Pensamento

"Onde quer que o homem vá , verá somente a beleza que levar dentro do seu coração" . Ralph W Emerson
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sexta-feira, 8 de julho de 2011

Escolhemos Nossa Solidão - Parte II

Existe uma paz enorme nesse silêncio interior, a sensação é quase de total desapego, por vezes há desejo de fuga de si mesmo. Planetas na casa 12 do mapa natal podem trazer em parte essa necessidade de encontrar dentro de si mesmo as funções desses planetas. Um sol ou Mercúrio de casa 12 pede uma busca por alguma conexão interior, trazendo enorme facilidade da pessoa se isolar, precisar de um tempo só seu enquanto outros planetas no seu mapa vão viver a vida na rua, no escritório, até que a pessoa se exaure  e se recolhe. Os parceiros precisam compreender esses seus companheiros que precisam de um tempo bem grande só deles, algumas vezes eles mesmos não compreendem o porquê de sentirem-se tão inquietos quando muito solicitados e/ou comprometidos em demasia. O estar consigo pode ser um meio de comunicar-se, perceber-se, entrar em contato com seu interior, mas também muitas formas de fuga dessa realidade nem sempre aceita por planetas que vivem mais interiorizados e temem se confrontar com a vida real, o planeta na casa 12  e o regente da casa 12 podem, na posição por signo e casa no mapa natal, fornecerem indícios de como eles vão se "desviar" de vier de forma plena, consciente, e onde as coisas custam mais a acontecer sem que seja com um enorme esforço. Pessoas que se isolam em conventos, praticam meditação, convivem com a essência do ser humano, com sua "salvação", são abnegados em suas missões, muitas vezes se descobrem dentro de profissões onde possam cuidar desse ser, onde a identidade do ego é deixada de lado em benefício de outros. Da mesma forma para aqueles que se dedicam intensamente por um hobby ou mesmo algo criativo que cultivem e lhes preencha a alma, em certas situações são prisioneiros de si mesmos, pois têm grande dificuldade em compartilhar parte de si, tendem a controlar o tempo que ficam mais expostos e comprometidos com outras pessoas. Podem sentir-se fora do contexto, podem viver ela vida afora à sombra de si mesmos ou daqueles que os acolhem e não lhes cobram nada.
Sonhadores fora da realidade, donos de um mundo particular onde vivem às ocultas, são amantes desprendidos , donos de uma imaginação e intuição que lhes trazem visões criativas, conhecimento ulterior que lhes conecta com algo maior  capazes de auto-curar-se ou destruir-se através de psicopatias. São esquizoides, quase nunca partilham seus pensamentos e emoções, traduzem, disfarçam, fantasiam, sonham. Muito discretos que não permitem muita invasão, mesmo que aceitem um bom nível de intimidade por sua necessidade de profunda intimidade com aqueles que convivem, se entregam numa simbiose total, mas também podem servir de hospedeiros daqueles que precisam de um elo.  Quase invisíveis, ou de outra forma, podem se colarem  como "sombras"  sem grande expressão pessoal, aceitando conformados a sua sina, encrustados a seus medos. A dificuldade de libertação de tramas, crenças, questões associadas à espiritualidade, que promovem uma grande distorção e confusão quanto ao que são e desejam ser de verdade. É como se pairasse uma ameaça invisível por muito tempo não decodificada, algo oculto no ar, no passado, no inconsciente, que deixa o sujeito rodando em círculos, num jogo de gato e rato com as situações associadas às casas regidas por planetas da 12.  No extremo existe a ânsia pela liberdade através do estado  minimalista, o excesso está associado a restrição e negação, a não participação efetiva e responsável. Literalmente a inconsequência do suicídio vem como resolução dos conflitos interiores e de alterações causadas por álcool, drogas, dependência medicamentosa e auto-medicação. Podemos observar fases onde vêm a tona lembranças do passado, processos traumáticos trazido em psicoterapia, regressão a vidas passadas onde se podem re-significar crenças e desmistificar valores, isso pode ocorrer numa crise, num surto que leve a uma internação, ao enfrentamento de uma doença crônica, diante das quais a pessoa nesse retro forçado do cotidiano, pode redimensionar seu mundo, pois é de alguma forma, obrigada a sair da "bolha" e se tratar.
Urano e Aquário nas casas cardinais , planetas pessoais em Aquário e planetas na casa 11 com aspectos comflitantes podem favorecer esse espírito livre, maravilhosamente magnético e ao mesmo tempo quase intocável. são pessoas que se unem, se juntam, colaboradores , idealistas, mas parecem pássaros que vêm e vão em ondas sem gaiolas que os façam contê-los. eles precisam de ar, e se os prenderem, eles explodem literalmente, por vezes os ataques histéricos são expressões de rebeldia e contestação. Há uma imensa necessidade de romper com qualquer circunstância que limite as possibilidades de se ir além, de ousar, tentar sobre o novo. Percebe um forte magnetismo que atrai pessoas, cria sintonia e serão sempre rodeados, ois são líderes natos colaboradores, participantes ativos ativistas políticos, sociais. O mais interessante é que existe dentro deles um fogo constante a queimar sem um sentido certo, a princípio a inconsequência, a sensação de estará margem, é um grande problema, pois promove algo de especial e ao mesmo tempo único que faz a pessoa se fechar dentro de sua mente. a vida acontece em enredos e discursos mentais, principalmente se existe alguma oposição com Urano, há um bloqueio com a execução criativa  obsessiva, represam a energia e tornam-se inconstantes , se tornarão  prováveis eremitas, alguns precisam  escapar de relações mais absorventes, ou encontram parceiros que respeitam a necessidade de estar sozinho. São casais que de alguma forma inconvencionais, parceiros de trabalho onde jogam toda sua energia.
Essa solidão é sempre dada como aquela do abandono, da frieza de sentimentos, um espaço árido, vazio, seco, uma boa associação de Urano com Saturno, regente e co-regente de Aquário. O abandono é netuniano, a dureza do suportar a solidão é bem associada a Saturno, a rendição invernal da força. A Urano pode caber esse silêncio   desse espaço que cria eco na percepção sobre essa auto-suficiência como meio de canalizar sua atenção para o cosmos. Incompreendidos, difíceis para conviver mais de perto, mas eternamente sedutores e intensos, cada um a seu jeito, se disporá e abdicará de uma pequena parte de si mesmo, de seu controle e tempo/espaço para quem ama, mas exigirá do outro muita paciência e abnegação, pois em algum momento eles serão donos deles. Invioláveis, impalpáveis, misteriosos, desconectados quando embarcam nas suas viagens interiores. Vemos muitos com dificuldades de relacionamento, principalmente quando estes planetas  estão envolvidos com o eixo das casas 1-7 ou seus regentes, dependendo sempre dos aspectos formados no mapa natal e o conjunto de outros sinais que reafirmem o contexto.
"Quando você conhece a si mesmo através dos outros, essa é a sua personalidade, apenas uma camada fina de opiniões. Quando você conhece a si mesmo diretamente, você conhece a sua individualidade. E uma vez que você conhece a sua individualidade, o medo de ser deixado só desaparece. Não existe outra maneira."




terça-feira, 19 de outubro de 2010

Como Uma Onda

 Venho tal qual um náufrago diante de uma tsunami emocional, talvez meu Urano em leão de casa 12 tenha acionado seu propulssores  e a "bunda inconsciente" da minha casa 12 tenha sido sacudida pelas minhas aritmias cardíacas e fiquei lá, em algum lugar do meu inconsciente, paradinha, creio que minha Lua capricorniana jamais admitiria o medo, mas caiu de joelhos frente à sua própria fragilidade.
Toda vez que nos pomos numa atitude de muita rigidez, nos cobrando jamais nos deixar aquenrantar, construímos pontes fixas, tão arrojadas, muros altíssimos  que nos tiram a visão da realidade do pé no chão.  carregamos todo o peso dos nossos medos, e ainda de quebra a mula que vive empacandocom dor lombar, dor ciática, dor nos quartos e até nos quintos dos infernos. O negócio é não esmorecer diante dos "ataques", sejam das balas perdidas, daqueles que torcem pela manchete dos nossos fracassos, seja pelo simples fato de tantos nos exigirmos e enfim vamos falhar. a fantasia de uma Lua regendo casa 12 pode ser uma IMENSA descomunal FRAGILIDADE,  no meu caso Capricórnio deseja sobreviver a todas as inteméries como uma heroína mitológica. Eu vou me guardando na casa 12, vou me escondendo tanto quanto me sinto umfolha ao sabor do vento, fujo literalmente de poder ser magoada. eu lá da casa 5, onde minha Lua se deita, "mato a cobra e mostro o pau", me violento e venço quase todas as "batalhas", quase todas começam dentro de mim, me testanto, negociando  e me desafiando para o novo.
Eu sou daquelas que diante de da oposição mais forte eu fico. Nada mais medíocre do que aquele que derruba o adversário porque é covarde e incompetente  para lutar de igual para igual. Hoje já posso dizer que sou de outro século, prisioneira das antas que atendem os telefones nos atendimentos aos clientes, aquilo é de matar. eu, pentelha, vou até o fim, tem vezes que são eles a se assustar com minha educação e sociabilidade ,raro porque na maioria eu desisto, eles entendem menos que eu, ficam ali na frente da tela repetindo  sem noção. então, eu to sempre subindo a rampa, vai ter sempre o povo que manda bala, pedra, puxa tapete, mas de uns eu desvio, outros mais espertosme superam e rolo montanha abaixo. Mas levanto cheia de ira ariana, limpo as mãos, mertiolate nos arranhões e começar de novo. depois de muitos trancos o coração balançou e ficou ouriçado, agora tem taquicardia e hipertensão. Please sem dramas, medicada, controlada, mas hora de ficar mais meiga com a luta da vida.
Dentro de mim mora um anjo, não tem asas, faz sexo, adora umas travessuras, brinca de roda, acredita no que gente fala e escreve hahahaha, é uma criança séria, não de tristeza, mas porque foi educada a "ser de confiança". ela é carente, mas por medo de se meter em encrencas, ora que já enfiou o pé na jaca algumas vezes, mas sempre sai quase ilesa, ela tira de letra as diversidades, roda e gira e descobre o quanto ela ganha a mais podendo ter um tanto de cada coisa. Como toda criança é egoísta, mas rejeita qualquer tipo de "truques". Ela já andou por meio mundo, seus pés pisaram várias construções e ele percorre rotas por onde muitos caminharam. ela sente o calor daqueles pés descalços, das calosidades nas botas de couro, das feridas dos viajantes, no ritmo saltitante dos equilibristas, palhaços, a umidade das lágrimas a criar marcas no pó da terra. ela vive dentro de mim, se isola e conecta com almas que alienadas vagam pela estrada, uma solidão interior daqueles que não se escutam, se embriagam de emoções, de drogam que matam a dor, mas não curam o coração ferido. ela talvez, com certeza, seja uma idealista, mas sendo assim ela tem a fortuna da compaixão  que passa a compreender diante de sua própria dor. Daqui de fora não existe tragédia nessa história, somente uma longe e opulenta atividade, talvez só assim, nessa roda-viva, ela possa sobreviver e materializar suas emoções numa busca constante por ofertar aos demais o que ela aprendeu diante de suas descobertas. Nada é defeito, é sim circunstancial ao que cada um precisa.
Muito do que eu ganhei pela vida eu tento partilhar, claro que telas de aço aos vampiros e flores ao amigos. Verdade acima de tudo, jogar comigo é jogar fora, a solidão é esse pátio imenso de flores, frutos, água da fonte, pássaros no céu, meu universo interior é rico, por isso eu me deito ao sol nas folhas de outono e me aqueço o coração de Leão.
Bate bate coração...
San de volta...

sábado, 19 de setembro de 2009

O Silêncio da Montanha


Cá estou eu enroscada  ao meu chale de lã, lembrança de minha avó materna, de quem herdei as habilidades artesanais, ela gostava de tecer em crochet, e quando chega o cair da tarde nessa montanha, bate a friagem da ausência do sol, que já vai desaparecendo lá no horizonte. A brisa fria nessa mar de vale descampado levanta meus cabelos  a me puxar em direção ao alto, vou subindo a montanha pelo caminho das ovelhas bem devagar, assim meu coração se une a uma respiração profunda desse cheiro de terra, minha terra, que me impregna os pulmõese me sustenta a alma de prazer.

Raras são as árvores por aqui, lá embaixo vejo um punhado de pinheiros numa das fazendas, mas minhas mãos ainda estão impregnadas da colheita das azeitonas verdes, que agora eu trazia na cesta de vime,  cheiravam ainda nas minhas narinas e essa mistura me deixava com saudades, saudades de tempos que não vivi, de caminhos que não percorri, mas de um imenso mar de emoções que carrego aqui, dentro do meu peito, à espera de que, em algum momento, eu ouça de novo a sua voz, no meu ouvido direito, sinta suas mãos a me abraçar pela cintura, colando teu corpo às minhas costas, eu me encaixando tão igual, como se tivesse sido feita para ocupar esse espaço.

Por dias e dias eu venho ao encontro desse silêncio impregnado de história, do cheiro da tua terra mãe, me deixo rolar na grama alta do  como se pudesse esperar que as folhas secas do outono me cobrissem como um manto vermelho-dourado da morte Eu ali quieta me manteria aquecida e sonhando acordada. Ouço latidos a distância,  meus 2 amores brincando , saltitantes, latem quando alguém passa na estrada. Um dia será você a chegar no portão, me olhar com aquele jeito de uma boca tímida e olhos a me dizer o quanto me deseja, eu sorrio e te recebo num abraço por inteiro.

Outro dia me lembrava  de sonhos que tive contigo, da vila, do portão de ferro com aquele vaso enorme de gerânios na entrada, ali você vivia e quando eu passava, te reconhecia. Sempre foi algo entre nós não declarado, uma doce intimidade, uma cumplicidade  e uma distância enorme a te fazer quase impalpável, salvo eu ter te rosto e voz em minha companhia. O destino por vezes é um deserto e é preciso tirar água de pedra, acreditar no impossível, perceber o improvável e saber passar por todas as tempestades de areia e eu assim mesmo, sobreviva à tua espera, espera eterna, talvez nunca seja acalentada com teu corpo junto ao meu, mas as lembranças são vivas, como já vividas.

O sol se deita e no meu despertar sinto falta de você, dessa individualidade orgulhosa, que te faz negar ajuda, que impõe barreiras de um silêncio eterno. Benditas saudades, bendito passado que trago comigo e me farta  em parte da tua ausência. Não sei como te fiz ou o que te fiz, onde minha percepção da tua verdade te expôs demais frágil diante de meus olhos. Até quando me terás como inimiga, só porque sou tão tua conhecida e tu tão meu . Que tua loucura um dia se abrande e te compadeces de mim. O céu negro salpica de estrelas de esperança o meu ser, volto pra casa mais uma vez em fria com o orvalho da noite, abraçada nessa imensa escuridão que é minha vida sem você.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

O que Você Carrega Dentro e Como Expressa Pra Fora


Lua e Netuno, dois planetas que estão intimamente associados ao arquétipo feminino. A nossa força gerada da nossa capacidade de nos preparar a cada mes para gerar um ser e logo após chora pela primeira vez é a estréia o adeus a sangrarr vermelho pelas entranhas pelo adeus a não fertilização. Talvez dessa capacidade da mulher dar vida a um novo ser, venha uma indescritível força de reagir  brutalmente à morte, de usar seu instinto na preservação de sua espécie e na proteção dos que ama e cuida. É essa mulher que caminha  em busca de algo, em busca do homem que a fertilize, que capine e plante para dar pão a suas crias, que chore de tristeza quando um deles parta de inanição.
A Lua de fases, a força interior que a faz transitar pelos 6 estágios desde a plena escuridão ao ápice luminoso de uma lua cheia, simbolicamente associamos à ausência de luz como o vazio do útero ou o vácuo que nos deixa, a mulheres e homens, sem noção do porque nasceram, qual função. Como se este instinto feminino e também o masculino sejam nossa herança dos primatas. Não viemos do nada, nem passaremos pela vida sem de alguma forma trazer algo de dentro de nós, e pela vida rumamos em busca de a quem doar, como se não bastesse criar, conceber uma idéia, um ser, m valor, é preciso trazer ele pro mundo, colocar a nossa criação a povoar e a participar da evolução da espécie.
Uma mulher jamais consegue ter a mesma relação com a vida, depois que passa pela experiência enriquecedora de ser mãe, seja pela enorme transformação bio-psico-emocional por que passa durante a gestação. Mas nada mais mágico que pariu um ser de dentro de suas entranhas, e este ainda lhe pareça com seus sinais. Todo o medo, o esforço, as dores são esquecidos diante da graça de presente que ganha e agora precisará cuidar com todo zêlo. A Casa 12 fala muito dessa grande magia reprodutiva, seja por Netuno representar o amor transcendente, o abandono do ego, o fim e o inconsciente britando na vida pela linha do ASC.

A famosa ilha das minhocas, de onde viemos carregados pela cegonha. Esse mundo onde nos criamos durante 9 meses, onde flutuamos em total conforto físico, de acordo com o que nossa madre nutriz esteja vivendo lá fora. A alta percepção, a sintonia fina que capta através da barreira placentária, nos faz crer sermos uma só Lua, uma só emoção. Ali construímos nosso caleidoscópio  e voltamos pra lá a todo momento que a fantasia do ASC pesa nos ombros do Ego. Já fim de noite, corpo exaurido de sorrisos, e gestos educados e, de repente, jogamos a toalha, deixamos a torrente d'água cair por nossa cabeça a se misturar com as lágrimas, e enfim a bolsa se rompe e desaguamos da pressão, mergulhamos profundamente  em nosso íntimo e nos conectamos com o mundo das fadas e monstros, dos castelos e príncipes, dos sapos e duendes , de onde podemos perceber o quanto somos "maiores" dentro, a partir de toda a nossa história, do que apreendemos, do que trazemos já feuto, dos nossos anseios a serem realizados, feitos de sonhos, insights que, em algum momentos surtam em clarões e conectamos com o cosmos e aspiramos ser além de um corpo deambulando a esmo pela estrada da vida.
 Estamos prontos a doar ao mundo o que trazemos  de contribuição.
Estendam as mãos e recebam!