O medo é como uma prisão A qual nos acorrentamos, ele é nosso fiel amigo, tão próximo e íntimo que ficar sem ele, talvez seja perdermos essa percepção da vida, tudo bem, uma percepção de alguém frágil e desprotegido que em algum momento se abrigou por debaixo do manto do medo. Aquilo que te aprisiona, te protege. Da mesma forma a Mania é um comportamento condutor de manter o indivíduo "aceso", como se precisasse desse calor extra, dessa dramaticidade para não conviver com a depressão ou sua fuga da vida, do enfrentamento da realidade.
Muito ali originário dos medos infantis, da convivência onde não houvera base que sustentasse essa fragmentação psiquíca e, na maioria das vezes em algum momento o sofrimento emocional rompe a barreira da consciência e derrama as larvas e a dor se faz presente, seja no auto-engano da Mania ou na descida ao tártaro da Depressão.Enquanto uma parte quer se salvar a qualquer custo, se defendendo com a espada de São Jorge, ceifando tudo o que vem pela frente, a outra parte se entrega em desespero profundo, numa fuga alucinada, numa negação da vida, no embotamento e união com a dor.
Essa mente vagueia pela noite escura, pelas sombras da lua, caminha léguas e léguas numa busca insana por compreensão. Tudo é difícil, complexo, há pouca luz da verdade, encoberta pelas nuvens , tolindo o ser humano de enxergar a si mesmo de forma distinta, trazendo forma ao caminho e distanciamento da dor emocional, da marginalidade da doença.
O Sol que reina dentro de nós, que é símbolo de luz, existência, vida, ele renasce a cada manhã, como se fosse a saga de cada indivíduo, buscar a luz, sua identidade, sua individualidade e daí poder saber quem é. Mas o Sol nasce pequenino, sua luz diáfana enquanto dependente, sua inocência é vítima dos abutres que pegam presas fáceis, muitas vezes a luz interior germinará como fonte divina dentro do peito, mas não germinará devido a ausência do Sol. Assim se formam as mentes medíocres, a ignorância que residente a intelectualidade. É quando o indivíduo, diante do conhecimento adquirido, não sabe fazer uso adequado deste, ainda vê o discurso do outro como algo distinto do que a sua mente soberana acredita. Esse homem despreza provas, científicas, distorce Leis, corrompe qualquer coisa que se interponha em seu caminho. Ele só enxerga a si mesmo como um grão de areia e faz destegrão um falso diamante, é o medo da insignificância que o faz ir derrubando a tudo e a todos que possam mais que ele, pois ele não sepercebe, não se enxerga, é somente a sombra dele mesmo , desfigurada pela noite escura, sem propósito, de um zumbi ambulante que despreza os fortes pelo medo da luta.Seja Sol, brilhe, os desafios te apontam teus limites e redimensionam tuas fortalezas
