Pensamento

"Onde quer que o homem vá , verá somente a beleza que levar dentro do seu coração" . Ralph W Emerson
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quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Os Fanfarrões - Fama e Fantasia

 Desde lá de cima, no alto do Monte Olimpo, mitos foram construídos através de arquétipos de seu cotidiano, e de alguma forma ainda hoje existem  seres humanos sonhando com serem "grandes", são aqueles que de alguma forma ão se contentam com pouco, ostentam no futuro ter  que nunca tiveram ou lhes fora reprimido, algumas vezes literalmente sonham com a fama, o sucesso pessoal como recompensa de um ego  grandioso, orgulho, vaidoso, quem sabe um Sol ou Lua em Sagitário ou em aspecto com Júpiter, principalmente uma bela conjunção, quem sabe o regente do ASC em aspecto com Júpiter, um ASC em Sagitário ou o poderoso Júpiter na casa 1 e conjunto ao ASC. Tem jeito não, eles acreditam serem capazes de conquistar tudo o que desejam. Júpiter - sagitário no mapa natal pode ser fonte de compensação por outra parte dentro da pessoa  que sente-se impotente. Normalmente algo de auto-confiança e simpatia os faz atraírem atenção sobre si, ou podemos observar se exista aspectos conflituosos nessa identidade, Muitos podem sofrer em demasia de baixa auto-estima, devido exatamente a essa forte energia impulsionadora para o alto em contrapartida de não sentir-se exatamente capazes de obter êxito.
Desde cedo a energia Júpiter - Sagitário meio que conduz o individuo a uma postura de autoridade pelo saber, na adolescência isso pode se agravar pela onipotência, promovida pelas habilidades de interação social, pelo discurso convincente, a capacidade de se fazer passar por alguém de sucesso, por uma pessoa que jamais falha, sortuda, daquelas que nunca perdem nada. O exagero dessa posição de negação dos seus limites podem se transformar numa falsa imagem de plena felicidade e estimular muito auto-engano, a não admissão de ser igual aos outros com quem convive, surge a inveja da grama verde no jardim do vizinho e muita frustração que pode levar até a depressão : auto-anulação. A mentira começa ao conversar sobre tudo, se colocar tão integrado  ao grupo pela enorme valor de fazer parte e se evidenciar, o desejo do convívio com os mais afortunados, os mais inteligentes, ricos e famosos faz com que ele invente situações idênticas, viagens, uso de grifes, clubes que frequenta, coisas que podem viver somente no discurso. quantos colarinhos bancos mentores de grandes fraude, roubos, corrupção, aparentemente bons moços, chefes de família, ocultando grandes orgias, "pecados". O que não se faz para se promover, alimentar sua "gula" por uma auto-imagem  de sucesso. O mal é quando essa torrente de falsas aparências termina por se incrustar em definitivo na mente da pessoa, e ela constrói um mundo onde ela é aquilo que precisa ser para ser "importante" e mesmo ter valor pessoal.
Estar sob os holofotes não é somente desejo de Leão, Sagitário é um signo social, preocupado em ser uma pessoa "importante" na sociedade, ser um representante de valor, é o elemento fogo idealista que que na figura de uma fogueira, espalha sua luz e é cento da reunião de pessoas,  esse orgulho mal dimensionado cria uma personalidade que procura ser admirada, mas pode viver muito mais em prol dessa visão panorâmica da hiper valorização.O palco é o lugar daquele que deseja ser fonte de uma mensagem para o povo seja na figura de um palhaço no picadeiro com todos os olhos voltados para  sua figura desengonçada e até ridícula,  na performance de um grande ator que encarna profundamente seu personagem, que o vemos como o próprio diante de nós. Essa habilidade em ser um poder mais fluido onde a mutabilidade da água na expressão de Netuno - Peixes é infinita imaginativa, sonhadora, conduzindo as pessoas a desejarem a fama diante dessa visão maior, elas não querem ser apenas mais um grão de areia numa praia deserta. O ídolo, o mito, aquele que está acima de todas as pessoas comuns, o sábio, o guru, o curador, sacerdote, são personagens que conseguem fama por algo mais do que exatamente a técnica ou capacitação, existe uma aura de ilusão e fantasia que nós cultivamos nesses seres "especiais"  e cultuamos eles como deuses, nos tonamos fanáticos perseguidores, cegos seguidores levados por ondas alquímicas.
Deliram eles em se envolverem de forma simbiótica com essa explosão de fama, riqueza, assédio, sonham em guiarem romarias em busca de cura, um milagre, são pessoas com poderes paranormais, visionários capazes de prever o futuro, e muitas vezes criam todo um clima místico envolvente com a intenção de estimular mais a fantasia do público. Sol/Lua/ASC em Peixes, planetas de casa 12 que regem casas de comunicação e ou exposição pessoal, podem ser princípios energéticos da criação destas celebridades,  ídolos. Essa popularidade que tira a individualidade, penetra e invade a intimidade de Peixes. 
A fuga da insignificância pode cultivar e realizar sonhos, mas também será engolida pela grande onda, podendo buscar o esquecimento nas drogas, na promiscuidade, até ao fim entorpecedor  na pobreza e total abandono, a falência que se dá pela verdade revelada quando da diluição dos símbolos, das fantasias de rei, de mago , mágico, pela difamação de Netuno, lavando toda a lama e névoa que impede ao ovo enxergar a realidade e a verdade. 
O tombo do alto pode ser feio quando o indivíduo se perde de si mesmo, e perde o limite da suas reais possibilidades de unir o sonho  e o foco - Lua -Sagitário  Netuno - casa 12. É tudo um sonho que vive inconsequente  quando alimenta uma visão de seu Eu Interior maior do que o limite de sua identidade.


terça-feira, 26 de julho de 2011

Náufragos no Mar Profundo de Netuno

Tem dias que a gente se sente, como quem partiu ou morreu... Roda Viva falava desse roda-moinho que nos engolfa, como uma gigante onda, e a viagem não é exatamente no Túnel do Tempo sobre uma prancha de surf, e nós ali, equilibrando todas as emoções na correnteza. A gente bebe até ficar alegrinho e audaz, até perder a maldita timidez pra cantar aquela garota, para se oferecer despudoradamente ao professor gostosão de Matemática para que ele não tenha nem chance de dizer não. O negócio é que foram tirando tantos sonhos da gente, nunca mais as historinhas infantis se transformaram em sonhos realizáveis. Ficamos órfãos de pais, de uma família acolhedora, a mãe virou babá, que virou professora de jardim. Muito papel crepom, cola, lápis de cor, purpurina, resmas e resmas de folhas em branco para a gente gastar o tempo. Ficamos relegados a um bando de estranhos, até "sinistro" virou sinônimo de interessante, legal. As festinhas viraram festanças do Rei Baco, muita bolinha, camisinha furada pra se sentir "felizzzzzzzzzzz."
 Entre o céu e o Inferno de Plutão no centro da terra, existe um outro mundo nas profundezas do mar azul. Netuno avisa aos navegantes, sobreviver à superfície é essencial à preservação da vida, mas é preciso mergulhar fundo para lavar o corpo imundo desses "meninos de rua", dirigindo bêbados, fazendo pega em meio a multidão presente para ver sangue, aplaudir a prova da destruição. contemos um monte de programas diurnos nas tvs abertas que  glorificam esse cotidiano de merda, violência, morte, são os masoquistas.Esses se entopem de poluição, se sentem existindo quando vêm a sua realidade cotidiana ali na tela da TV, e com certa satisfação se vibra pela manchete sanguinolenta. Lavar essa lama toda de podridão do submundo da corrupção, das drogas matadoras em becos, da falsidade ideológica daqueles que chamamos de mantenedores do poder e da ordem. Netuno adora a orgia, a chantagem, coação, a máfia disfarçada de gravatas e sapatos italianos embarcados em primeira classe ida e volta dos réus eleitos pelo povo, líderes daquilo que o povo elege e aceita em total submissão e negação. Há vida no fundo do mar, mas  há abismos que engolem navios, há  cemitérios de tudo que se desequilibra, se rende ao torpor, pois vai fundo demais e se perde na distorção das imagens. O sonho pode virar pesadelos horríveis, e somente a fuga é a solução mais fácil, a ilusão é a libertação que aprisiona.
Eu tenho MEDO, deve ser esse meu Vênus pisciano na mira de Plutão que faz o pobre um pudim treme-treme. Netuno no Mapa Natal é sinal de medo do desconhecido, o imaginário coletivo, da ilusão desmedida, tudo Medo, Medo, Medo... Aprendendo a adar numa piscina de trenamento de saltos, um dia uma doida me empurrou no escorregador e lá fui eu pro fundo. A professora caiu n'água para me puxar, sempre foi difícil controlar a respiração metendo a cara dentro da água, gosto muito de pontes e de meus pés firmes na areia, mergulho fundo certa da volta. Esperamos pela tragédia anunciada, um sofrer  encolhido no peito, um coração lacrimogênio, que tenta desesperadamente uma "boia da salvação". Nem sempre a gente alcança, nada, nada, nada   e morre na praia, falta um feeling que  junte os sentidos, a intuição e faça sentido!
A escolha está lá adiante na curva no horizonte,  algum lugar no passado, ou possível futuro, por vezes um déjà vu , um caminho sem fim, por onde vamos remando no nosso barquinho de papel, embalados  elas marolas sem direção. Sonhamos acordados com o príncipe, e no meio da tempestade terminamos de ressaca na boca do sapo,  e um belo sabor de guarda-chuva mofado.  às vezes caímos das nuvens, de bunda no chão duro, dóiiiii..., as lágrimas são reagentes , cheias de mágoas, saudades, elas se despedem de nossas retinas, lambendo nossos cílios, borrando nossa maquilagem, lavando nossa cara de pastel , desmilinguindo a fantasia de papel, de repente as cortinas se cerram e...nosso show acabou!
 Mais uma viagem se finda e é preciso continuar se descobrindo, experimentando novos mares, alguns sonhos dourados ficarão pelo caminho, outros  nascerão num novo porto. Os ventos guiarão nossas velas enquanto estivermos comandantes  e inspirados, antenados com o de melhor na vida, a transcendência do tempo-espaço e todas as possibilidades de navegar por todos os mundos.





sábado, 19 de setembro de 2009

O Silêncio da Montanha


Cá estou eu enroscada  ao meu chale de lã, lembrança de minha avó materna, de quem herdei as habilidades artesanais, ela gostava de tecer em crochet, e quando chega o cair da tarde nessa montanha, bate a friagem da ausência do sol, que já vai desaparecendo lá no horizonte. A brisa fria nessa mar de vale descampado levanta meus cabelos  a me puxar em direção ao alto, vou subindo a montanha pelo caminho das ovelhas bem devagar, assim meu coração se une a uma respiração profunda desse cheiro de terra, minha terra, que me impregna os pulmõese me sustenta a alma de prazer.

Raras são as árvores por aqui, lá embaixo vejo um punhado de pinheiros numa das fazendas, mas minhas mãos ainda estão impregnadas da colheita das azeitonas verdes, que agora eu trazia na cesta de vime,  cheiravam ainda nas minhas narinas e essa mistura me deixava com saudades, saudades de tempos que não vivi, de caminhos que não percorri, mas de um imenso mar de emoções que carrego aqui, dentro do meu peito, à espera de que, em algum momento, eu ouça de novo a sua voz, no meu ouvido direito, sinta suas mãos a me abraçar pela cintura, colando teu corpo às minhas costas, eu me encaixando tão igual, como se tivesse sido feita para ocupar esse espaço.

Por dias e dias eu venho ao encontro desse silêncio impregnado de história, do cheiro da tua terra mãe, me deixo rolar na grama alta do  como se pudesse esperar que as folhas secas do outono me cobrissem como um manto vermelho-dourado da morte Eu ali quieta me manteria aquecida e sonhando acordada. Ouço latidos a distância,  meus 2 amores brincando , saltitantes, latem quando alguém passa na estrada. Um dia será você a chegar no portão, me olhar com aquele jeito de uma boca tímida e olhos a me dizer o quanto me deseja, eu sorrio e te recebo num abraço por inteiro.

Outro dia me lembrava  de sonhos que tive contigo, da vila, do portão de ferro com aquele vaso enorme de gerânios na entrada, ali você vivia e quando eu passava, te reconhecia. Sempre foi algo entre nós não declarado, uma doce intimidade, uma cumplicidade  e uma distância enorme a te fazer quase impalpável, salvo eu ter te rosto e voz em minha companhia. O destino por vezes é um deserto e é preciso tirar água de pedra, acreditar no impossível, perceber o improvável e saber passar por todas as tempestades de areia e eu assim mesmo, sobreviva à tua espera, espera eterna, talvez nunca seja acalentada com teu corpo junto ao meu, mas as lembranças são vivas, como já vividas.

O sol se deita e no meu despertar sinto falta de você, dessa individualidade orgulhosa, que te faz negar ajuda, que impõe barreiras de um silêncio eterno. Benditas saudades, bendito passado que trago comigo e me farta  em parte da tua ausência. Não sei como te fiz ou o que te fiz, onde minha percepção da tua verdade te expôs demais frágil diante de meus olhos. Até quando me terás como inimiga, só porque sou tão tua conhecida e tu tão meu . Que tua loucura um dia se abrande e te compadeces de mim. O céu negro salpica de estrelas de esperança o meu ser, volto pra casa mais uma vez em fria com o orvalho da noite, abraçada nessa imensa escuridão que é minha vida sem você.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

O que Você Carrega Dentro e Como Expressa Pra Fora


Lua e Netuno, dois planetas que estão intimamente associados ao arquétipo feminino. A nossa força gerada da nossa capacidade de nos preparar a cada mes para gerar um ser e logo após chora pela primeira vez é a estréia o adeus a sangrarr vermelho pelas entranhas pelo adeus a não fertilização. Talvez dessa capacidade da mulher dar vida a um novo ser, venha uma indescritível força de reagir  brutalmente à morte, de usar seu instinto na preservação de sua espécie e na proteção dos que ama e cuida. É essa mulher que caminha  em busca de algo, em busca do homem que a fertilize, que capine e plante para dar pão a suas crias, que chore de tristeza quando um deles parta de inanição.
A Lua de fases, a força interior que a faz transitar pelos 6 estágios desde a plena escuridão ao ápice luminoso de uma lua cheia, simbolicamente associamos à ausência de luz como o vazio do útero ou o vácuo que nos deixa, a mulheres e homens, sem noção do porque nasceram, qual função. Como se este instinto feminino e também o masculino sejam nossa herança dos primatas. Não viemos do nada, nem passaremos pela vida sem de alguma forma trazer algo de dentro de nós, e pela vida rumamos em busca de a quem doar, como se não bastesse criar, conceber uma idéia, um ser, m valor, é preciso trazer ele pro mundo, colocar a nossa criação a povoar e a participar da evolução da espécie.
Uma mulher jamais consegue ter a mesma relação com a vida, depois que passa pela experiência enriquecedora de ser mãe, seja pela enorme transformação bio-psico-emocional por que passa durante a gestação. Mas nada mais mágico que pariu um ser de dentro de suas entranhas, e este ainda lhe pareça com seus sinais. Todo o medo, o esforço, as dores são esquecidos diante da graça de presente que ganha e agora precisará cuidar com todo zêlo. A Casa 12 fala muito dessa grande magia reprodutiva, seja por Netuno representar o amor transcendente, o abandono do ego, o fim e o inconsciente britando na vida pela linha do ASC.

A famosa ilha das minhocas, de onde viemos carregados pela cegonha. Esse mundo onde nos criamos durante 9 meses, onde flutuamos em total conforto físico, de acordo com o que nossa madre nutriz esteja vivendo lá fora. A alta percepção, a sintonia fina que capta através da barreira placentária, nos faz crer sermos uma só Lua, uma só emoção. Ali construímos nosso caleidoscópio  e voltamos pra lá a todo momento que a fantasia do ASC pesa nos ombros do Ego. Já fim de noite, corpo exaurido de sorrisos, e gestos educados e, de repente, jogamos a toalha, deixamos a torrente d'água cair por nossa cabeça a se misturar com as lágrimas, e enfim a bolsa se rompe e desaguamos da pressão, mergulhamos profundamente  em nosso íntimo e nos conectamos com o mundo das fadas e monstros, dos castelos e príncipes, dos sapos e duendes , de onde podemos perceber o quanto somos "maiores" dentro, a partir de toda a nossa história, do que apreendemos, do que trazemos já feuto, dos nossos anseios a serem realizados, feitos de sonhos, insights que, em algum momentos surtam em clarões e conectamos com o cosmos e aspiramos ser além de um corpo deambulando a esmo pela estrada da vida.
 Estamos prontos a doar ao mundo o que trazemos  de contribuição.
Estendam as mãos e recebam!

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Sua Fé está Dentro ou Fora de Você?


Desde a antiguidade os deuses foram criados a partir da observação do homem sobre a natureza e tudo aquilo que ele não tinha controle e, que vez por outra se derramava sobre ele, e ele sucumbia a algo mais forte que ele. O homem temia os deuses e os reverenciava como forma de agradecimento, seja pela colheira, pela chuva,  pelas marés. Muitos sacrifícios, rituais, festas foram sendo  formas do homem homenagear o deus-mito e pedir-lhe clemência . Júpiter na Astrologia representa um deus mitológico, Zeus, aquele que tinha o grande poder de se personificar em vários personagens e se misturar com deusas e mortais, povoando o universo e cultivando a miscigenação. Não é por falta de variedade que Júpiter se expande a partir de seus princípios e crenças, ele é um guia para o crescimento e desenvolvimento do ser humano frente a pluralidade universal. É o elo do anel a representar o compromisso de fidelidade, é um símbolo que representa um conceito. como todo ritual tem a função de reviver, de trazer à lembrança nossas crenças, de onde eu associo o re-ligare, a conexão com o poder, com o alto, a forma fazer viva a crença,  por isso a Casa 9 é o caminho da busca, da doutrinação e prática.

O mais interessante é que Júpiter regendo Sagitário nos remete algo importantíssimo, a diversidade no caminho evolutivo, seja entre os povos, raças, culturas ou desenvolvimento espiritual. Júpiter  como Zeus já era um afoito amante a fazer câmbios, e como mestre do conhecimento ele abre fronteiras, ele propõe a verdade de cada um, a aceitação do novo, a possibilidade de expansão do ser humano através de seus valores, não só religiosos, mas aqueles que possam ser fundamento para uma convivência mais equilibrada e justa entre os povo. Para Júpiter tudo é possível ao homem que tenha fé em si mesmo, auto-confiança. A crença no símbolo, a prática de qualquer ritualística, é não se fazer esquecer da chama interior, que aquece o coração do homem e o guia a frente.

Netuno, mesmo sendo o senhor das profundezas, nos diz muito da plasticidade da água, da nossa percepção do entorno, da intuição que nos faz deslocar no tempo-espaço no infinito de nosso Self. A profundidade do oceano nos atrai a mergulhar em busca do passado, do inconsciente coletivo, do que jaz inerte no fundo de nossa inconsciência, tão viva e pronta a ser resgatada sempre que o homem necessitar sentir-se um elo dourado, parte de um todo. Nessa infinitude não existem limites, todos somos apenas partículas que se unem, se misturam , se copiam e vão se desenvolvendo de acordo com aua disposição pessoal em tomar sua vida nas mãos por Saturno e sentir-se guiado por uma energia maior, seja o Deus de cada um, seja uma inteligência superior. Assim esse senso de "não estamos sozinhos" nos faz seguir confiantes, tementes ou não, mas sabedores de que existem um objetivo em cada existência humana. Para tal precisamos estar abertos em fé a libertar nossos self para conduzí-lo a um estágio mais elevado, e assim cumprir nossa missão como espíritos. Ao escutar nosso eu interior, ao nos conectar ao  nosso poder maior, criamos  a relação da fé, esta que má precisa de provas, nem de explicações, ela vive e é despertada  a partir de empatia, sintonia e coerência com nossos valores.
Peixes engloba o todo, é a nossa capacidade de ser mais um, a simplicidade do homem comum que se percebe como parte de um todo, é também o medo no confronto do ego, daía as fugas em larga escala ou as fascinações por tudo o que se traduz em poder sobrenatural e abstrato. A fantasia pode camuflar a matéria, formatar gurus, soberamos de suas verdades únicas, mas jamais vencerão a fé e o amor incondicional.  Diante da espiritualidade o ser humano tende a ser um aprendiz, um igual, sempre disposto a somar, a unir, a ponderar sobre as diferenças em busca da unidade. A amorosidade é um caminho de compaixão e perdão diante da dor e da agonia, ao se voltar para si mesmo, o homem se re-encontra e mergulha fundo e se descobre livre, plasma.