Pensamento

"Onde quer que o homem vá , verá somente a beleza que levar dentro do seu coração" . Ralph W Emerson
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domingo, 3 de abril de 2011

Realidade Nua e Crua

De repente, a vida desaba sobre nós num segundo, seja sendo arrastado pela devastadora correnteza da natureza irada, soltando a pressão interna, reorganizando seu eixo. Não mais como fugir da desgraça, seja a quilômetros de distância, entra  24 horas por dia por todas as janelas e portas de comunicação, e você sangra junto. A ciência compete com a natureza, cria e destrói, mas não controla as forças da natureza. O processo de vida e morte se dá quase que como resultado da evolução do ser humano como parte desse caleidoscópio que chamamos de universo. Em pouco tempo natureza e ciência travam batalhas e nós somos agregados a essa engenhoca de caos, mais uma vez diante do poder maior. Até quando precisaremos continuar selvagens, máquinas humanas a fabricar armas, drogas, guerras, a construir bombas nucleares e  mísseis ?

 Somos restos, meros mortais diante da nossa impotência,  é um caminho de pedras esse nosso, de contrastes que nos fazem enxergar os extremos jamais imagináveis. Não adianta tanta razão que nos faz acreditar donos do mundo, mesmo que seja esse nosso mundo virtual, construído da nossa percepção e imaginação, tudo tão frágil, levado por tufões, tsunamis, balas perdidas. Somos impotentes diante da vida que se segue, principalmente porque somos alheios ao que nos cerca,  o que nos promove condições de preservarmos nossa vida, água, luz, terra, somos vítimas de nossa ignorância, que nos faz tão arrogantes, nos ferimos uns aos outros e nos degradamos  a insensibilidade e indiferença, acreditamos ser o que temos, e somos realmente donos de alguma coisa? Talvez dons de nossa consciência e iconsciência.
Tão pequenos diante da magia que cria e mantém o Cosmos em constante movimento, algo ainda impossível de ser conhecido, controlado, buscamos no assado , na história do mundo o conhecimento do oculto e imprevisível. Diante desse cotidiano medíocre, onde nos matamos por diferenças de credo, raça, sexualidade, por dinheiro, eliminação de qualquer um que cruze nosso caminho. somos seres que, por vezes, acredito passarem ao largo da vida, sem nunca questionar o porque de sua existência, de suas ânsias bestiais e de uma profunda força de amor e ódio, que se mata ou decide recomeçar. Somos escravos de tantos valores que a cada dia tomam conta de nossa vontade, viajamos nessa correnteza sem resistir muito, seja usando a moda andando com mais de um celular, teclando nas redes sociais, ligados a cabos e satélites os fornecendo um mundo de imagens, adoramos uma "fila" tal qual as formigas.
O ritmo hoje é alucinante, estamos ligados uns aos outros 24 horas por dia, existem computadores que não se desligam, somos dependentes de energia num nível quase absurdo. Somos responsáveis por sobreviver ás catástrofes, e usar a dor como motivador para começar de ovo de forma diferente. O vácuo de milhares de estrelas que se apagaram por entre a montanha de terra movediça, abriu espaço em nossa mente para que possamos compreender nossa necessidade em colaborar com o universo. as perdas são parte de um ciclo, de alguma forma é preciso desconstruir para fazer diferente. Que esta lembrança dolorosa, do fim trágico de muitas e muitas vidas seja presente no fundo de nossas lembranças, como a nos remeter a realidade cruel da vida, e assim , quem sabe, a gente consiga ser mais coração que razão, ser mais digno de ter recebido a graça da vida de presente podendo fazer por si, fazendo pelos outros. 
   O UNIVERSO AINDA CONSPIRA A NOSSO FAVOR.

domingo, 2 de maio de 2010

Autoconhecimento - Preenchendo os Vazios de Si Mesmo

Nascemos ego, alguém com nome e sobrenome desconhecidos, somos aquilo que nos dão, o que nos fazem acreditar ser verdade e mentira, certo e errado. Por um longo tempo vivemos submetidos às nossas necessidades em sobreviver, crentes naquilo que observamos e deduzimos de uma forma reta, sem qualquer tipo de reflexão, somente a partir das nossas impressões e reações emocionais. Enquanto crescemos, somos uma ilha cercada por um mundo que nos ameaça e ao qual precisamos nos jogar. Somos sozinhos por natureza, nesse caminho de busca  de quem somos, enquanto protegidos, ousamos ir adiante, crescer, conhecer o que nos cerca, mas em algum momento da vida 
 nos percebemos tão pequenos, e muitas das vezes passamos por situações em que nos sentimos tão vulneráveis, inoperantes frente a todos os tipos de medos que nos assolam a alma. De repente somos obrigados a crescer rapidamente, na maioria das vezes é a dor de uma perda, a repetição de violência e admoestações que nos fazem conscientes de nossa falta de sustentabilidade, seja emocional, seja de base de valores e princípios que tenham formado nosso caráter e auto-estima, e assim sermos mais "densos", mais integrados ao nosso Self. Podemos nos sentir "pobres", ocos, é uma solidão interior causada pelo vazio existência, desconhecemos nossas potencialidades. Quem nos elogia? Quem investe em nos tornar livres e independentes?
Somos um mar de contradições, um amontoado de emoções, uma enorme quantidade de informações distorcidas, muita coisa oculta nessa "paisagem" aparentemente serena, bem educada, ou mesmo uma enorme tristeza e sensibilidade dentro de uma atitude ostensiva e violenta.Muita tempestades de areia que transformam tudo de uma hora para outra, e rodamos num círculo vicioso, com medo até de descobrimos quem somos realmente. Conjunto a todo esse processo de medo do desconhecido, existe um comodismo nato do ser humano, ou para os que são espiritualistas, do próprio espírito em admitir sua necessidade de enfrentar suas limitações, dizimar seus medos fantasiosos, se esforçar pelo aprimoramento pessoal, e este denota muita determinação e persistência, muito trabalho pessoal, luta interior em se auto-transformar, em buscar quem é e quem deseja ser daqui para diante e para sempre. As mudanças são constantes, é preciso lavar a alma de dor, limpar todo o negrume da 
 lama que jogam e seguir adiante. Cada experiência é uma oportunidade, a maioria de nós anda fugindo de sentir, pois foge da dor, da possível mágoa. Mas como aprender a amar, aprender a se relacionar, a aceitar o próximo como a si mesmo, sem ter a prática do exercício do amor? Por trás de uma tela de computador, por trás de uma tela de TV e um sofá confortável, detrás de uma janela, o homem é somente um mero espectador da vida, é preciso sair pra vida, atravessar as portas com o medo. O medo te guia até os limites que você suporta e te preserva a vida. A dor te traz próxima de teu coração, teus sentimentos verdadeiros, te faz íntima de você mesma. Em meio a essa vida no paralelo, o universo te faz se confrontar com certas encruzilhadas, estas sim são paradas obrigatórias onde você não terá escapatória.
Diante de si mesmo, você obrigatoriamente optará pela vida, na maioria das vezes, terá acima de tudo um caminho de busca interior, onde, ao final do caminho, você poderá encontrar consigo mesmo. É a possibilidade real de se bastar, se nutrir, se preencher com todo o arcabouço que existe em seu inconsciente e consciente, podendo assim caminhar na luz, ampliando em milhões de vezes o seu foco nesse enorme universo do qual é parte integrante , ao qual necessariamente precisa navegar e interagir.
Que a vida lhe reserve sempre a esperança, a perseverança de seguir em frente, apesar dos desafios impostos. Muitas vezes serão batalhas perdidas por sua ingenuidade, outras serão pequenas vitórias que precisam ser valorizadas.O processo é cumulativo e cada um opta no seu determinado momento em ser dono de si mesmo, mas sempre você estará seguindo em frente, compreenda seus limites, aceite os dos outros e se fortaleça através de suas fragilidades, elas te farão não se violentar, querendo parecer o que não é. Você é o que tem dentro de si.