Pensamento

"Onde quer que o homem vá , verá somente a beleza que levar dentro do seu coração" . Ralph W Emerson

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Vira Vira Vira... Virou!

O "Destino" bate a sua porta!
A Carta da ""Roda da Fortuna", o número 10 dos Arcanos Maiores do Tarot, é um arquétipo que fala da necessidade compulsória e mudança. Não existe alguma escolha, a vida te atravessa o caminho e forma uma encruzilhada, da qual você não pode fugir. Ou você estanca e resiste imutável, ou se rende ao inevitável. Na Numerologia os números da data de nascimento, somados e seu resultado reduzido, identifica nosso "Número do Destino" e podemos associar este resultado às cartas dos Arcanos Maiores do Tarot. como o universo numerológico é de 1 a 9  e o universo simbólico do Tarot é de 1 a 22 (  0 - O Louco considera-se 22) , precisamos utilizar a soma da data de nascimento  dentro do universo de 1 a 22, para que assim possamos associar todos os Arcanos Maiores, tendo assim oportunidade de associação com os 2 símbolos, o dos números e o dos Arcanos.
OBS: é importante não reduzir o resultado numérico da soma da data de nascimento, técnica que utilizamos na Numerologia, mas aqui precisamos dos resultados de números compostos até o 22.
 Minha mãe nasceu em 01/01/1931 e somando os números,
dia + mês + ano=1+1+(1+9+3+1)=5 = 7 a carta  do Tarot é
O carro, o arquétipo de ma escolha de caminho a ser conquistada e que depende absolutamente da pessoa. Este controle em excesso por medo de perdas, orgulho em não admitir fraquezas, a obstinação cega de poder e a onipotência,   Num outro exemplo temos um nascimento em 31/01/1960, na soma  de dia+mês+ano = 4 +1+(1+9+6+0)7 = 12 A carta  12 dos arcanos maiores é a" "O  Enforcado"   um caminho onde haverá muita disposição a retidão, resistência, um agarrar-se  à dor, seja dor física, algum infortúnio na saúde, a pessoa caminha num aprendizado lento, uma enorme dificuldade ás mudanças. O aprendizado do Enforcado é o de perceber a necessidade  dese dispor a quebrar crenças que o limitam, é também fases de ano pessoal no Enforcado onde iremos precisar de muita paciência e abdicação para alcançar no futuro uma certa estabilidade sob os pés. Quando nos libertamos desse aprisionamento em sacrifício, ou por uma enorme inação, podemos sair de uma visão limitada e passar a enxergar a vida mais positivamente, com uma luz que nos dá condição de iluminar o caminho de muitos outros através de nosso próprio aprendizado.
Minha Roda da Fortuna é uma máquina, que acredita a princípio ser dona absoluta de sua sina. A roda é símbolo de um volante de carro, onde estamos no comando, aqui não de forma pessoal, mas sim como manipuladores do que desejamos no nosso caminho, através de nossos próprias escolhas como se pudéssemos manipular o nosso entorno, principalmente para os que desde cedo sofrem algumas "fraturas"  quando atropelados pela Roda da Vida. A crença de ter poder sobre os outros, a ostentação deste através de pressão, corrupção e/ou dominação,  podem ser fatores cruciais que  interferem na construção da aceitação que nada depende exclusivamente de nossa vontade, nosso poder mental, econômico, místico, de nossa força física a capacidade de começar de novo, viver os ciclos . Existe um Universo do qual somos apenas uma micro-parte atuante, mas onde precisamos aceitar e nos submeter a forças. Há  uma certa solidão em que comanda sua vida com mãos de ferro, o pânico pode ser uma ameaça avassaladora de ruptura do hoje, porque a Roda ela entra a vida da gente sem pedir licença, nos trás para a consciência dessa real.
Nossa própria inércia diante do movimento constante do universo, quantas vezes o medo nos paralisa. Mas as coisas chegam na hora certa, preparados ou não, a alegria invade osso mundo turvo pela presença de alguém, pelo reencontro consigo mesmo após uma longa crise. vamos fundo despenhadeiro abaixo, deslizamos numa maionese de desconexão e descompromisso, a Roda nos chama, nos impõe escolhas, um dos meus maiores medos, fazer escolhas, essas que decidem o futuro, minha angústia me ronda, me asfixia . A sensação é exatamente essa, a da fatalidade, mesmo que eu não creia nesta a maior parte do meu tempo, ela existe como um recado , um aviso, por isso nossas fases onde preciso tomar decisões sérias, há um sofrimento que, hoje mais calejada, eu bem sei que me renderei e conseguirei viver a consequência de minhas opções quase sempre sem nenhum arrependimento, pois junto ao medo pela fatalismo, existe a certeza de virar o jogo e lidar com a nova rota com enorme prazer. Hoje sei que , aquilo ou quem atravessa meu caminho, tem uma função na minha vida, o instinto  é de encarar, até sorrio por dentro, um sorriso safado, dessa grande brincadeira de estar sempre pronta para um novo olhar. o comando  e o de me divertir com essa diversidade intensa que , vez por outra, se abate sobre mim, seja uma intensa paixão, uma lenta depressão, uma viagem elo eu interior a me resgatar lembranças, conhecimento, experiências de eras passadas e a me preencher a alma de um caloroso fogo de vida eterna.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Sem Comunicação e Conhecimento não Existe Transparência


Não ouça o mal, não fale o mal e não vejo o mal. Pode ser entendido como:
Cada macaco no seu galho, cuide dos seus problemas e esqueça da vida dos outros. 
Esse provérbio deveria ser  um exemplo a ser seguido seria muito mais fácil para a convivência, sabermos  limite de interferência  e invasão na vida alheia.  Mas  ser humano vive procurando saber das coisas, ouvindo atrás das portas, olhando no binóculo os vizinhos, abrindo correspondência do vizinho. No simbolismo astrológico Mercúrio é o mensageiro dos deuses, sua curiosidade lhe vale obter informações com as quais ele pode assim transitar  pelos mundos e ser o leva-e-traz de conhecimento que atrai a todos.  A fofoca de Mercúrio em Gêmeos pode ser uma gota de veneno num plácido lago de águas límpidas, tornando-o um espelho de imagens distorcidas  e falsas, causando muito reboliço muitas vezes destruindo a carreira de um profissional e também sua imagem pessoal na comunidade. O segredo é a alma do negócio já diz Mercúrio em Escorpião, alguma vezes é capaz de matar-se por ele outras ele imutável, morre com seu dono. O escândalo de um Mercúrio em Leão  ai desde uma literal apelação egoica numa auto-afirmação megalomaníaca, ou apenas uma legítima queda d salto para descarregar toda a indignação pela falta de respeito. Mercúrio em Câncer talvez transforme as palavras de afeto em um abraço que recebo de coração  outro, acolhe e nutre, abrandando o medo naqueles olhinhos assustados.
Muitas vezes Mercúrio em Virgem pode ser um dedo-duro apontador de erros, crítico feroz, como cabeças de alfinete, cercando a si mesmo da má interpretação alheia os neurônios em ebulição cheios de preocupação em achar o fio da meada. sair do foco quase sempre cria procrastinação, o escapismo de um Mercúrio em Peixes constrói uma viagem encantada num mundo só seu, surfa em ondas gigantes na crista da oda, mesmo que termine morrendo na praia. Mercúrio em Áries é quase seu oposto, é o grito na multidão, o dedo em riste do "eu", mostrando ser  primeiro, a bandeira da vitória e o fogo de palha que quando se espalha perde sua força. O casamento real é pura estética idealizada de Mercúrio em Libra, a cerimônia e o casal de pombinhos da paz, a caminho do castelo este talvez seja negado aos plebeus, somente os "belos e belas" possam dizer sim. A teimosia é literalmente ´medo da mudança qualquer novidade Mercúrio em Touro reage bravo, quase irracional na defesa do já conhecido e firme sob seus pés, ele mata a cobra e mostra o pau para provar  a sua verdade. 
A imposição da autoridade, da hierarquia, faz de Mercúrio em Capricórnio o poder personificado, numa determinação que nega qualquer verdade que não a sua, arbitrário em sua invalidação de qualquer ameça que venha romper com seus limites definidos e inabaláveis. Isso me lembra aqueles Mercúrios engravatados ou de farda, numa fase onde a rigidez é a única coisa a qual se agarram ara não serem corrompidos por todas as ideias revolucionarias de Mercúrio em Aquário. esse tufão de minorias que se igualam à maioria dos mercúrios pensantes (dizem eles o termo como expressão de inteligência). No fundo continua valendo "cão que ladra não morde" e morre de medo de ser atropelado pela realidade, fazem pose de distintos cavalheiros, mas o linguajar é de baixo calão, a fim de manterem um poder ha muito difuso por inúmeras rachaduras das falsas estruturas que rolam montanha abaixo. Ali, ao lado se coloca no púlpito o estilo politicamente correto, Mercúrio em Sagitário esbravejam rol da proteção dos necessitados, coloca manchetes escandalosas na internet, acreditam ser representante do povo, mas sã divisores de classes moralistas  na doutrinação enquanto curtem orgias contratadas.
Há muito ruído na atmosfera um bando de gente que é vítima mental, pensa e geme como vítima, mas como se posiciona para ser exemplo? Uma montanha reage contra a violência, mas ainda vota em chefe de gang, lobistas, nos ficha suja,  em concordância aos conchavos. enquanto isso a comunicação virtual nos arremata e ficamos conectados em vários fios invisíveis, aos satélites. Cada vez mais usamos os contatos  virtuais como companhia "estar ligado nas redes sociais"  é imperioso, difícil é usar esse espaço para buscar maior entrelaçamento, ampliar conhecimento. Adeus aos remos que nos conduziam pelo pântano do obscurantismo, pela lama dos corruptos, o lado da banda podre do ser humano, tudo muito camuflado pelo poder oculto, quase sempre inquestionável e incontestável. 
Vivemos do outro lado do barranco das ENORMES MANCHETES DE INJUSTIÇAS,  chovem mentiras, roubos,  mortes, bandidagem, violência, as estamos vivos, subindo o barranco contra a correnteza, escapando dos pedregulhos dos buracos, das propagandas . Mesmo que , aos tracos e barrancos, ainda vencemos as diferenças, derrubamos muros, ganhamos causas, criamos Leis, mesmo que precisemos ser o deus Hermes e voar com as sandálias douradas com asas, aprendendo e passando adiante o conhecimento da vida e morte. 
A verdade é um caminho duro, onde coragem é preciso para curvar-nos a mísera realidade do que já era.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Sussurros do Deserto

Na busca de respostas eu fui atrás do vento que cruzava minha fronte e sussurrava segredos aos meus ouvidos, muitas promessas levadas pelo vento e ecadas entre as dunas. A solidão a qual me coloquei me trouxe a paz tão ansiada a meu coração. Uma liberdade enorme me invadiu diante daquele infinito espaço à minha frente, sem muros a me impedir minha caminhada. Dona de mim, do meu tempo, da minha independência, me deparo com minha auto-suficiência, a glória por tantas vezes almejada, quando da brutal dependência hierárquica e da minha própria imaturidade e ignorância. Por vezes o "se retirar" não é uma busca interior através do meu próprio silêncio, e sim uma fuga da opressão, de uma imposição por submissão que vai queimando meu fogo interno, e vai me curvando pela degradação do olhar sobre o impossível. A penitência pode ser o recolhimento, o desapego forçado ela terra seca quase nunca regada de amor e atenção, o inverno emocional onde congelo meu sentir, me distancio da dor, como se assim pudesse torná-la inexistente. 
 El "frio en el alma" me suena como la música de mismo nombre, un antiguo bolero, uma história de um fim de relacionamento, uma despedida forçada, um fim de ciclo na travessia e  nem sempre sabemos aceitar com serenidade, é um aprendizado que só o tempo ensina, o esperar pela morte, o conviver com o vazio, a aridez que nos esmaga, como se nos faltasse o ar que nos sustenta a vida. A carta do Eremita no Tarot, simbolicamente representa muito dessa solidão forçada, seja por abandono de outros, ou o abandono de si mesmo, a resistência que possuímos diante das perdas, o endurecimento do coração pelo desgosto, a dura convivência com as limitações da velhice, de uma separação, da uma morte de um companheiro. Nossa próprias articulações se envergando diante de uma comodidade  quase auto-privação da vida lá fora, a inércia da não admissão da necessidade de um SEMPRE CAMINHAR PARA FRENTE não existe regressão, existe uma busca eterna pela vida a cada fase com suas próprias exigências e, mesmo quase no fim do caminho, existe um novo recomeçar, mesmo que mais vagarosos os passos, o alongar é preciso, manter sempre a flexibilidade, o sangue correndo quente nas veias a fomentar vida ao corpo e à mente.
Ninha força vem do perseverar, da confiança que deposito na minha determinação de cavar meu caminho com o suor do meu rosto, com meu trabalho, que me faz digno de que sou, da minha origem lá distante no passado. mesmo que invariavelmente eu seja difícil de ser convencida, sou mais difícil ainda de me render à morte. Há sempre um novo renascer, uma luz que me guia na intuição, minha bússola é meu coração batendo apressado diante da escalada íngreme. Por vezes as lágrimas me lavam minha face, recordações de minhas perdas, do vigor da juventude que hoje se faz presente nas minhas rugas e cabelos brancos. a vontade de 'não precisar" é imensa, cultos dos mais novos minha angústia com as doenças, o melindre de ser esquecida. Muitas vezes sou um dever e tenho deveres ainda que me sinta n fim da trilha, mas em algum momento do nada surge uma esperança, meus olhos  míopes ganham um brilho especial quando encontro uma flor no deserto.
Os Florais do Deserto, os Florais Australianos possuem espécies  de delicadas flores a brotar de uma terra seca, por entre pedras sob um sol cáustico, mas a semente vinga ante a devastação, se ergue e brota em flor, como uma rainha. O quanto precisamos de ir fundo do poço em busca de água, para só então compreendermos nossa força interior em suportar muito mais do que acreditamos. As faltas nos dão uma oportunidade de quebrarmos nosso escudo de orgulho e preconceito nos rendemos fraquejados, ajoelhamos em oração a rogar por clemência, nos colocamos em penitência  forçosamente, sofremos  numa luta árdua pelo controle, um pavor pela mudança e a negação do novo. Nossa montanha ganhará  fendas profundas e lá por entre as rochas, nasce um sinal de vida, iniciando um novo caminho onde é preciso humildade diante do valor maior de estar vivo.
As ondas no mar de areia nos mostram os sons do deserto, o natural ritmo que se move ao sabor dos ventos, criando e recriando caminhos, num eterno ciclo, onde o homem marcha como um nômade em busca  de um oásis. Ah... eu bem que viajo por esse deserto, me deito no manto de areia, ergo meus olhos e sou acariciada pelas milhares de estrelas, sonho acordada com minha pequenhez, como um grão de areia, não estou só, sou começo, meio e fim, elo entre passado e futuro, um eterno aprendiz a cada reencarnação.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Cada Vez Mais Confusos diante de Novos Papéis

Você já acordou e se olhou no espelho e encontrou outra pessoa? Você não se reconhece mais, aliás, você literalmente esqueceu quem foi, seus planos se diluíram num cotidiano de luta cega. O tempo passou e você vive tendo que se enquadrar em novos protótipos que a sociedade exige, se adequar aos resultados de que você é obrigado a encarar, na maioria das vezes, as coisas não são positivas, ou fingimos que estão . Mas nem tempo temos para refletir sobre o porquê tudo mudou, e o que você contribuiu e onde você resistiu ou quando desistiu.
Vivemos num momento onde "tudo é possível" , nada mais é feio, grotesco, repugnante, imoral. Todos vivemos numa época de transição onde a permissividade é comum a todos, muitos se aproveitam, vestem as máscaras de "caras de pau" e invadem nosso espaço, nos roubam descaradamente, se aproveitam da limitação de certas classes de pessoas, vendem a moda. É um monte de assinante de TV a cabo com 150 canais que assiste a TV Globo , TV Record, invariavelmente, e de trouxa paga um cabo por status, para ver um filme fim de semana, muitos combos e pacotes mais baratos, mas alguém se interessa em se defender da ganância sobre nossa ignorância e comodismo? Da mesma forma chegaram os celulares, um objeto estranho inanimado para dinamizar a comunicação dos executivos sem tempo, e me vira uma peste de mania nacional dos devedores de conta para as inúmeras empresas, vendem a alienação cotidiana dos fones de ouvido, dos mais de um celulares , joguinhos, câmeras, e-mails, até eu Brutus! comprei mais um! parece essencial como oxigênio.
 Trocamos de papéis a todo momento, a vida se segue e a família co-existe, com pais suando a camisa  para sustentar o padrão,  pulando a cerca para evitar o seu fracasso no casamento e mantendo as péssimas aparências. Mulheres  hoje tem voz ativa dentro de casa, quando não sustenta sozinha a família de um pai omisso, ela mostrou que é igual talvez diferente na feminilidade, mas capaz de ir em busca de realização e prazer, apesar de um útero romântico.
Os machos andam se depilando, colocando botox, criando os filhos, não mais senhores feudais, mas sim em busca de encontrarem seu novo papel de homens sensíveis e convivendo com uma população alegre e colorida de GLS, estabelecidos apaixonantes e extremamente vultuosos em suas paixões, que deixam a heterossexualidade à míngua de uma crise sobre como ser feliz com um outro alguém.
O homem ainda se busca , é um mutante, um aprendiz errante, cego, surdo e mudo quanto à sua responsabilidade em crescer, ser capaz, cultivar sua  decadente auto-estima. Não dá mais para sonhar com príncipe encantado em procurar o sapatinho de cristal.  O coração tem sequelas das ilusões perdidas, a solidão vira encontros fortuitos, muita excitação alcoólica  e um mergulho no submundo as drogas. desde cedo estamos em nossas mãos, numa fase do mundo, onde não acreditamos em Papai Noel, podemos morrer a qualquer momento com uma bala perdida, penetramos na tela do computador para nos exilarmos deste mundo real e cruel, onde somos rejeitados, traídos, abusados, invalidados. Existe um silêncio dentro de cada um de nós, ele fala da tristeza,  poço da depressão de quem se esquece na beira do caminho.
Nos agarramos ao poder do dinheiro como bem maior, realmente, nosso exemplo é de que o dinheiro compra a dignidade, lealdade, honradez humana. Acreditamos que ele seja a salvação, mas ele não cura a dor de ninguém, não compra amor, atenção. Ele compra diplomas que você não honra com sua competência, compra drogas que é um bom negócio para quem vende e brinca de bandido e mocinho, compra muita  companhia  da prostituição, compra a escola para passar de ano os filhos, idas ao shopping, cabeleireiros, geladeira cheia de tranqueiras, compra a plástica, mas não tira o medo de não ser amada nem paga qualquer dívida cármica , confiança dos filhos, muito menos qualquer rito pagante divino.
No fim, sobramos nós mesmos, cada um perambulando a encontro de si mesmo, se achando no espelho do elevador, todo maquilado de palhaço e um profundo olhar triste nos olhinhos miúdos.





segunda-feira, 11 de abril de 2011

Envelhecer Com Prazer

Acabei de nascer de novo, ha algumas horas, 53 anos passados, rompi do cerco do colo do útero, bati cabeça tal qual uma ariana, a cavar o buraco negro até encontrar a luz do novo mundo. Eu queria sair logo dali, nada de prisão e serenidade. Nasci num ascendente em Leão, a primeira e única neta de pais e avós babões, fui a atração principal da família. Mal sabia eu que o caminho era longo, demorado para minha ansiedade de Sol/Mercúrio em Áries, mas minha digníssima madre Lua Capricorniana, era a dona do pedaço, era quem ditava as ordens. O lado ariano de meu Sol  de casa 8 , sempre foi da menina tímida, onde o cordão umbilical com minha mãe me alimentava de segurança, a simbiose extra-útero foi inevitável. A infância foi solitária, sempre cuidada, nada me faltava materialmente, mas a alegria não me sorria no espelho. 
Hoje, quando olho meu sol (Eu) lá no horizonte, num longo caminho, não tenho saudades, só daquela leveza da criança e adolescente, sem compromisso, aquela época boa demais onde eu nem me preocupava com  dia seguinte. Lembro bem um novo personagem adentrando na minha vida, virando "padrastro", demorei para me enturmar naquela nova família, até um dia que vomitei todos os sapos em plenas férias em Salvador, apelaram até para o Senhor do Bonfim,risos. Os tambores retumbaram, começava a despontar minha individualidade, um muro emocional se ergueu em protesto. Não adiantavam os "nãos" por castigo, lembro bem de uma frase minha aos 15 anos: _"Podem me tirar televisão, cinema, o que eu penso, você jamais tirarão de mim!"
 O rio da vida foi manso dentro de mim, aprendi a remar pelas correntezas,  vivi prazeres em todos as paradas que fiz. A minha sede era de conhecer mais, sempre íntima das bancas de jornal. Vênus em Peixes na casa 7 me fez viver alguns amores platônicos, Urano regendo casa 7 me fez ser mais amiga e companheira dos meus amantes, ou tive paixões repentinas, intensas, comigo quase sempre o controle. Fui feita de boba muitas vezes, a ausência de malicia me deixou mágoas morais, me choco com a maledicência humana. Eu sempre meio que deixava a dor de lado, e continuava em frente, parei diante um paciente morrendo e mãos atadas, nada mais a fazer. Tive lições de vida com os mais frágeis, com os que já se despediam com um sorriso de sábia aceitação da morte. Um dia subi no palco da sala de aula, descobri o quanto meu ASC leonino sorria para aqueles olhos curiosos e ouvidos que bebiam minhas palavras, achei meu canto! Embora o bolso ficava meio-vazio, o coração era todo cheio de uma satisfação sem tamanho. Um dia o céu escureceu Plutão bateu à minha porta do ASC, a renovação começava, era preciso aprender a perder de verdade. A tormenta levou alguns anos, e eu nadando em círculos de emoções contidas, muito medo negado. Eu não podia falhar com aquela liberdade e independência, e fui começar de novo. Descobrir, quem agora era Eu?
Como a carta da Torre no tarot diz, todos os meus muros ruíram, era sair buscando juntar os cacos e construir alguém que precisava abrir caminhos de luz. Eu resisti  brava a enfrentar minha verdade, eu pisava na minha sensibilidade, negava minha fragilidade. De repente, sob as lágrimas de angústia, mágoas, ressentimento,  descobri minha menina idealista. Foi uma festa e tanto ao sentí-la deslumbrada diante daquele mundo colorido, e voei, voei num balão magico, e acordei faminta de viver. Meu horizonte era infinito, o caminho era uma ponte que eu precisava atravessar, com os pés no chão, sujos de terra, estrume. Era preciso encarar meus desafios, com uma confiança que, diante da crueldade de uns, da queda ante a traição , era resistir e amadurecer,continuar sempre, sem perder o viço, nem a sensibilidade. Acreditar sempre, o ganho é aprender sempre, quando encaro meus desafios e me perdoo pelas minhas falhas.
O prazer em estar viva,  é ter em meu corpo e mente "marcas" de minha história, e pronta para fazer novos  planos.

domingo, 3 de abril de 2011

Realidade Nua e Crua

De repente, a vida desaba sobre nós num segundo, seja sendo arrastado pela devastadora correnteza da natureza irada, soltando a pressão interna, reorganizando seu eixo. Não mais como fugir da desgraça, seja a quilômetros de distância, entra  24 horas por dia por todas as janelas e portas de comunicação, e você sangra junto. A ciência compete com a natureza, cria e destrói, mas não controla as forças da natureza. O processo de vida e morte se dá quase que como resultado da evolução do ser humano como parte desse caleidoscópio que chamamos de universo. Em pouco tempo natureza e ciência travam batalhas e nós somos agregados a essa engenhoca de caos, mais uma vez diante do poder maior. Até quando precisaremos continuar selvagens, máquinas humanas a fabricar armas, drogas, guerras, a construir bombas nucleares e  mísseis ?

 Somos restos, meros mortais diante da nossa impotência,  é um caminho de pedras esse nosso, de contrastes que nos fazem enxergar os extremos jamais imagináveis. Não adianta tanta razão que nos faz acreditar donos do mundo, mesmo que seja esse nosso mundo virtual, construído da nossa percepção e imaginação, tudo tão frágil, levado por tufões, tsunamis, balas perdidas. Somos impotentes diante da vida que se segue, principalmente porque somos alheios ao que nos cerca,  o que nos promove condições de preservarmos nossa vida, água, luz, terra, somos vítimas de nossa ignorância, que nos faz tão arrogantes, nos ferimos uns aos outros e nos degradamos  a insensibilidade e indiferença, acreditamos ser o que temos, e somos realmente donos de alguma coisa? Talvez dons de nossa consciência e iconsciência.
Tão pequenos diante da magia que cria e mantém o Cosmos em constante movimento, algo ainda impossível de ser conhecido, controlado, buscamos no assado , na história do mundo o conhecimento do oculto e imprevisível. Diante desse cotidiano medíocre, onde nos matamos por diferenças de credo, raça, sexualidade, por dinheiro, eliminação de qualquer um que cruze nosso caminho. somos seres que, por vezes, acredito passarem ao largo da vida, sem nunca questionar o porque de sua existência, de suas ânsias bestiais e de uma profunda força de amor e ódio, que se mata ou decide recomeçar. Somos escravos de tantos valores que a cada dia tomam conta de nossa vontade, viajamos nessa correnteza sem resistir muito, seja usando a moda andando com mais de um celular, teclando nas redes sociais, ligados a cabos e satélites os fornecendo um mundo de imagens, adoramos uma "fila" tal qual as formigas.
O ritmo hoje é alucinante, estamos ligados uns aos outros 24 horas por dia, existem computadores que não se desligam, somos dependentes de energia num nível quase absurdo. Somos responsáveis por sobreviver ás catástrofes, e usar a dor como motivador para começar de ovo de forma diferente. O vácuo de milhares de estrelas que se apagaram por entre a montanha de terra movediça, abriu espaço em nossa mente para que possamos compreender nossa necessidade em colaborar com o universo. as perdas são parte de um ciclo, de alguma forma é preciso desconstruir para fazer diferente. Que esta lembrança dolorosa, do fim trágico de muitas e muitas vidas seja presente no fundo de nossas lembranças, como a nos remeter a realidade cruel da vida, e assim , quem sabe, a gente consiga ser mais coração que razão, ser mais digno de ter recebido a graça da vida de presente podendo fazer por si, fazendo pelos outros. 
   O UNIVERSO AINDA CONSPIRA A NOSSO FAVOR.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Somos Todos Iguais em Nossas Diferenças

Temos um único DNA, nada se repete geneticamente, a não algumas falhas que criam pessoinhas especiais, que vêm embaladas em papel de presente transparente, encomenda por CEDEX DO CÉU. Como o próprio Mapa Natal de um filho, está impresso como alguns trânsitos e progressões  fixos no momento do nascimento, traduzem a representação do nascimento daquele filho para cada um dos pais. Nada nesse mundo de meu Deus acontece do nada,  muito menos uma vida humana, uma nova estrela , tudo tem seu propósito e consequência. O homem desde sempre nasce para viver, luta contra qualquer ameaça que lhe impeça seu caminho, inconscientemente ele depende de muitas pessoas e circunstâncias para seguir adiante. Até tentam jogar a gente no lixo, despachar  a sementinha plantada em solo fértil, mas tem algo por vezes maior que a  vontade humana. Uns chamam de milagre, outros, destino, sina,  caminho não é reto, por vezes surge a imprevisibilidade, a sincronicidade. Quantos filhos venceram um provável aborto , os milagres de anjos que  amparam em suas asas  crianças em quedas livres, aqueles sobreviventes de desastres saindo ilesos de um mote de ferros retorcidos, os que se vão e voltam à vida, que descrevem uma curta viagem após uma parada cardíaca.
Somos múltiplos num só, seja pelas experiências do espírito, seja pelas experiências dolorosas que nos faz somar máculas, forjando um coração guerreiro. No eixo Áries-Libra o simbólico astrológico fala de Eu x Outro, cada um de nós diante do que ansiamos como complemento e parceria, cada um diante do que lhe pode rejeitar, humilhar, renegar, nos contrastes  "Somos Dois" diante da ideologia amorosa. O quão podemos ser mais de um durante a vida, diante de cada novo parceiro sexual, por trás de uma mesa do escritóro, diante do amor, da dor de quem amamos, da frustração de um filho, da violência que ns arranca da paz.
Homens, mulheres, animais, plantas todos os seres vivos, somos uma grande cadeia da qual dependemos para sobreviver, quase nada damos á natureza em troca de tudo o que ela nos dá para sobrevivermos. somos assim com muitos de nós, vivemos classificados e desqualificados, marginalizados,  violentados. O homem ainda acredita que para ser "alguém, para sentir-se realizado, ou seja, chegar a algum lugar que ele chame de sucesso, ele precisa disputar um lugar pisado nos concorrentes confrontando as limitações alheias uma autoridade arbitrária e ignorante. 
Somos parte de um todo, desse universo. simples almas fluídicas a agar pela imensidão do inconsciente coletivo, polpada pelo esquecimento do passado, par mais uma vez começar de novo, engatinhando e descobrindo o mundo ao seu redor na casa 3, reconhecendo e construindo seu espaço, descobrindo seus limites e desejando crescer para ultrapassá-los na casa 9, onde será capaz de partilhar suas experiências e conhecimento com o mundo.
É no silêncio interior que podemos encontra uma solidão responsável, o ponderar pela voz do coração. Perceber o quão somos pequenos, frágeis, aprendizes, vencendo a nós mesmo antes de precisar vencer nossos iguais. Sabemos que diferenças existem desde sempre, a diversidade é sabedoria, os dá oportunidades múltiplas de conhecer os vários prismas de um mesmo foco luminoso. Cada um com seu mundo , suas crenças é mais um que cruzará sua vida, lhe trazendo sua visão de mundo, lhe enriquecendo a vida, com alegria, mágoa, prazer e dor, sendo exemplo, servido de guia, lhe estendendo a mão, lhe ensinando a ser ai, mãe, irmão, filho, amigo, vizinho, cliente, chefe. O mais interessante é que ao longo da vida trocamos de papel varias vezes como nas oposições, escolhemos  controle por sentir-nos fracos, da mesma forma nos humilhamos e submetemos por sermos icpazes de acreditar que podemos ns fortalecer quando aceitamos que não somos o todo, apenas parte deste.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Falando de Amor

Amor , essa sensação que nos faz sentir em total plenitude, é sinônimo de vida, a gente vibra numa frequência ímpar. O amor "acontece", não adianta a gente se produzir, grife da moda, horas de chapinha no cabeleireiro, aquela bundinha durinha e bronzeada, no fio-dental. Aos homens lhe sobram os tórax de guardiões, , coxões musculosos, aqueles executivo que passa deixando um ar de perfume marcante. Idealizamos ser objetos, foco do amor de alguém, claro que na maioria das vezes é o nosso amor que cresce e aparece. Idealizamos nosso alvo como aquele que nos fará feliz, seja ao corresponder aos nossos ansiosos olhos, seja uma parcería maneira de um cotidiano de trocas prazerosa.  Uma estratégia de coquista, como se nos transformássemos em cupidos,  aprendendo a içar pelo ar solfejos de amor em flechas, capturando corações apaixonados. esse amontoado de sentimentos, sensações , algo impalpável, inexplicável e quase  também inconquistável. 
Será que somos nós que procuramos pelo Amor?
Ou é o Amor que nos encontra?
O amor acontece, no meu tempo dizíamos que precisava tocar sininhos, as mães rezado para Santo Antonio..."que seja para o bem de minha filha...". O encantamento era e até hoje é a reação mais interessante e abobada que o amor nos deixa, ficamos nas nuvens. As várias formas de amor me fazem acreditar que o amor está em nós,  faz parte de nossa essência, é o alimento da nossa alma, uma das nossas grandes formas de expressão. Aprendemos a amar com quem nos ama, é o exercício do "amar ao próximo" que nos faz mais humanos, o carinho e atenção, a proteção e exemplo que temos em torno de nós , criamos um mundo de valores  e acreditamos serem eles, verdadeiros. Creio eu, nascemos em busca de descobrir quem somos, para tal precisamos pertencer, sermos aceitos e amados para sobreviver. A  maioria de nós sabe de sua origem, não compreende o enorme nível de interdependência que vivemos inconscientemente. Passamos por fases, vencendo desafios, brigando pelos nossos sonhos, acreditando em muito do que nos dizem, criticam, raros são os incentivos, os estímulos. Somos fruto do sexo, da Lei maior da Procriação, enfeitada de tesão e afeto, apimentada por paixão e solidão e, dentro de nós , além de todas as coisas que criamos e acreditamos existe  o amor, como se fosse uma alma  sôfrega carente da essência amorosa. Pode ser um monte de sonhos de princesa, uns criam pesadelos desenhados nos monstros da rejeição , alguns saem pela vida como cavalheiros galantes a cantar serenatas às janelas de suas amadas. Há cenas tórridas de sexo, triângulos amorosos, casamentos longevos de duas mãos dadas, unidas para sempre, suspiros de saudade por tudo de amr que se viveu.
É uma onda, a paixão é que nem correnteza que puxa, domina, te carrega, ela cresce  e derruba até os mais habilidosos. Tudo é intenso, rápido demais, o fogo se extingue tal qual pavio curto ou fogos pirotécnicos , uma enorme encenação, flores, plumas, música de fundo, mas parece capítulo daqueles romances de cabeceira. Depois da tempestade, tem gente que chora frustrada debaixo do chuveiro, gente que paga e vai embora, alguns ficam esperando pelo telefonema no dia seguinte, eita ansiedade! Brigas, ciúmes, posses, traições, manipulações, chantagens emocionais, sedução, são circunstâncias que fazem um jogo da nossa procura pelo amor, não o amor-homem, nem o amor-filhos, amor-animais, amor-família, somente por essa possbilidade de viver o Amor. Tudo isso é um caminho do aprender a amar, a gente quer ser amado, faz tudo para que nos amem, mas o amor está dentro do outro, teremos cada um de nós a tarefa de cultivar o amor em nós.
Cada um ama a seu jeito, vai aprendendo a amar com cada um que lhe toca o coração, até com aqueles que lhe negam o amor, é preciso compreender que a relação de amor precisa de dois parceiros dispostos a amarem-se e preservarem esse amor. Preciso aprender a perder quem amamos, a começar de novo, abrir espaço e amar de novo. Durante a vida inteira queremos tanto amar e sermos amados, mas temos mágoas, dores de amor que maculam nossas crenças . Fugimos do amor, trocamos por sexo, negociamos por segurança, pior de tudo, acreditamos não sermos merecedores do amor de alguém. De certa forma estamos em algum momento carentes, podemos ter tudo, mas falta aquilo que não compramos nm conquistamos. Não aceitamos que ser rejeitados porque somos pobres, magros, gordos, oitos demais. vivemos à procura da fórmula mágica de "possuimos" quem amamos, cegos totalmente ao desejo alheio. desmerecemos nosso amor quando precisamos ser mais ou menos para que o outro nos queira, quem ama aceita o outro como é.
É na simplicidade que encontramos a beleza da vida, o que se faz com amor, cresce pela expressão do amor. O amor é um trabalho cotidiano quando aprendemos a nos auto-valorizar, a nos posicionar diante do outro, se adequando a possibilitar a felicidade de quem se ama, como para preservar a nossa rópia auto-estima. A intimidade talvez seja o primeiro passo de comunhão entre duas almas, é um processo de confiança, cumplicidade, sinceridade, postura crítica, tudo feito com um olhar amoroso. Assim numa relação amorosa, seja entre um casal, entre pais e filhos, irmãos, sócios, haverá sempre algo fundamental no amar de quem se ama, a distância ao olhar quem ama,  um espaço-tempo para refletir, refazer, consertar, admitir erros com humildade, perdoar, ter coragem em dizer adeus quando o amor acabou. 

"Por ser exato o amor não cabe em si
por ser encantado o amor revela-se
por ser amor invade e fim"
Trecho letra música Pétala - Djavan


domingo, 30 de janeiro de 2011

Consciência - Uma luta árdua pela sobrevivência


Sonhamos  para que seja a fantasia nossa fábula, preferimos príncipes e dragões, bandidos e mocinhos dos livros, das séries na TV. Preservamos muito daquilo que acreditamos desde pequenos, continuamos sendo uma essência em plano de vôo de consciência, tímida, temerosa de pular no vácuo e acreditar que pode voar, somos dragões sem fogo nas ventas espantando os duendes da floresta. Nos fantasiamos de fadas ou feiticeiras, contamos mentiras enormes  às ninfas do lago encantado, de vez em quando nos reunimos em círculos e dançamos a dança da chuva, fazemos fogueiras para queimarmos nosso passado de desamor e dor.Somos deuses heróis, nos transformamos naquilo que os outros desejarem, por vezes chegamos ao topo, ficamos famosos seja por talento, seja por escândalos, difamados, jogados na lama da quadrilha de fraudulentos, somos do outro lado dessa têneue margem,  entre a areia e o horizonte no mar , pequenos caramguejaos , bebês-tartarugas saindo do ninho, prontos a sermos decapitados pela violência da forme anárquica dos abusadores. Junto estarão nossos heróis defensores idealistas da preservação da natureza, aqueles quase 'missionários da paz, que desejam salvart o planeta. Muitos de nós nos fantasiamos de palhaço indignados por baixo do falso sorriso pintado na cara. Somos personagem de um mundo onde a identidade não existe a não ser para pagar impostos. somos ainda a plebe ignorante de um universo onde a quantidade é trocada pela qualidade, onde fanáticos/espertalhões usam do discurso e da grana que circula através de correntes da fé,poe entre os acordos de conchavos políticos, somos apenas uma massa de mentes desordenadas, seguindo falsos guias, ansioando pelo encontro de um oásis no deserto onde falta resoeito às crianças,  dignidade nas relações comerciais, fraternidade com o próximo(vizinho, parente, colega de trabalho), somos dadores e nada cobramos pelo que é nosso direito, nos unimos nas tragédias, mas não limpamos a contaminação da raiz do problema, finda a crise, continuamos levando a vida pulando sobre as nuvens.
Somos alma delicada como um broto se erguendo em direção ao céu, a um cosmos, somos uma essência que mal se põe de pé e é bombardeada por tantos mandos. Nem mesmo ela sabe quem é e precisa ter algo que a identifique, seja um nome de pai, uma qualidade de bastardo, manco, gordo, bela ou fera, nerdes ou antas, ninguém escapa do burburinho das músicas, do som dos tambores, do odor da maconha nas vielas e praias, da névoa de prazer da cocaína, da embriaguês da 'cana' do boteco, da total privação dos sentidos do crac, da louva viagem fantástica das ilusões perdidas. Verdade, queremos tanto crescer e ser "gente GRANDE", mas a falta dessa consciência de si mesmo, da responsa em viver e conviver nessa realiade NUA e CRUA que a gente rejeita veementemente!!!
NETUNO nos torna parte de um todo onde a meta é a dissolução do entorno que te disvirtua do caminho, que te ilude, cria atalhos suicidas,  que te faz sonhar além da tua própria  possibilidade de viver esse sonho. Netuno entando em Peixes  vai lavar as escadarias dos palácios dourados com ouro de tolo, nos fará mergulhar fundo nesse lodo mafioso de santificadas pessoas que te fazem o bem , te tirando o que tens. Muita água vai rolar , avalanches de lixo acumulados nas encostas da corrupção com as drogas, armas, com o poder público abusador, tudo será disimado e achocalhado, desde o trânsito de urano em Peixes. Agora  talvez nos sintamos mais sós diante de nosso reflexo no espelho quebrado, mais lágrimas reverterão paralavar nossa alma , para descarregar  nossos fardos da isenção de uma atitude consciente. Poucos serão aqueles que coragem terão de mergulhar profundamente em sua inconsciência, e se revelar como espírito, self, como apenas um elo de uma infinita corrente de humanos que precisam continuar a trilhar esse caminho em busca de luz.
"O buscador é aquele que diante do erro,ele pára e volta atrás para aprender. o erro é apenas um degrau que faz o indivíduo repetir o caminho , a cada vez que ele volta, menor é o caminho."

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Urano - Transitoriedade Entre o Passado e o Futuro

A morte nos ensina a transitoriedade de todas as coisas.
-- Leo Buscaglia
Por vezes me perco  nos fios das meadas das linhas e lãs dos meus trabalhos manuais , mesmo que o embrolho seja complexo, com paciência e boa vontade eu desmancho os nós, por vezes desmancho parte d trabalho , pois encontro uma falha e, lá vou eu começar tudo de novo. É tudo novo , mas não tão novo assim, de alguma forma aquelas malhas tinham já sido tecidas, formavam um desenho  e agora, já traziam marcas em suas fibras. Junto existia eu, que sendo dona das mesmas mãos, já estava num outro tempo a frente, repetindo ponto a ponto, corrigindo a falha anterior. Nessas horas em que minhas mãos trabalham, minha mente voa, e como voa... se mente numas encruzilhadas, cruzando aspectos astrológicos, arquétipos mitos, expressões planetárias. Muitas vezes paro e vou escrever um título de um tema a ser estudado e desenvolvido mais tarde.
Nesses ritos de passagem , as festas que sempre celebraram nascimentos e mortes, fins ou rendiam homenagem ao poder do universo personificado em deuses. Sempre há um desejo comum a todos, um querer o  melhor do futuro, uma torcida mundial que se une naquele ínfimo momento do tempo a rogar, orar e almejar ao som das trombetas uranianas, a ruptura do velho ano, como se o brilho e o som estrondoso dos fogos de artifício quebrassem a barreira do tempo. O novo nunca é tão antagônico em relação ao velho, o espaço de Urano é  Cosmos, onde tudo se conecta, se entrelaça, depende um do outro, cria e recria. Tudo é reação à uma ação anterior, uma consequência produtiva que tanto cresce, se materializa desde a origem de um insigth, uma luz um impulso.
Fala-se tanto do poder de ruptura de Urano, mas  quanto ele está associado ao poder edificante de Saturno, seu colega de regência de Aquário. A consciência da razão é Saturno e o despertar de uma nova consciência é responsabilidade de Urano, aquele que alimenta o fogo do conhecimento.
Um caminho em constante movimento , em ondas que dinamizam esse caminho. O máximo é que percorremos esse esmo rumo, indo e voltando para consertar, atropelamos e vamos de cara no chão, somos atropelados pela nossa própria "ausência", caminhamos como autômatos, nos agarrando a tilhas que nos direcionam a a rotas dos que abriram caminho, que venceram, nos cercamos de grades, blindados, inteligência, títulos e, de repente, o inesperado, um tio, um estilhaço de vidro, uma bomba e tudo vira pelos ares ou de cabeça para baixo. Nem sempre o choque o terremoto é conscientemente assimilado, parecemos náufragos tentando nos salvar do passado certo, com medo do incerto. Muitos de nós temos MEDO DE SER FELIZ, de nos jogar na vida como um malabarista, medo do risco da TOTAL LIBERDADE, não é fácil viver sem cercas ou ter a coragem de colocar seus próprios limites para ão querer ser invadidos, magoados, desrespeitados, basta reagir ao velho conhecido, seguro que nos deixe voar para além do conhecido.
Bon Voyage !