

Diante do desafio da vida, a maioria de nós "se salva", seja por instinto marciano, seja pelo poder de criar a o limiar vida-morte, aquele conhecido túnel de passagem, bem conhecido pelos que lá chegaram e retornaram. Há sempre escolhas neste momento, mas aqui neste umbral fictício, você, fora do corpo, desconectado do timão de Plutão, podemos mais levitar pelas brumas  de Netuno, rodando por entre os corpos moribundos. Diante da morte certa, em confronto com a ameaça do fim, nossa alma vaguea de volta ao corpo, carcumido  pela dor, pelas perdas de infinitos momentos desprezados pela ansiedade da corrida competitiva do ter e não ser nada.
Diante daquele corpo jogado aos vermes, a plena consciência de sua essência  sabe-se eterna, talvez ainda não consiga a compreensão do evento. Sabe-se vivo, pleno de sentimentos, sentidos alerta, o murmúrio das ondas a bater nas pedras, o cheiro das tochas em chamas, os pés frios balançam no barco, em direção ao teu destino.

A noite é puro ouro, a pele dourada brilhante de óleos aromáticos, cordas puxam o barco por entre pequenos afluentes, como forças  a lhe direcionar pelo iluminados  corredores que vão se estreitando como braços que te abraçam e te carregam por entre  os porões do castelo. Fugitivos  correm agaichados e a luz é turva, tudo se resume a um monte de feno que acolhe os corpos ardentes e bocas sedentas de um sabor desconhecido. Uma procura lenta e cruel como a se provar a extensão real do tempo, a procura dos olhos e a luz da alma a passar mensagens que inundam o ser tensa satisfação, que vibra, a eternidade do ser por inteiro.
O tempo inexiste quando almas renascem, quando mentes despertam, quando o amor acontece, uma flor nasce em sinal de .... começar de novo, sem que exista fim, só começo.