Pensamento

"Onde quer que o homem vá , verá somente a beleza que levar dentro do seu coração" . Ralph W Emerson

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Minha História - Tanto a Agradecer 2012

Se tem uma coisa que me emociona é gente que vai além do profissional. São aquelas pessoas que se destacam além da competência, mas também pelo seu comprometimento pessoal com o que faz e para quem faz. É gente que se envolve, que se mete, tenta fazer seu melhor, e isso nada impede de colocar limites, ser comercial. Gosto de gente autêntica, de qualquer cor, status, lógico que tem gente que me incomoda, não gosto de toda gente, mas quem se respeita tem meu respeito.
Sempre tive muita sorte na vida, conheci pessoas especiais, profissionais que atravessaram meu caminho e me deixaram um grande conhecimento e  exemplo de ética, solidariedade, amorosidade. Tive professores fantásticos no Colégio Metropolitano, prof. Xavier - Redação, prof. Alencar - Ciências,meu querido mestre Abelardo Bezerra Bayma - Geografia e OSPB, meus psicoterapeutas, Dr. Julio, Sonia Davidson. Minha fonte de inspiração na Escola de Enfermagem Anna Néri ,professora Anna Shirley,  naquela época eu era a idealista que queria um dia ser igual a mestra.
Tive poucos amigos, mas uns me levaram pelas mãos a novos rumos,novas habilidades e descobertas, quem tentou me derrubar, doeu sim, mas fiz da dor um desafio, não revido, somente me afasto e me aprimoro com a experiência. Outros surgiram na minha vida em horas difíceis, me estenderam as mãos, passei a acreditar que uma ajuda divina me tocava os ombros e me sussurrava que eu não estava só. Minha astróloga e mestra Anna Maria Costa Ribeiro,  me abriu as portas do mundo simbólico dos signos, planetas, números e arquétipos do Tarot, foi um despertar, um re-significar, é uma viagem sem fim e será pelo resto de minha vida.
 Alguns excelentes facilitadores de trabalhos de vivências em autoconhecimento Sandra Bagetti, Lícia Grillo, Gilda Grillo, os facilitadores do Insigth  I , II, III, meu médico homeopata, aquele que te ouve por 1 hora de consulta, te enxerga por dentro - Henrique Peixoto. Colegas de trabalho, meus pacientes que muito me ensinaram, grandes lições de vida, meu clientes, uma troca revitalizante, me enxergo neles, os leio à distância e encontro mais coerência nesse ser como um todo. As histórias da Tradição Sufi e as piadas de Nasrudin, meus alunos queridos, muito gostoso ver minhas alunas torcendo para tirarem 10 na prova. Mais honrada fiquei quando algumas seguiram minha profissão depois do Curso de Técnico em Enfermagem. 
Minha história é longa, DVD duplo, muita inação, ação, revolução, reconstrução eterna. O morre eu enterro, o que fede, jogo fora, o que se põe à minha frente, encaro, levo o medo comigo, ando íntima dele.  Uma infância triste, uma adolescência de princesa, viajei pelos caminhos bucólicos do o parque de São Lourenço, certas árvores me viram crescer, muita aguinha mineral para limpar o fígado da raiva. (risos), só saudade daquela comida mineira, doce de leite, os queijos.... Uma menina com muito medo de amar, trancada a 7 chaves, arianos são cabeça dura para entender que precisam crescer. Eu vou na porrada, levo uma, caio, limpo a bunda e começo de novo, uma perda de tempo procrastinando. Nunca tive vergonha de não saber, isso me ajudou demais a perguntar. Pedir já é complicado, menos orgulhosa, mais fácil ficar indignada quando ninguém me oferece ajuda, mas quem manda parecer durona?
É muito bom ter o que contar, nada a me envergonhar, bater no peito  tal qual a "Chita" orgulhosa, vaidosa pela coragem, nem tanto, mais pela  inconsciência mesmo. Mas valeu todo esforço, ando precisando de uma ALAVANCA para me por na esteira, na hidroginástica, tenho minha preguiça crônica, mas eu tento, rodo a baiana cantando Poeira com a Yvete  e sigo em frente. Sei que o caminho é longo, com Gêmeos no MC, muita coisa para aprender e escrever, quem sabe dupla jornada?
Só sei que, em meio essas datas, Natal aniversário de minha mãe na virada, eu fico encolhida e acolhida pelos meus sentimentos, ora angustia, ora um recordar gostoso por tudo que vivi. De repente me deu vontade de dizer obrigada Deus, Allah, Jeová, Maomé, seja Luz, diamante, prótons, elétrons, estou aqui!  Feliz em meio dessa tristeza festeira. Obrigada a tudo que me acolheu no universo, aos que me ensinaram, aos que me disseram não, eu voltei. :)
Um brinde a todos vocês que fizeram parte da minha vida, que venha um 2012 com mais compaixão, mais emoção, intimidade entre as pessoas, mais olhos nos olhos, coração no coração., mãos de afeto a consolar nosso pranto silencioso. Beijos. San

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

As Más Línguas

Língua de fogo tem tudo a ver com Júpiter, o planeta regente de Sagitário e Co-regente de Peixes. Aliás, esses dois planetas juntos são a expressão do melhor e do pior dos excessos, da falta de limite, da ascensão ou decadência social, do ídolo e da difamação daquele que se torna alvo, do endeusamento  à degradação pelas drogas, do poder divino ao empobrecimento dos falsos profetas e da fantasia delirante.
Voltando às línguas, malas lenguas, como é fácil falar mal! Há uma disponibilidade na crítica, com um Sol egóico, natural que Mercúrio pense em si mesmo e se veja mais e melhor do que os outros. A falácia da fofoca também move o mundo, une vizinhas de janela, vende revistas na banca, o negócio é saber da vida alheia. Na convivência social ha uma enorme necessidade do indivíduo se integrar, ser parte da comunidade. Júpiter é um planeta social que fomenta no homem a sua necessidade de crescer, de se agrupar, de vender sua imagem de "bem sucedido", seja para obter reconhecimento como membro efetivo, e assim poder disputar os cargos de liderança e representação, seja pelo único sentido do prazer da conquista, do discurso que convence, da palavr que doutrina, da ideia que influencia e soma na vida das pessoas. Claro que o homem é dono do qe pensa e expressa!
diant de uma crença, ideia, doutrina, valores, o homem elege o que para ele é a "verdade", no que acredita e faz destes sua base de princípios. de algua forma júpiter ode ser a única verdade, como um sustentáculo da visão totalitária de alguns. é preciso acreditar no que se quer e ir buscar realizar, difundir, contagiar. Mas da mesma forma, a mente distorcida de num homem pode fazer dele um ditador, um sedutor vendedor de ilusões. aquele que fala demais, um discurso prolixo validando em excesso a ideia, fazendo dela uma mensagem que pode ser devastadora, quando usada como lei ou valor moral, podendo punir pessoas, destruir a moral alheia. moralista ou indulgente até ser permissiva num comércio de sexo infantil de turismo nas cidades pobres pelo mundo. 
Os grandes veículos de comunicação, a intenet, a televisão, a imprenssa escrita são a grande bola da vez, todo mundo conectado em qualquer parte do mundo ao mesmo tempo, as longas distâncias já são história do passado. A guerra está dentro das nossas casas, cobras e lagartos saem pelas bocas dos locutores de telejornais, sobre a política corrupta, as derrocadas governos, a globalização virou uma anarquia financeira que vira uma tsunami cada hora que um país cai em desgraça política-econômica. Hoje a mídia tem o online , somos metralhados com todo tipo de informação, nos tornamos um universo só, o real, o virtual e os paralelos. essa visão de todo, universal, onde se fala uma mesma linguagem, pois os contatos são imediatos e de primeiro grau , é uma forma de expressão bem netuniana. Netuno mostra a unicidade enquanto Júpiter, a diversidade. Netuno mistura as essências, transforma em alquimia, magia sem começo e fim, sem nitidez, delineamento, invade a privacidade, se transmuta em fakes, em e-mails falsarios com vírus, querendo penetrar nos nossos dados, senhas, números de documentos.
 A massa acredita nesse "sucesso" e usa a mídia virtual como meio de propaganda pessoal, profissional, onde não existem regras que limitem o uso adequado de informação e/ou formação. Não existem filtros para os que semeam buillyng, a reunião de gangs de rua, a falsidade ideológica, todo mundo pode tudo, hoje tem psicoterapia via Skype, olho no olho, mão na mão já é ultrapassado. Vamos surfar nessa onda gigante da miscelânia, onde nada é de ninguém, não tem mais gerente, só um monte de telemarketistasolhando a tela do PC e procurando o que responder a nós, anônimos  consumidores alienadas na ilha da realidade do comércio virtual /telefônico. Nada mais democrático de se ter nos seus amigos o perfil de seus ídolos, dos famosos, das autoridades, tem coisa mais fácil de sair andando pela rua, pendurado no onibus indo para o trabalho ao som de um IPod, Smartphone, IPhone. Para que conversar com alguém? O negócio é comunicação digitalizada, assim mesmo a pessoalidade foi pro beleléu! Sobrou o impalpável, o playback onde o cantor faz mímica para poder dançar, a manchete do escândalo que põe escuta, que consegue gravação entre os bandidos, a violência ganha da criação, da genialidade, da ciência. 
Netuno nos faz grãos de areia, vítimas das marés de um oceano de grades proporções, nada é pequeno, é homogênio, cola, gruda, pega. O desapego é forçado, não há muito mais lugar para o romantismo, para o compromisso, o descaso e desapego é ordem do dia, deixa rolar é preciso, não dê voalor em demasia, tudo passa, passarinho. Somos vítimas da nossa ignorância, nosso comodismo, como se fôssemos aqueles meninos de rua se encolhendo por baixo dos jornais nas calçadas da noite. Estamos nas mãos dos que detém privilégios oportunistas, dos arranjos políticos, das máfias de ladrões, nos submetemos ao que podem dizerem de nós. A capacidade do homem em poder querer dar a volta, a raiva camuflada em apelidos irônicos , fofocas, o pensamento malicioso sobre aqueles que mantém certa integridade, vontade de jogar na lama o que se imagina de pior. Somos capazes de transitar pelos extremos, da idolaria a total indiferença a um ser humano, da fanfarra paga do sexo grupal a prostituição empresarial, da fama a difamação, da mediunidade conectada a um debilidade por drogas, ricos de valores ou delirantes de falsos poderes. As  mentiras enganam os que se fazem de surdos, as fantasias escondem o que o medo oculta dos cegos. As águas de Netuno lavam nossos olhos e nos dá  a transparência da intuição, percebemos até aquilo que não vemos ou cremos. A verdade resiste a qualquer auto-engano, é um tapa na cara a desperta-nos para a  integridade, um processo pessoal de escolhas.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Você Tem Vergonha do Que? O Que ou quem te Envergonha?

O quanto você esconde sobre si mesmo por vergonha?
O mundo existe e coexistimos nesse universo quando nos comunicamos, interagimos e nos integramos aos diversos contextos, que nos é cobrado por aqueles que nos educam, ou nossa própria cobrança e dos que nos rodeiam. Júpiter tem muito a ver com essa seleção de VALORES, com os quais fazemos escolhas, do bem e do mal, do falso e verdadeiro, rico ou pobre. Saturno já é a estrutura social que normatiza regras sobre o limite de cada um no compartilhar e participar em comunidade, a respeitabilidade hierárquica e nossos deveres e direitos como cidadãos perante o Estado. Nos protegemos com as máscaras da persona idealizada no ASC, na casa 5 exibimos  que acreditamos ser ou nos tornamos,  a fim de angariarmos reconhecimento e admiração. No MC projetamos nosso futuro, o cume de onde gostaríamos de reinar na maturidade,  termos enfim segurança, capacitação e participação social. Desde cedo aprendemos comportamentos sociais quase sempre distintos daqueles  dentro de nossa casa. somos um amontoado de verdades mentirosas que nos contam na infância, o que observamos dentro de casa espelha muito do que acreditamos que seja a vida lá fora. Escolhemos copiar o manual ou quando diferentes e excluídos tendemos a buscar reverter aquele padrão de caráter da casa 4.
Nos esndemos e nos disfarçamos, elegemos uma capa protetora para sermos aceitos e para seguirmos em frente, dentro de nós mora uma identidade muitas vezes desconhecida frente a todas essas in-formações passadas e incrustadas  em nossa pele. Vence quem mais te protege, quem você acredita ser você: a autoritária, o sedutor, o gentil, a bela, a mãezona protetora, o poder absoluto, a boazinha, o desligado. seja qual for sua máscara, suas vestes, seu manto, eles escondem algo de você do qual se envergonha. De que você tem medo? De ser rejeitado porque é fora dos padrões e sobrar de lado? Ou você precisa ser o que os outros são para ser parte do todo e não se diferenciar?
Tenho vergonha de colocar biquíni depois que engordei, meu valor está em não chamar atenção de forma negativa. Tem gente com vergonha de não saber e assim  não pergunta nada e costuma sem conhecimento. Você tem vergonha de seu corpo? Não arrisca fazer sexo para não expor seu corpo? Do seu defeito físico? E o quanto te incomoda ser parte de uma comunidade "especial' onde precisa conviver com o olhar desconfortável ou da pena dos outros.Tem gente que tem vergonha dos pais analfabetos, cafonas,  de ser pobre, ignorante. Acaba perdendo oportunidades em modificar essa realidade, porque se conforma com o limite do não saber começar a mudança. Alguns homens têm vergonha do seu pinto pequeno, mulheres têm vergonha de estarem sozinhas, gays ainda resistem enormemente em exporem sua homossexualidade, se dilaceram em aceitar serem gays por medo da rejeição familiar. O quanto aqueles que se acreditam "normais" abusam do direito de respeito ao próximo, ou mesmo da dignidade de ser um ser humano que enxerga seu semelhante como um igual,  se colocam numa posição de juízes,  apontando dedos difamadores, acusadores, fazendo de qualquer igual que ouse ser diferente, um animal, um doente, um incapaz, convencendo muitos de sua invalidação, segregando,  aprisionando estes na marginalidade de uma sociedade. Falsas verdades que sustentam os egoicos covardes, em pânico por poderem ser de verdade IGUAIS, passiveis de um caminho desconhecido onde o futuro é incerto, onde há necessidade de nos render ao que nos atravessa o destino, onde  homem é parte da ação e consequência do que cultiva, mesmo que em sua ignorância não seja falho. Vergonha em ser um fraco, alguém  sem controle sobre sua vida!
Nós somos o Sol, nossa unidade é o centro de nosso ser, nosso Self, nossa ânsia é por ser o centro do nosso universo, buscamos  reflexo para enxergarm-nos nos vários espelhos no nosso entorno. Quanto mais temos integração com nosso Eu Interior,  nos respeitamos mais, e vamos definindo nossos limites,  criando uma disposição em se adequar e se transformar, construindo nossa identidade numa relação mais verdadeira e coerente com o que nos cerca. O Eu se desnuda, o medo é verdadeiro, sem fantasia,  a realidade se apresenta e as máscaras se colocam somente estrategicamente , enquanto caminhamos  mais firmes, fazendo escolhas mais pautadas no que desejamos e temos capacitação de conquistarmos. A vida nos faz presentes e nos torna donos do nosso destino, , um caminho que construímos de acordo com  que vamos experimentando e descobrindo sobre nós.
É longa a espera por algo que nem nos damos conta, precisamos encarar quem somos, tarefa árdua  quando é necessário olhar dentro de nós, com humildade e compaixão. Fugimos de lidar com as perdas, com a dor da frustração, difícil admitirmos que somos tão pequenos ante a sabedoria da vida, que nos ensina a cada instante, e nos da inúmeras oportunidades em aprender.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Os Fanfarrões - Fama e Fantasia

 Desde lá de cima, no alto do Monte Olimpo, mitos foram construídos através de arquétipos de seu cotidiano, e de alguma forma ainda hoje existem  seres humanos sonhando com serem "grandes", são aqueles que de alguma forma ão se contentam com pouco, ostentam no futuro ter  que nunca tiveram ou lhes fora reprimido, algumas vezes literalmente sonham com a fama, o sucesso pessoal como recompensa de um ego  grandioso, orgulho, vaidoso, quem sabe um Sol ou Lua em Sagitário ou em aspecto com Júpiter, principalmente uma bela conjunção, quem sabe o regente do ASC em aspecto com Júpiter, um ASC em Sagitário ou o poderoso Júpiter na casa 1 e conjunto ao ASC. Tem jeito não, eles acreditam serem capazes de conquistar tudo o que desejam. Júpiter - sagitário no mapa natal pode ser fonte de compensação por outra parte dentro da pessoa  que sente-se impotente. Normalmente algo de auto-confiança e simpatia os faz atraírem atenção sobre si, ou podemos observar se exista aspectos conflituosos nessa identidade, Muitos podem sofrer em demasia de baixa auto-estima, devido exatamente a essa forte energia impulsionadora para o alto em contrapartida de não sentir-se exatamente capazes de obter êxito.
Desde cedo a energia Júpiter - Sagitário meio que conduz o individuo a uma postura de autoridade pelo saber, na adolescência isso pode se agravar pela onipotência, promovida pelas habilidades de interação social, pelo discurso convincente, a capacidade de se fazer passar por alguém de sucesso, por uma pessoa que jamais falha, sortuda, daquelas que nunca perdem nada. O exagero dessa posição de negação dos seus limites podem se transformar numa falsa imagem de plena felicidade e estimular muito auto-engano, a não admissão de ser igual aos outros com quem convive, surge a inveja da grama verde no jardim do vizinho e muita frustração que pode levar até a depressão : auto-anulação. A mentira começa ao conversar sobre tudo, se colocar tão integrado  ao grupo pela enorme valor de fazer parte e se evidenciar, o desejo do convívio com os mais afortunados, os mais inteligentes, ricos e famosos faz com que ele invente situações idênticas, viagens, uso de grifes, clubes que frequenta, coisas que podem viver somente no discurso. quantos colarinhos bancos mentores de grandes fraude, roubos, corrupção, aparentemente bons moços, chefes de família, ocultando grandes orgias, "pecados". O que não se faz para se promover, alimentar sua "gula" por uma auto-imagem  de sucesso. O mal é quando essa torrente de falsas aparências termina por se incrustar em definitivo na mente da pessoa, e ela constrói um mundo onde ela é aquilo que precisa ser para ser "importante" e mesmo ter valor pessoal.
Estar sob os holofotes não é somente desejo de Leão, Sagitário é um signo social, preocupado em ser uma pessoa "importante" na sociedade, ser um representante de valor, é o elemento fogo idealista que que na figura de uma fogueira, espalha sua luz e é cento da reunião de pessoas,  esse orgulho mal dimensionado cria uma personalidade que procura ser admirada, mas pode viver muito mais em prol dessa visão panorâmica da hiper valorização.O palco é o lugar daquele que deseja ser fonte de uma mensagem para o povo seja na figura de um palhaço no picadeiro com todos os olhos voltados para  sua figura desengonçada e até ridícula,  na performance de um grande ator que encarna profundamente seu personagem, que o vemos como o próprio diante de nós. Essa habilidade em ser um poder mais fluido onde a mutabilidade da água na expressão de Netuno - Peixes é infinita imaginativa, sonhadora, conduzindo as pessoas a desejarem a fama diante dessa visão maior, elas não querem ser apenas mais um grão de areia numa praia deserta. O ídolo, o mito, aquele que está acima de todas as pessoas comuns, o sábio, o guru, o curador, sacerdote, são personagens que conseguem fama por algo mais do que exatamente a técnica ou capacitação, existe uma aura de ilusão e fantasia que nós cultivamos nesses seres "especiais"  e cultuamos eles como deuses, nos tonamos fanáticos perseguidores, cegos seguidores levados por ondas alquímicas.
Deliram eles em se envolverem de forma simbiótica com essa explosão de fama, riqueza, assédio, sonham em guiarem romarias em busca de cura, um milagre, são pessoas com poderes paranormais, visionários capazes de prever o futuro, e muitas vezes criam todo um clima místico envolvente com a intenção de estimular mais a fantasia do público. Sol/Lua/ASC em Peixes, planetas de casa 12 que regem casas de comunicação e ou exposição pessoal, podem ser princípios energéticos da criação destas celebridades,  ídolos. Essa popularidade que tira a individualidade, penetra e invade a intimidade de Peixes. 
A fuga da insignificância pode cultivar e realizar sonhos, mas também será engolida pela grande onda, podendo buscar o esquecimento nas drogas, na promiscuidade, até ao fim entorpecedor  na pobreza e total abandono, a falência que se dá pela verdade revelada quando da diluição dos símbolos, das fantasias de rei, de mago , mágico, pela difamação de Netuno, lavando toda a lama e névoa que impede ao ovo enxergar a realidade e a verdade. 
O tombo do alto pode ser feio quando o indivíduo se perde de si mesmo, e perde o limite da suas reais possibilidades de unir o sonho  e o foco - Lua -Sagitário  Netuno - casa 12. É tudo um sonho que vive inconsequente  quando alimenta uma visão de seu Eu Interior maior do que o limite de sua identidade.


terça-feira, 26 de julho de 2011

Náufragos no Mar Profundo de Netuno

Tem dias que a gente se sente, como quem partiu ou morreu... Roda Viva falava desse roda-moinho que nos engolfa, como uma gigante onda, e a viagem não é exatamente no Túnel do Tempo sobre uma prancha de surf, e nós ali, equilibrando todas as emoções na correnteza. A gente bebe até ficar alegrinho e audaz, até perder a maldita timidez pra cantar aquela garota, para se oferecer despudoradamente ao professor gostosão de Matemática para que ele não tenha nem chance de dizer não. O negócio é que foram tirando tantos sonhos da gente, nunca mais as historinhas infantis se transformaram em sonhos realizáveis. Ficamos órfãos de pais, de uma família acolhedora, a mãe virou babá, que virou professora de jardim. Muito papel crepom, cola, lápis de cor, purpurina, resmas e resmas de folhas em branco para a gente gastar o tempo. Ficamos relegados a um bando de estranhos, até "sinistro" virou sinônimo de interessante, legal. As festinhas viraram festanças do Rei Baco, muita bolinha, camisinha furada pra se sentir "felizzzzzzzzzzz."
 Entre o céu e o Inferno de Plutão no centro da terra, existe um outro mundo nas profundezas do mar azul. Netuno avisa aos navegantes, sobreviver à superfície é essencial à preservação da vida, mas é preciso mergulhar fundo para lavar o corpo imundo desses "meninos de rua", dirigindo bêbados, fazendo pega em meio a multidão presente para ver sangue, aplaudir a prova da destruição. contemos um monte de programas diurnos nas tvs abertas que  glorificam esse cotidiano de merda, violência, morte, são os masoquistas.Esses se entopem de poluição, se sentem existindo quando vêm a sua realidade cotidiana ali na tela da TV, e com certa satisfação se vibra pela manchete sanguinolenta. Lavar essa lama toda de podridão do submundo da corrupção, das drogas matadoras em becos, da falsidade ideológica daqueles que chamamos de mantenedores do poder e da ordem. Netuno adora a orgia, a chantagem, coação, a máfia disfarçada de gravatas e sapatos italianos embarcados em primeira classe ida e volta dos réus eleitos pelo povo, líderes daquilo que o povo elege e aceita em total submissão e negação. Há vida no fundo do mar, mas  há abismos que engolem navios, há  cemitérios de tudo que se desequilibra, se rende ao torpor, pois vai fundo demais e se perde na distorção das imagens. O sonho pode virar pesadelos horríveis, e somente a fuga é a solução mais fácil, a ilusão é a libertação que aprisiona.
Eu tenho MEDO, deve ser esse meu Vênus pisciano na mira de Plutão que faz o pobre um pudim treme-treme. Netuno no Mapa Natal é sinal de medo do desconhecido, o imaginário coletivo, da ilusão desmedida, tudo Medo, Medo, Medo... Aprendendo a adar numa piscina de trenamento de saltos, um dia uma doida me empurrou no escorregador e lá fui eu pro fundo. A professora caiu n'água para me puxar, sempre foi difícil controlar a respiração metendo a cara dentro da água, gosto muito de pontes e de meus pés firmes na areia, mergulho fundo certa da volta. Esperamos pela tragédia anunciada, um sofrer  encolhido no peito, um coração lacrimogênio, que tenta desesperadamente uma "boia da salvação". Nem sempre a gente alcança, nada, nada, nada   e morre na praia, falta um feeling que  junte os sentidos, a intuição e faça sentido!
A escolha está lá adiante na curva no horizonte,  algum lugar no passado, ou possível futuro, por vezes um déjà vu , um caminho sem fim, por onde vamos remando no nosso barquinho de papel, embalados  elas marolas sem direção. Sonhamos acordados com o príncipe, e no meio da tempestade terminamos de ressaca na boca do sapo,  e um belo sabor de guarda-chuva mofado.  às vezes caímos das nuvens, de bunda no chão duro, dóiiiii..., as lágrimas são reagentes , cheias de mágoas, saudades, elas se despedem de nossas retinas, lambendo nossos cílios, borrando nossa maquilagem, lavando nossa cara de pastel , desmilinguindo a fantasia de papel, de repente as cortinas se cerram e...nosso show acabou!
 Mais uma viagem se finda e é preciso continuar se descobrindo, experimentando novos mares, alguns sonhos dourados ficarão pelo caminho, outros  nascerão num novo porto. Os ventos guiarão nossas velas enquanto estivermos comandantes  e inspirados, antenados com o de melhor na vida, a transcendência do tempo-espaço e todas as possibilidades de navegar por todos os mundos.





sexta-feira, 8 de julho de 2011

Escolhemos Nossa Solidão - Parte II

Existe uma paz enorme nesse silêncio interior, a sensação é quase de total desapego, por vezes há desejo de fuga de si mesmo. Planetas na casa 12 do mapa natal podem trazer em parte essa necessidade de encontrar dentro de si mesmo as funções desses planetas. Um sol ou Mercúrio de casa 12 pede uma busca por alguma conexão interior, trazendo enorme facilidade da pessoa se isolar, precisar de um tempo só seu enquanto outros planetas no seu mapa vão viver a vida na rua, no escritório, até que a pessoa se exaure  e se recolhe. Os parceiros precisam compreender esses seus companheiros que precisam de um tempo bem grande só deles, algumas vezes eles mesmos não compreendem o porquê de sentirem-se tão inquietos quando muito solicitados e/ou comprometidos em demasia. O estar consigo pode ser um meio de comunicar-se, perceber-se, entrar em contato com seu interior, mas também muitas formas de fuga dessa realidade nem sempre aceita por planetas que vivem mais interiorizados e temem se confrontar com a vida real, o planeta na casa 12  e o regente da casa 12 podem, na posição por signo e casa no mapa natal, fornecerem indícios de como eles vão se "desviar" de vier de forma plena, consciente, e onde as coisas custam mais a acontecer sem que seja com um enorme esforço. Pessoas que se isolam em conventos, praticam meditação, convivem com a essência do ser humano, com sua "salvação", são abnegados em suas missões, muitas vezes se descobrem dentro de profissões onde possam cuidar desse ser, onde a identidade do ego é deixada de lado em benefício de outros. Da mesma forma para aqueles que se dedicam intensamente por um hobby ou mesmo algo criativo que cultivem e lhes preencha a alma, em certas situações são prisioneiros de si mesmos, pois têm grande dificuldade em compartilhar parte de si, tendem a controlar o tempo que ficam mais expostos e comprometidos com outras pessoas. Podem sentir-se fora do contexto, podem viver ela vida afora à sombra de si mesmos ou daqueles que os acolhem e não lhes cobram nada.
Sonhadores fora da realidade, donos de um mundo particular onde vivem às ocultas, são amantes desprendidos , donos de uma imaginação e intuição que lhes trazem visões criativas, conhecimento ulterior que lhes conecta com algo maior  capazes de auto-curar-se ou destruir-se através de psicopatias. São esquizoides, quase nunca partilham seus pensamentos e emoções, traduzem, disfarçam, fantasiam, sonham. Muito discretos que não permitem muita invasão, mesmo que aceitem um bom nível de intimidade por sua necessidade de profunda intimidade com aqueles que convivem, se entregam numa simbiose total, mas também podem servir de hospedeiros daqueles que precisam de um elo.  Quase invisíveis, ou de outra forma, podem se colarem  como "sombras"  sem grande expressão pessoal, aceitando conformados a sua sina, encrustados a seus medos. A dificuldade de libertação de tramas, crenças, questões associadas à espiritualidade, que promovem uma grande distorção e confusão quanto ao que são e desejam ser de verdade. É como se pairasse uma ameaça invisível por muito tempo não decodificada, algo oculto no ar, no passado, no inconsciente, que deixa o sujeito rodando em círculos, num jogo de gato e rato com as situações associadas às casas regidas por planetas da 12.  No extremo existe a ânsia pela liberdade através do estado  minimalista, o excesso está associado a restrição e negação, a não participação efetiva e responsável. Literalmente a inconsequência do suicídio vem como resolução dos conflitos interiores e de alterações causadas por álcool, drogas, dependência medicamentosa e auto-medicação. Podemos observar fases onde vêm a tona lembranças do passado, processos traumáticos trazido em psicoterapia, regressão a vidas passadas onde se podem re-significar crenças e desmistificar valores, isso pode ocorrer numa crise, num surto que leve a uma internação, ao enfrentamento de uma doença crônica, diante das quais a pessoa nesse retro forçado do cotidiano, pode redimensionar seu mundo, pois é de alguma forma, obrigada a sair da "bolha" e se tratar.
Urano e Aquário nas casas cardinais , planetas pessoais em Aquário e planetas na casa 11 com aspectos comflitantes podem favorecer esse espírito livre, maravilhosamente magnético e ao mesmo tempo quase intocável. são pessoas que se unem, se juntam, colaboradores , idealistas, mas parecem pássaros que vêm e vão em ondas sem gaiolas que os façam contê-los. eles precisam de ar, e se os prenderem, eles explodem literalmente, por vezes os ataques histéricos são expressões de rebeldia e contestação. Há uma imensa necessidade de romper com qualquer circunstância que limite as possibilidades de se ir além, de ousar, tentar sobre o novo. Percebe um forte magnetismo que atrai pessoas, cria sintonia e serão sempre rodeados, ois são líderes natos colaboradores, participantes ativos ativistas políticos, sociais. O mais interessante é que existe dentro deles um fogo constante a queimar sem um sentido certo, a princípio a inconsequência, a sensação de estará margem, é um grande problema, pois promove algo de especial e ao mesmo tempo único que faz a pessoa se fechar dentro de sua mente. a vida acontece em enredos e discursos mentais, principalmente se existe alguma oposição com Urano, há um bloqueio com a execução criativa  obsessiva, represam a energia e tornam-se inconstantes , se tornarão  prováveis eremitas, alguns precisam  escapar de relações mais absorventes, ou encontram parceiros que respeitam a necessidade de estar sozinho. São casais que de alguma forma inconvencionais, parceiros de trabalho onde jogam toda sua energia.
Essa solidão é sempre dada como aquela do abandono, da frieza de sentimentos, um espaço árido, vazio, seco, uma boa associação de Urano com Saturno, regente e co-regente de Aquário. O abandono é netuniano, a dureza do suportar a solidão é bem associada a Saturno, a rendição invernal da força. A Urano pode caber esse silêncio   desse espaço que cria eco na percepção sobre essa auto-suficiência como meio de canalizar sua atenção para o cosmos. Incompreendidos, difíceis para conviver mais de perto, mas eternamente sedutores e intensos, cada um a seu jeito, se disporá e abdicará de uma pequena parte de si mesmo, de seu controle e tempo/espaço para quem ama, mas exigirá do outro muita paciência e abnegação, pois em algum momento eles serão donos deles. Invioláveis, impalpáveis, misteriosos, desconectados quando embarcam nas suas viagens interiores. Vemos muitos com dificuldades de relacionamento, principalmente quando estes planetas  estão envolvidos com o eixo das casas 1-7 ou seus regentes, dependendo sempre dos aspectos formados no mapa natal e o conjunto de outros sinais que reafirmem o contexto.
"Quando você conhece a si mesmo através dos outros, essa é a sua personalidade, apenas uma camada fina de opiniões. Quando você conhece a si mesmo diretamente, você conhece a sua individualidade. E uma vez que você conhece a sua individualidade, o medo de ser deixado só desaparece. Não existe outra maneira."




quinta-feira, 30 de junho de 2011

Porque Estamos Sozinhos? Parte I

Nossa caminhada  é um desafio a cada etapa, precisamos vencer o medo e respirar. Assim começamos a vida, interagindo com o meio-ambiente, dependemos da mão de um alguém , do seio a jorrar alimento, a princípio choramos como para chamar atenção sobre nossas necessidades. Alguns sortudos são o centro das atenções de toda uma família a lhe rodear , enchendo-os de paparicos, abraços, colos dançantes, canções de ninar, belas manhãs de sol e somos carregados por essa avalanche de sensações, emoções e informações que vamos absorvendo sem muito compreender o real sentido disso tudo. Maior trabalho esse dever de crescer, estudar tabuada, fazer letra redondinha, comer a comida toda do prato, a gente não acredita que pode piorar depois. (risos) De alguma forma nossa inconsciência nos embala pela vida experimentando-a,  vamos adquirindo uma mistura do filtro com o qual interpretamos o que observamos frente aos preconceitos ensinados  e a nossa mais íntima índole, essa mistura é esse nosso Eu Interior, que nasce para brilhar como sol, uma identidade definida e integrada.
Solitária essa nossa busca, quem somos, de onde viemos, para onde vamos. Somos únicos buscando nossos "iguais" para nos acasalarmos, nos apoiarmos, nos tornarmos uma força quando unidos, precisamos uns dos outros para sobreviver, mas acreditamos ser donos de nosso destino. Mas cada qual de nós tem um caminho e seu livre arbítrio que nos dá essa liberdade ampla e irrestrita de escolher quem ser e mudar a qualquer momento. Nosso maior desafio é o MEDO,  medo de ser incapaz de agradar o ser amado,  de não ser reconhecido por seu poder/talento, medo do fracasso/sucesso. A insegurança é uma verdade diante do desconhecido, você mesmo se desconhece, vai se descobrindo  cara pessoa e lugar que conhece.
Navegamos através das correntezas, contornamos nossos obstáculos, nossos medos se desviam em desculpas, sonhamos como ondas gigantes e terminamos lambendo as margens da terra. Mais tarde somos ilhas, construídas com base na rigidez do orgulho e preconceitos, na enorme dificuldade em nos adequar e compartilhar com a constante mutação e diversidade que nos cerca, nos impõe modismos, dogmas, crises. Planetas  como Saturno e Plutão no ASC/Casa 1, formando aspectos com planetas pessoais, promovem um caminho de vida onde haverão necessidades de abdicação, esforço, lidar com perdas, crises, que de certa forma irão contribuir para seu crescimento pessoal, a conquista de uma atitude onde seja dono e responsável para seu reconhecimento e poder pessoal. Esses mesmos planetas numa Casa 4 podem evidenciar uma educação familiar rígida, uma aridez afetiva construindo alguma solidão, desejo de privacidade, questões de poder dentro da unidade familiar, seja por um específico personagem cultivando o controle/descontrole, seja por cobranças ou falta de uma atitude cultivadora, esse ventre não acolhe, rejeita, invalida, e mesmo a própria ausência/perda gera não-sustentação.
 Em algum momento na fase adulta, a pessoa busca a auto-suficiência, amarga por vezes o peso da responsabilidade familiar, os laços  com os quais se enforcam, presos a uma SEGURANÇA que o tolhe a liberdade,limita a auto-confiança.O indivíduo vaga em busca de questões concretas ou manipula como forma de proteção do seu ninho. Planetas pessoais  em Escorpião e Capricórnio em mapas onde exista mais Ar tendem a favorecer a interiorização, emoções represadas, sentimentos intensos e densos podem cultivar "pérolas" cultivadas em "ostras protetoras" do mundo ameaçador e cruel, frio e inóspito de onde viemos ou das senzalas às quais foram acorrentados, por acreditarem-se escravos, se permitirem ser abusados. O amor pode ser uma ameaça  por negar, causar dor ou meso pelo pavor da perda, principalmente quando os afetos são grandiosos, paixões, conquistas a  um longo prazo de paciência para liquidar com as resistências. 
As dificuldades são artimanhas do tempo, manutenção da privacidade até que possam abrir os portões da intimidade da partilha,mas jamais da entrega total. São cúmplices de seus donos como cães fiéis, se submetem  e na maioria das vezes vivem no seu mundo interior, ou donos de cada passo-a-passo do cotidiano,  que os leva a uma atitude egoísta, seja por sua negação pela impotência total de erguer-se ou por gerenciar  a vida no comando exercendo seu poder, aniquilando aqueles que ousarem tirar deles essa pseudo sensação salvação, eternos sobreviventes. O "ir fundo" não é para qualquer um, o bom da história é que, enquanto existe inconsciência você emana uma energia tipo uma plaquinha na testa escrito: mantenha distância, ao mesmo tempo que você acena com um corpo palpitante de desejo, olhos gulosos e corpos pulsantes de desejo. Uma alquimia fascinante de mistério, desejo, desafio que faz um querer dominar  pela segurança, ser dominado pela fantasia. Quase impossível resistirem, mas a seletividade é real, mesmo que a proposta seja do personagem mundano, cumprindo seu papel de macho predador, da executiva comedora de garotos de programa. 
Eles(as) lutam pela vida  afora, determinados, disciplinados, a ira internalizada pode ser um vulcão nutrindo esse interior de força ardente que queima e arde, mas não tem coragem, não acredita, se jogam na vida e vivem muito próximos do perigo, da miséria. Se mantêm firmes, impassíveis, como se fossem de ferro. A princípio o importante é ganhar a qualquer custo, socialmente precisam serem reconhecidos, emocionalmente morrem de medo de fracassarem, o fiasco de não corresponderem a tudo o que se forjam a ser. Não sabem pedir,a comunicação pode ser bem mais facilitada no corpo-a-corpo, a alma flui e eles se tornam humanos, alguns podem ainda depender do manter o "dever de cumprir" o papel. Sabem-se "maiores" do que os outros, muito mais pela obstinada determinação de auto-sacrifício e jamais desistirem. Não são melhores, talvez mais frágeis dentro dessa casca dura, escondam almas femininas, sensíveis, complexos.Alguns poderão  ficar naquela vida muito íntima e pessoal, convivendo com seus intensos sentimentos que transformam em obras de arte, o controle do tempo  como forma de limitar a invasão e até mesmo se desnudarem em demasiado.As explicações não existem, não devem satisfações, somente por interesse e com objetivo à frente,o NÃO é a palavra de ordem, o primeiro não é automático para si mesmo, o medo mora ali ao lado, o drama é encobrí-lo, disfarçá-lo. Os mais íntimos, os parceiros um dia encontram com o lado do avesso, se chocam como o derrotado, desmascarado, o lado pueril que vive em escapes sexuais ou alcoólicos paralelos, onde podiam se sujar, jogar no lixo todo o desprezo e mágoa por não conseguir abdicar dessas muralhas, pois até mesmo aqueles que se erguem sem ostentação, podem ainda conduzir conflitos internos , preconceitos contra si mesmos e também atraem oposições gratuitas daqueles que não lhes é permitida a entrada franca.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Vira Vira Vira... Virou!

O "Destino" bate a sua porta!
A Carta da ""Roda da Fortuna", o número 10 dos Arcanos Maiores do Tarot, é um arquétipo que fala da necessidade compulsória e mudança. Não existe alguma escolha, a vida te atravessa o caminho e forma uma encruzilhada, da qual você não pode fugir. Ou você estanca e resiste imutável, ou se rende ao inevitável. Na Numerologia os números da data de nascimento, somados e seu resultado reduzido, identifica nosso "Número do Destino" e podemos associar este resultado às cartas dos Arcanos Maiores do Tarot. como o universo numerológico é de 1 a 9  e o universo simbólico do Tarot é de 1 a 22 (  0 - O Louco considera-se 22) , precisamos utilizar a soma da data de nascimento  dentro do universo de 1 a 22, para que assim possamos associar todos os Arcanos Maiores, tendo assim oportunidade de associação com os 2 símbolos, o dos números e o dos Arcanos.
OBS: é importante não reduzir o resultado numérico da soma da data de nascimento, técnica que utilizamos na Numerologia, mas aqui precisamos dos resultados de números compostos até o 22.
 Minha mãe nasceu em 01/01/1931 e somando os números,
dia + mês + ano=1+1+(1+9+3+1)=5 = 7 a carta  do Tarot é
O carro, o arquétipo de ma escolha de caminho a ser conquistada e que depende absolutamente da pessoa. Este controle em excesso por medo de perdas, orgulho em não admitir fraquezas, a obstinação cega de poder e a onipotência,   Num outro exemplo temos um nascimento em 31/01/1960, na soma  de dia+mês+ano = 4 +1+(1+9+6+0)7 = 12 A carta  12 dos arcanos maiores é a" "O  Enforcado"   um caminho onde haverá muita disposição a retidão, resistência, um agarrar-se  à dor, seja dor física, algum infortúnio na saúde, a pessoa caminha num aprendizado lento, uma enorme dificuldade ás mudanças. O aprendizado do Enforcado é o de perceber a necessidade  dese dispor a quebrar crenças que o limitam, é também fases de ano pessoal no Enforcado onde iremos precisar de muita paciência e abdicação para alcançar no futuro uma certa estabilidade sob os pés. Quando nos libertamos desse aprisionamento em sacrifício, ou por uma enorme inação, podemos sair de uma visão limitada e passar a enxergar a vida mais positivamente, com uma luz que nos dá condição de iluminar o caminho de muitos outros através de nosso próprio aprendizado.
Minha Roda da Fortuna é uma máquina, que acredita a princípio ser dona absoluta de sua sina. A roda é símbolo de um volante de carro, onde estamos no comando, aqui não de forma pessoal, mas sim como manipuladores do que desejamos no nosso caminho, através de nossos próprias escolhas como se pudéssemos manipular o nosso entorno, principalmente para os que desde cedo sofrem algumas "fraturas"  quando atropelados pela Roda da Vida. A crença de ter poder sobre os outros, a ostentação deste através de pressão, corrupção e/ou dominação,  podem ser fatores cruciais que  interferem na construção da aceitação que nada depende exclusivamente de nossa vontade, nosso poder mental, econômico, místico, de nossa força física a capacidade de começar de novo, viver os ciclos . Existe um Universo do qual somos apenas uma micro-parte atuante, mas onde precisamos aceitar e nos submeter a forças. Há  uma certa solidão em que comanda sua vida com mãos de ferro, o pânico pode ser uma ameaça avassaladora de ruptura do hoje, porque a Roda ela entra a vida da gente sem pedir licença, nos trás para a consciência dessa real.
Nossa própria inércia diante do movimento constante do universo, quantas vezes o medo nos paralisa. Mas as coisas chegam na hora certa, preparados ou não, a alegria invade osso mundo turvo pela presença de alguém, pelo reencontro consigo mesmo após uma longa crise. vamos fundo despenhadeiro abaixo, deslizamos numa maionese de desconexão e descompromisso, a Roda nos chama, nos impõe escolhas, um dos meus maiores medos, fazer escolhas, essas que decidem o futuro, minha angústia me ronda, me asfixia . A sensação é exatamente essa, a da fatalidade, mesmo que eu não creia nesta a maior parte do meu tempo, ela existe como um recado , um aviso, por isso nossas fases onde preciso tomar decisões sérias, há um sofrimento que, hoje mais calejada, eu bem sei que me renderei e conseguirei viver a consequência de minhas opções quase sempre sem nenhum arrependimento, pois junto ao medo pela fatalismo, existe a certeza de virar o jogo e lidar com a nova rota com enorme prazer. Hoje sei que , aquilo ou quem atravessa meu caminho, tem uma função na minha vida, o instinto  é de encarar, até sorrio por dentro, um sorriso safado, dessa grande brincadeira de estar sempre pronta para um novo olhar. o comando  e o de me divertir com essa diversidade intensa que , vez por outra, se abate sobre mim, seja uma intensa paixão, uma lenta depressão, uma viagem elo eu interior a me resgatar lembranças, conhecimento, experiências de eras passadas e a me preencher a alma de um caloroso fogo de vida eterna.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Sem Comunicação e Conhecimento não Existe Transparência


Não ouça o mal, não fale o mal e não vejo o mal. Pode ser entendido como:
Cada macaco no seu galho, cuide dos seus problemas e esqueça da vida dos outros. 
Esse provérbio deveria ser  um exemplo a ser seguido seria muito mais fácil para a convivência, sabermos  limite de interferência  e invasão na vida alheia.  Mas  ser humano vive procurando saber das coisas, ouvindo atrás das portas, olhando no binóculo os vizinhos, abrindo correspondência do vizinho. No simbolismo astrológico Mercúrio é o mensageiro dos deuses, sua curiosidade lhe vale obter informações com as quais ele pode assim transitar  pelos mundos e ser o leva-e-traz de conhecimento que atrai a todos.  A fofoca de Mercúrio em Gêmeos pode ser uma gota de veneno num plácido lago de águas límpidas, tornando-o um espelho de imagens distorcidas  e falsas, causando muito reboliço muitas vezes destruindo a carreira de um profissional e também sua imagem pessoal na comunidade. O segredo é a alma do negócio já diz Mercúrio em Escorpião, alguma vezes é capaz de matar-se por ele outras ele imutável, morre com seu dono. O escândalo de um Mercúrio em Leão  ai desde uma literal apelação egoica numa auto-afirmação megalomaníaca, ou apenas uma legítima queda d salto para descarregar toda a indignação pela falta de respeito. Mercúrio em Câncer talvez transforme as palavras de afeto em um abraço que recebo de coração  outro, acolhe e nutre, abrandando o medo naqueles olhinhos assustados.
Muitas vezes Mercúrio em Virgem pode ser um dedo-duro apontador de erros, crítico feroz, como cabeças de alfinete, cercando a si mesmo da má interpretação alheia os neurônios em ebulição cheios de preocupação em achar o fio da meada. sair do foco quase sempre cria procrastinação, o escapismo de um Mercúrio em Peixes constrói uma viagem encantada num mundo só seu, surfa em ondas gigantes na crista da oda, mesmo que termine morrendo na praia. Mercúrio em Áries é quase seu oposto, é o grito na multidão, o dedo em riste do "eu", mostrando ser  primeiro, a bandeira da vitória e o fogo de palha que quando se espalha perde sua força. O casamento real é pura estética idealizada de Mercúrio em Libra, a cerimônia e o casal de pombinhos da paz, a caminho do castelo este talvez seja negado aos plebeus, somente os "belos e belas" possam dizer sim. A teimosia é literalmente ´medo da mudança qualquer novidade Mercúrio em Touro reage bravo, quase irracional na defesa do já conhecido e firme sob seus pés, ele mata a cobra e mostra o pau para provar  a sua verdade. 
A imposição da autoridade, da hierarquia, faz de Mercúrio em Capricórnio o poder personificado, numa determinação que nega qualquer verdade que não a sua, arbitrário em sua invalidação de qualquer ameça que venha romper com seus limites definidos e inabaláveis. Isso me lembra aqueles Mercúrios engravatados ou de farda, numa fase onde a rigidez é a única coisa a qual se agarram ara não serem corrompidos por todas as ideias revolucionarias de Mercúrio em Aquário. esse tufão de minorias que se igualam à maioria dos mercúrios pensantes (dizem eles o termo como expressão de inteligência). No fundo continua valendo "cão que ladra não morde" e morre de medo de ser atropelado pela realidade, fazem pose de distintos cavalheiros, mas o linguajar é de baixo calão, a fim de manterem um poder ha muito difuso por inúmeras rachaduras das falsas estruturas que rolam montanha abaixo. Ali, ao lado se coloca no púlpito o estilo politicamente correto, Mercúrio em Sagitário esbravejam rol da proteção dos necessitados, coloca manchetes escandalosas na internet, acreditam ser representante do povo, mas sã divisores de classes moralistas  na doutrinação enquanto curtem orgias contratadas.
Há muito ruído na atmosfera um bando de gente que é vítima mental, pensa e geme como vítima, mas como se posiciona para ser exemplo? Uma montanha reage contra a violência, mas ainda vota em chefe de gang, lobistas, nos ficha suja,  em concordância aos conchavos. enquanto isso a comunicação virtual nos arremata e ficamos conectados em vários fios invisíveis, aos satélites. Cada vez mais usamos os contatos  virtuais como companhia "estar ligado nas redes sociais"  é imperioso, difícil é usar esse espaço para buscar maior entrelaçamento, ampliar conhecimento. Adeus aos remos que nos conduziam pelo pântano do obscurantismo, pela lama dos corruptos, o lado da banda podre do ser humano, tudo muito camuflado pelo poder oculto, quase sempre inquestionável e incontestável. 
Vivemos do outro lado do barranco das ENORMES MANCHETES DE INJUSTIÇAS,  chovem mentiras, roubos,  mortes, bandidagem, violência, as estamos vivos, subindo o barranco contra a correnteza, escapando dos pedregulhos dos buracos, das propagandas . Mesmo que , aos tracos e barrancos, ainda vencemos as diferenças, derrubamos muros, ganhamos causas, criamos Leis, mesmo que precisemos ser o deus Hermes e voar com as sandálias douradas com asas, aprendendo e passando adiante o conhecimento da vida e morte. 
A verdade é um caminho duro, onde coragem é preciso para curvar-nos a mísera realidade do que já era.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Sussurros do Deserto

Na busca de respostas eu fui atrás do vento que cruzava minha fronte e sussurrava segredos aos meus ouvidos, muitas promessas levadas pelo vento e ecadas entre as dunas. A solidão a qual me coloquei me trouxe a paz tão ansiada a meu coração. Uma liberdade enorme me invadiu diante daquele infinito espaço à minha frente, sem muros a me impedir minha caminhada. Dona de mim, do meu tempo, da minha independência, me deparo com minha auto-suficiência, a glória por tantas vezes almejada, quando da brutal dependência hierárquica e da minha própria imaturidade e ignorância. Por vezes o "se retirar" não é uma busca interior através do meu próprio silêncio, e sim uma fuga da opressão, de uma imposição por submissão que vai queimando meu fogo interno, e vai me curvando pela degradação do olhar sobre o impossível. A penitência pode ser o recolhimento, o desapego forçado ela terra seca quase nunca regada de amor e atenção, o inverno emocional onde congelo meu sentir, me distancio da dor, como se assim pudesse torná-la inexistente. 
 El "frio en el alma" me suena como la música de mismo nombre, un antiguo bolero, uma história de um fim de relacionamento, uma despedida forçada, um fim de ciclo na travessia e  nem sempre sabemos aceitar com serenidade, é um aprendizado que só o tempo ensina, o esperar pela morte, o conviver com o vazio, a aridez que nos esmaga, como se nos faltasse o ar que nos sustenta a vida. A carta do Eremita no Tarot, simbolicamente representa muito dessa solidão forçada, seja por abandono de outros, ou o abandono de si mesmo, a resistência que possuímos diante das perdas, o endurecimento do coração pelo desgosto, a dura convivência com as limitações da velhice, de uma separação, da uma morte de um companheiro. Nossa próprias articulações se envergando diante de uma comodidade  quase auto-privação da vida lá fora, a inércia da não admissão da necessidade de um SEMPRE CAMINHAR PARA FRENTE não existe regressão, existe uma busca eterna pela vida a cada fase com suas próprias exigências e, mesmo quase no fim do caminho, existe um novo recomeçar, mesmo que mais vagarosos os passos, o alongar é preciso, manter sempre a flexibilidade, o sangue correndo quente nas veias a fomentar vida ao corpo e à mente.
Ninha força vem do perseverar, da confiança que deposito na minha determinação de cavar meu caminho com o suor do meu rosto, com meu trabalho, que me faz digno de que sou, da minha origem lá distante no passado. mesmo que invariavelmente eu seja difícil de ser convencida, sou mais difícil ainda de me render à morte. Há sempre um novo renascer, uma luz que me guia na intuição, minha bússola é meu coração batendo apressado diante da escalada íngreme. Por vezes as lágrimas me lavam minha face, recordações de minhas perdas, do vigor da juventude que hoje se faz presente nas minhas rugas e cabelos brancos. a vontade de 'não precisar" é imensa, cultos dos mais novos minha angústia com as doenças, o melindre de ser esquecida. Muitas vezes sou um dever e tenho deveres ainda que me sinta n fim da trilha, mas em algum momento do nada surge uma esperança, meus olhos  míopes ganham um brilho especial quando encontro uma flor no deserto.
Os Florais do Deserto, os Florais Australianos possuem espécies  de delicadas flores a brotar de uma terra seca, por entre pedras sob um sol cáustico, mas a semente vinga ante a devastação, se ergue e brota em flor, como uma rainha. O quanto precisamos de ir fundo do poço em busca de água, para só então compreendermos nossa força interior em suportar muito mais do que acreditamos. As faltas nos dão uma oportunidade de quebrarmos nosso escudo de orgulho e preconceito nos rendemos fraquejados, ajoelhamos em oração a rogar por clemência, nos colocamos em penitência  forçosamente, sofremos  numa luta árdua pelo controle, um pavor pela mudança e a negação do novo. Nossa montanha ganhará  fendas profundas e lá por entre as rochas, nasce um sinal de vida, iniciando um novo caminho onde é preciso humildade diante do valor maior de estar vivo.
As ondas no mar de areia nos mostram os sons do deserto, o natural ritmo que se move ao sabor dos ventos, criando e recriando caminhos, num eterno ciclo, onde o homem marcha como um nômade em busca  de um oásis. Ah... eu bem que viajo por esse deserto, me deito no manto de areia, ergo meus olhos e sou acariciada pelas milhares de estrelas, sonho acordada com minha pequenhez, como um grão de areia, não estou só, sou começo, meio e fim, elo entre passado e futuro, um eterno aprendiz a cada reencarnação.