Pensamento

"Onde quer que o homem vá , verá somente a beleza que levar dentro do seu coração" . Ralph W Emerson
Mostrando postagens com marcador Medo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Medo. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Medo , Cativeiro da Ignorância

Como a gente se engana, nega nega e nega com veemência o medo, talvez seja exatamente o grande medo que traga a flor da pele a grande coragem,seja para enfrentar o desconhecido, o monstro, o ladrão, seja para dar cabo da vida num instante de pura ilusão do FIM. Vejo os que mais esbravejam, que mais ardor lutam por sua sobrevivência, como se se vissem sempre ameaçados. Tem um mar de medo correndo pelas veias, um pânico que aumenta a batida do coração, uma angústia de larva corroendo as entranhas que toma conta do corpo, atordoa a mente, "cabeça quente",idéia fixa, pânico, e adeus racionalidade, ponderação.O homem é tomado por esse mar de larvas incandescentes que lhe põe ardido em seu último grau de estresse.Quando convivia com psicopatia no Instituto de Psiquiatria da UFRJ, meu trabalho  foi exatamente sobre os medos, fobias que eram em parte formadores daquele comportamento ultra-mega-power (by Desassosseda) do povo que oscila nessa trilha da Bipolaridade, vide my mother, Bipolar Ligth com tendências à Depressão, somente um episódio de Euforia, no resto uma Mania básica para manter o padrão de controle satisfatório a ela.
O medo é como uma prisão A qual nos acorrentamos, ele é nosso fiel amigo, tão próximo e íntimo que ficar sem ele, talvez seja perdermos essa percepção da vida, tudo bem, uma percepção de alguém frágil e desprotegido que em algum momento se abrigou por debaixo do manto do medo. Aquilo que te aprisiona, te protege. Da mesma forma a Mania é um comportamento condutor de manter o indivíduo "aceso", como se precisasse desse calor extra, dessa dramaticidade para não conviver com a depressão ou sua fuga da vida, do enfrentamento da realidade.
Muito ali originário dos medos infantis, da convivência onde não houvera base que sustentasse essa fragmentação  psiquíca e, na maioria das vezes em algum momento o sofrimento emocional rompe a barreira da consciência e derrama as larvas e a dor se faz presente, seja no auto-engano da Mania ou na descida ao tártaro da Depressão.Enquanto uma parte quer se salvar a qualquer custo, se defendendo com a espada de São Jorge, ceifando tudo o que vem pela frente, a outra parte se entrega em desespero profundo, numa fuga alucinada, numa negação da vida, no embotamento e união com a dor.
Essa mente vagueia pela noite escura, pelas sombras da lua, caminha léguas e léguas numa busca insana por compreensão. Tudo é difícil, complexo, há pouca luz da verdade, encoberta pelas nuvens , tolindo o ser humano de enxergar a si mesmo de forma distinta, trazendo forma ao caminho e distanciamento da dor emocional, da marginalidade da doença. 
O Sol que reina dentro de nós, que é símbolo de luz, existência, vida, ele renasce a cada manhã, como se fosse a saga de cada indivíduo, buscar a luz, sua identidade, sua individualidade e daí poder saber quem é. Mas o Sol nasce pequenino, sua luz diáfana enquanto dependente, sua inocência é vítima dos abutres que pegam presas fáceis, muitas vezes a luz  interior germinará como fonte divina dentro do peito, mas não germinará devido a ausência do Sol. Assim se formam as mentes medíocres, a ignorância que residente a intelectualidade. É quando o indivíduo, diante do conhecimento adquirido, não sabe fazer uso adequado deste, ainda vê o discurso do outro como algo distinto do que a sua mente soberana acredita. Esse homem despreza provas, científicas, distorce Leis, corrompe qualquer coisa que se interponha em seu caminho. Ele só enxerga a si mesmo como um grão de areia e faz destegrão um falso diamante, é o medo da insignificância que o faz ir derrubando a tudo e a todos que possam mais que ele, pois ele não sepercebe, não se enxerga, é somente a sombra dele mesmo , desfigurada pela noite escura, sem propósito, de um zumbi ambulante que despreza os fortes pelo medo da luta.
Seja Sol, brilhe, os desafios te apontam teus limites e redimensionam tuas fortalezas

 

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

A Solidão do Nós Dois - Um Caminho Só Seu





Quando me vejo diante de minhas encruzilhadas, são momentos de dolorida solidão, de um enorme esforço em ter que me erguer e seguir em frente. Meu Marte em Aquário simboliza isso divinamente, enfrentar o dragão não é para seres voadores, seres do ar. Isso de anar na linha reta como se estivesse indo para o fuzilamento é uma verdade verdadeira. Todo mundo sabe que por trás de uma grande solidão por fuga, existe o medo, o medo de dicar só, ou seja o medo de "ser só", do sentir-se sem amarras, sem elos. Urano quase sempre é um multiplicador de quebras, de explosões que dilaceram linhas de contato, de conduta, caminhos conhecidos.
O vazio uraniano é uma indefinição de cores que podem  ser  misturadas e pintadas novas aquarelas. Mas a princípio você sente a ausência do qu existira ali, conhecido e seguro por este fato. Primeiro você sente-se no Ar, a representação da Carta da Torre no Tarot fala disso, de você despencando numa noite escura de uma torre atacada por raios, de repente você está nua, na rua, sem nada a lhe proteger. 

Uma pergunta: 
Você fugiu para a torre para se proteger do que ou de quem?
Será que o medo leva a gente a temer descobrir e enfrentar a nós mesmos, a enfrentar o mundo imaginário do medo? Por isso nos escondemos em torres fantasiosas,  a nos esconder de quem nos apavora? Você vive agarrado com o medo, ele tem cara de Netuno ( o medo  imaginário), ele se disfarça nas desculpas mais esfarrapadas, te faz se disfarçar fisicamente, ficar inaceitável, suja, fedida, te faz esquizóide, te aliena.



Nesse caminho muito pessoal, de vencer a si mesmo, é preciso da solidão, por isso que "crise" é terapia, a gente emborca pra dentro e encontro o outro lá de dentro. Quanto mais íntima se torna essa relação do Eu consciente que em algum momento cai no fundo do polo de tanto fugir, com esse Eu Interior mais inconsciente, até que ele surta e a crise acontece.  É essa a solidão de nossos dois Eus, mesmo que venhamos a nos conhecer em circunstâncias nada felizes, é uma oportunidade fértil da gente se enrroscar na gente, ficar lá na crua consciência da dor, do fracasso, da morte e desilusão e, nessa intimidade toda, a gente se junta, e encontra um clamor maior em sobreviver.


 Talvez mergulhando nesse labirinto do medo você descubra um outro mundo , o teu inconsciente rico de imagens, histórias, lendas, e vai poder viajar por esse mundo fértil de fantasias que te façam sonhar de olhos abertos, que te façam trazer à luz toda a tua luz interior, todo o teu passado apreendido em teu interior.  Esse mergulho é um ato de coragem só seu! É ir em frente carregando o medo, não como um fardo ou  amuleto negativo, mas como a outra face das nossas ilusões, nosso negativismo existe, mas como sabemos, tudo é dual, daí podemos ter os dois lados da moeda juntos, buscando usufruir de cada um deles e assim encontrar esse nosso caminho do meio. É um meio-a-meio, você na sua melhor companhia, sua real intimidade, sua inspiração, sua reflexão, seu mndo interior que pode te suprir de quase tudo e é fonte de seu todo a despertar, seja do positivo ao negativo, ali guardado para ser vivido desde que você abra a porta e pise firme.


A opção é só sua, O Ego representado por Marte, o único e Netuno, o fantasma, se você Áries não fizer por você mesmo, buscar sua independência e autonomia, você poderá se jogar no poço fundo de qualquer coisa que te cegue os olhos e te desconecte com teu Eu inteirior, Peixes, tua relação de parte de um todo. Não fuja da vida, não fuja de si mesmo, por mais que seja um ENORME sacrifício, que exija muito esforço, tente, pois bovê ganhará VOCÊ DE VERDADE.