Pensamento

"Onde quer que o homem vá , verá somente a beleza que levar dentro do seu coração" . Ralph W Emerson

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Segredos Guardados N'Alma

Eu sou até quem desconheço que irá se transformar dentro de mim.
Sou pequena, miúda diante do espaço, tenho medo de me jogar e não saber donde que vou parar. Gosto mais de ir "tateando" percebendo meu caminho. Rastejo pelos esconderijos de quando fui herói, o controle do corpo, o silêncio era ouro.Nessas vindas, vivi pouco, aproveitei menos ainda as oportunidades.  Restaram as lembranças esporádicas, o conhecimento e uma grande certeza aqui dentro de mim: Sou ainda mais do que acredito, quanto mais me olho, mais me encontro. Essa gama de experiências por vezes viaja em de'jà vu, um som, perfume, uma paisagem, estou eu de volta, conectando emoções, sensações, nada complexo, só um fio que me une à eternidade.
Eu sou muitas, menina, mulher, homem, velha, cabocla, sou dona de mim, rainha desse palco que é a vida, os vários personagens, as mais loucas histórias saem de dentro de mim. É um baú de memórias vívidas, um poço sem fundo, um túnel do tempo que me faz tão pequena e poderosa ao mesmo tempo. Eu transito nesses céus tal qual uma estrela viajante, sem horizonte, só nascente, o poente é transitório, um mágico piscar de olhos, e lá vou eu!
Eu sou essa terra quente, ardente, o fogo que lambe a mata, que come o que tem pela frente, como se a fome fosse eterna ansiedade, um medo enorme do fim, da inércia, as brasas se fazendo carvão denso e frio. Tanto tenho eu aqui para fazer, tantos desejos que correm pelas minhas veias, que aceleram meus coração, dão palpitação, tanto para dar, criar, trocar, como m o r r e r ? Quero ser eterna conscientemente, nasci para virar estátua, resistir aos ventos e tempestades, que venham os dinossauros, sobreviverei, mesmo que só, mas podendo me visitar.
Eu sou um eterno lago no meio de uma enorme floresta, rodeado de cheiros de mato, de flores, pássaros. Fico morgando no sol, olhando as montanhas lá longe. Sou vale fértil, são reflexo do meu interior, translúcida ao Sol e lamacenta ao entardecer. Gosto dessa minha casa onde me abrigo, me protejo dos curiosos invasores, daqueles que indignados, tentam me quebrar. Riscam minha superfície espelhada, quebram seus próprios rostos, resta a vergonha que desfigura aquelas mentes maldosas e frustradas, com faces distorcidas tais quais seu desamor. Minhas águas viram mágoas, criam círculos diante das pedras que me jogam, mas minha profundidade é maior e minha dor se desfaz no fim, me cubro imóvel de folhas do outono, engano a todos com meu capuz de bruxa, só meus olhos os vêm.
Sou devastação, vazio perfeito diante desse todo enevoado que me envolve, me traga para dentro de mim. Mais perto de mim me descubro, sou plena consciência, mais viva diante dessa minha imensidão. Me alimento do espaço que cavo fundo e me conecto à minha alma perdida, a resgato a cada noite, a cada olhar perdido, a cada insight, sonho, percepção aguda dessa que sou eu no íntimo. Alguém que quer mais da vida, quer se libertar dos próprios limites, que me protegem e me impedem de crescer, de ser tantas ao mesmo tempo, sem precisar  se esconder mais.

sábado, 29 de maio de 2010

Seja Um "Alguém" na Multidão

A gente passa e não olha, convive e faz performance de amigo, diz umas palavrinhas dentro das convenções, sente por 5 minutos e vira as costas. Hoje estamos vivendo num mundo "virtual" além da tela do computador, tudo muito passível de uma passividade comodista, covarde e nada comprometida com qualquer emoção. Até o futebol já virou treino de combate homem a homem das torcidas pelas ruas, já não mais deliramos pelos ídolos, eles agora são de plástico, cheio de emblemas pelo uniforme a sustentar o poder de outros maiores glutões do mercado. Basta que decidam, transformar o garoto bom de bola num espetáculo que carrega nas costas o pesado valor do sucesso e das cobranças resultantes desse comércio, o craque se perde e sobra pouco no que acreditar como torcedor sobre seu ídolo de plástico vendido nas bancas de jornais. A uma semana da Copa do Mundo, quase nada se mexe, nem uma bandeira reclama, proclama sua pátria, quem der mai, leva, é a Lei, o homem por dentro do uniforme é um mero boneco. Fico triste de ver como a cada dia nos distanciamos mais do ser humano que tem necessidades psico-emocionais, nos transformando em aniquiladas pessoas que vivem impotentes diante de tanta digladiação de nossos valores e princípios. parecemos bandeiras a meio-mastro em sinal de condolências e respeito à nossa própria derrocada.
Nem sempre percebemos o quanto nos aprisionamos a conceitos, padrões e nos asfixiamos de prepotência como se donos da verdade, verdade só nossa ou passada para nós como a única em quem confiar, seguir.Talvez seja um caminho mais fácil o da limitação pelo já experimentado, pelo magoado, pela razão em controle do que será no amanhã, cegos a um real e contínuo nascer e morrer a cada dia e a tensa realidade de precisar dizer adeus, deixar partir oque nos era caro e acreditávamos, para sempre. Ah... ainda bem que o simbólico, o lírico dos poemos, da música, da arte, de tudo o que está além do material e seguro, é expressão da percepção e sensibilidade humanas. Talvez sejam canais de expressão de nossos medos, nossos mundos ocultos,fantasias,segredos, de nossa magia em transcender nossos corpos e beber de outras fontes no cosmos.
Pena que a maioria se perde em si mesmo e se infiltra na vida alheia, curiosa das mazelas por trás do buraco da fechadura, loucos por encontrar do veneno com que alimentam as mentes insanas, ocas, não produtivas, de garras em pé para arrancar a pele de "santa" honesta e virgem das criaturas. Há um desejo satânico de apontar o mau no outro, de dar rasteira, difamar, criticar, de querer justificar a cômoda cara de paisagem em seguir os corruptos, em se apoiar nos ladrões de carteirinha, na impunidade dos governos, acreditando que servem eles de referência. Há que chafurde na lama dos porcos feliz por ser mais um na multidão. Com certeza a opção da individuação requer consciência de si mesmo, de quem é e o que deseja ser, ser pelo menos alguém, não um zé ninguém, um zé mané , um nick virtual, falso como seus dados, tão fantasioso quanto o que você acredita ser, um inútil, talvez lhe falte um dicionário, lápis e papel para enumerar suas qualidades, definir seus valores, realmente é de um listar sem fim de conteúdo relacionado que se vai adquirindo conhecimento e reflexão sobre o conjunto de ideias. No fim dá até para filosofar, mostrar a sua forma e significado, colocar limites, se proteger dos desvairados aproveitadores do nada,a tirar de quem tem, criando vazios materiais e cultivando amor de desapego. 
 A vida passa ao largo daqueles que são observadores, jamais esticam suas mãos, não brincam de Circo, não se arriscam a aprender, temem viver sem muros, se escondem dentro de sóbrios tailleures, grandes guarda-chuvas, galochas de plástico amarelo, cinturas grossas de uma espessa camada de carboidratos de açúcares e achocolatados. E  dá-le endorfina para ficar Zen(Sem) amor, sexo,ar, família, dinheiro, Deus...
 Essa solidão é quase uma sólida coluna de uma precisa estratégia de negar o sentir. Há quem me diga que "não se envolve, se apaixona",como se fosse um ser com tamanha grandeza estratosférica de razão, que ela ocupa toda a sua expressão mental negando qualquer espaço para o tal do cérebro que reage aos cinco sentidos, ao espírito que de certa forma interage e cria a graça divina da vida, que é o Amor. Ainda bem que o Amor vence sempre e independente do homem desejar criar o mundo,ele cria somente um mundo dentro dele, e quanto menos ele se encaixam o macro-cosmos, menos ele conhece de si mesmo, além do que ele acreditar saber.Cada um outro que contigo partilhar as cores do arco-íris, verás que o teu será mais colorido diante dos tons que te apresentaram. A cada olhar receptivo que esticares até o horizonte,encontrarás uma infinita curvatura que te fará imaginar os mais possíveis caminhos , e mais poderás sonhar em cruzar esquinas, estradas, fronteiras, mares, oceanos, serás então dono de ti mesmo, cidadão do mundo, um elo da corrente do bem, que se une,se enlaça, abraça, recebe e dá durante sua jornada pela vida.

domingo, 16 de maio de 2010

Os Que Cruzam Nosso Caminho

A gente anda, anda, anda e nem sempre se dá conta de todos aqueles elos que se uniram à nossa corrente durante a vida, muitas vezes só o fazemos quando estamos lá no túnel do tempo-espaço da partida para uma outra dimensão. Olhamos para trás e, como um filme, vemos nossa jornada e os que dela participaram. Eu, como sou uma pessoa que tem como valor o passado, o que já fui para me validar em como sou,gosto de olhar para trás e mesmo, observar a mim mesma no caminho da vida. Tenho tanto a agradecer aos que passaram por mim, atravessaram meu caminho, me guiaram. Uns lembro que foram junto, minha mãe, que devo à vida e a sobrevivência, tudo que me ensinou para que eu pudesse ser sua continuação, meu pai, que mesmo ausente, me deu seus genes que hoje me sustentam frente às mudanças, sem eles eu teria padecido de orgulho. Nessa travessia eu tive uma infância solitária, muita revista em quadrinho, romances de jornaleiro,colegas de escola, alguns professores que ficaram para sempre como exemplo de quem eu seria hoje. Os amigos a maioria temporários, raros os fiéis,mas cada um a seu tempo me deu oportunidade de conhecer um novo mundo descrito por eles. Houveram os do acaso, os médicos, terapeutas, profissionais que partilharam de seu saber, me curaram, apoiaram, me sacudiram e me fizeram despertar para uma nova pessoa.
 Muitas vezes me vi diante de encruzilhadas, para mim fases difíceis, momentos de escolha sempre foram solitários e com muito medo de errar. Nem sempre acertei no alvo,mas sempre fui de tirar o melhor da moral da história. Se foi dor, aprendi com ela, se realização, cumpri com minha missão. Acredito muito na sincronicidade da vida, na integração do micro ao macro, o homem em busca de si mesmo como um aprendiz a lapidar seu perfil de acordo com as experiências vividas através de suas próprias escolhas. Então, tudo que se põe no nosso caminho, tem um função, como também aquele que encontramos em cada esquina, que de certa forma, em dado momento, nós os acolhemos como personagens reais em nossa caminhada, fizemos deles presentes na nossa vida.A gente anos e anos não enxergando aquilo que não faz parte do mundinho que construímos, daí podemos concluir que quanto maior for nossa amplitude e disposição para o novo e desconhecido, maior será nossa adequação e integração a esse mutante universo. É preciso andar para frente, é preciso se colocar na vida de verdade, muitos andam na aba dos outros, nem aproveitadores são, são sim acomodados, "covardes" diante do esforço de crescer,amadurecer,se validar para se comprometer. Metemos os pés pelas mãos várias vezes na tentativa vã de ir pelo caminho mais fácil, de negar os limites, de desviar das bifurcações em prol de não tomar decisões. 
Rodamos em círculos, fugimos da reta final, muitas vezes preferimos perder a ter que competir, morremos de MEDO do castigo divino, da palmatória do mundo, da língua ferina dos maledicentes. Temos pavor da rejeição,da não-aceitação, nosso super-ego é nosso melhor árbitro, preconceituoso, rígido, punitivo. Aqueles que encontramos pela estrada, aos quais nos unimos por "n" carências, que invariavelmente tendem anos usar e abusar. Enquanto nos posicionamos sem definir limites próprios de nossa identidade, somos passíveis de invasões, abusos, admoestações, injúrias, até mesmo nos deixarmos destruir por esse tipo de energia sugadora e molestadora, sempre pronta a se aproveitar de nossas ranhuras emocionais. Muitas vezes a imaginação é fértil e os fantasmas se divertem nesse nosso mundão imaginário, cheio de dragões, megeras, lacraias, serpentes venenosas, invariavelmente o medo existe exatamente como delimitador do limite de cada um. Fazemos do medo o tamanho que desejamos, sofremos por antecipação,morremos antes de câncer, do coração, da anestesia. Estamos sempre à mercê de todas as possibilidades que nossa mente constrói, principalmente as negativas. Nos deixamos levar pelo manto da negatividade, da dita magia negra, do poder que corrompe, submete, mata, aquele que sobrevive à custa do medo e da ambição do homem. Ele existe, indiscutível, mas ele não é a única opção, somos mais do que o que acreditamos ser.
Somos a magia do amor, este estado de plenitude do êxtase do "estar vivo", somos abençoados pela divina oportunidade de ser feliz,sentir tantas emoções, sermos co-participantes desse universo, de conviver com a natureza,de crescer, criar, procriar, ser alguém em constante transformação.Somos LIVRES para ser quem quisermos, a escolha é nossa, independente de nossa origem,nosso ambiente, nossa história. Várias histórias contam o que foi exceção de uns poucos, pode ser nossa determinação em fazer diferente. Muitos dos que  cruzam nossa estrada são mensageiros de esperança, são mãos que nos dão colo, que nos colhem num abraço, são vozes a nos ditar canções de amor, que nos ensinam a tolerância, são companheiros, perfeitos "anjos-da-guarda" a nos salvar dos infortúnios,a nos fazer acreditar mais uma vez. através de sua conduta
Nada mais agradável do que podermos seguir em frente em paz,no nosso ritmo, procurando nadar contra a maré alta, desviar das pedras no caminho,mas continuar  faça chuva, faça sol, perseguir nossos sonhos e acreditar: "Somos o que fazemos de Nós". Não se esqueçam, estamos em eterna construção, somos falhos até para podermos compreender muitas coisas, mas sempre temos oportunidade de reavaliar e resignificar o que não mais nos é útil e nos faz sofrer, deixar ir pela correnteza e reconstruir um novo caminho,quem sabe saltar de uma cachoeira? risos ....


domingo, 2 de maio de 2010

Autoconhecimento - Preenchendo os Vazios de Si Mesmo

Nascemos ego, alguém com nome e sobrenome desconhecidos, somos aquilo que nos dão, o que nos fazem acreditar ser verdade e mentira, certo e errado. Por um longo tempo vivemos submetidos às nossas necessidades em sobreviver, crentes naquilo que observamos e deduzimos de uma forma reta, sem qualquer tipo de reflexão, somente a partir das nossas impressões e reações emocionais. Enquanto crescemos, somos uma ilha cercada por um mundo que nos ameaça e ao qual precisamos nos jogar. Somos sozinhos por natureza, nesse caminho de busca  de quem somos, enquanto protegidos, ousamos ir adiante, crescer, conhecer o que nos cerca, mas em algum momento da vida 
 nos percebemos tão pequenos, e muitas das vezes passamos por situações em que nos sentimos tão vulneráveis, inoperantes frente a todos os tipos de medos que nos assolam a alma. De repente somos obrigados a crescer rapidamente, na maioria das vezes é a dor de uma perda, a repetição de violência e admoestações que nos fazem conscientes de nossa falta de sustentabilidade, seja emocional, seja de base de valores e princípios que tenham formado nosso caráter e auto-estima, e assim sermos mais "densos", mais integrados ao nosso Self. Podemos nos sentir "pobres", ocos, é uma solidão interior causada pelo vazio existência, desconhecemos nossas potencialidades. Quem nos elogia? Quem investe em nos tornar livres e independentes?
Somos um mar de contradições, um amontoado de emoções, uma enorme quantidade de informações distorcidas, muita coisa oculta nessa "paisagem" aparentemente serena, bem educada, ou mesmo uma enorme tristeza e sensibilidade dentro de uma atitude ostensiva e violenta.Muita tempestades de areia que transformam tudo de uma hora para outra, e rodamos num círculo vicioso, com medo até de descobrimos quem somos realmente. Conjunto a todo esse processo de medo do desconhecido, existe um comodismo nato do ser humano, ou para os que são espiritualistas, do próprio espírito em admitir sua necessidade de enfrentar suas limitações, dizimar seus medos fantasiosos, se esforçar pelo aprimoramento pessoal, e este denota muita determinação e persistência, muito trabalho pessoal, luta interior em se auto-transformar, em buscar quem é e quem deseja ser daqui para diante e para sempre. As mudanças são constantes, é preciso lavar a alma de dor, limpar todo o negrume da 
 lama que jogam e seguir adiante. Cada experiência é uma oportunidade, a maioria de nós anda fugindo de sentir, pois foge da dor, da possível mágoa. Mas como aprender a amar, aprender a se relacionar, a aceitar o próximo como a si mesmo, sem ter a prática do exercício do amor? Por trás de uma tela de computador, por trás de uma tela de TV e um sofá confortável, detrás de uma janela, o homem é somente um mero espectador da vida, é preciso sair pra vida, atravessar as portas com o medo. O medo te guia até os limites que você suporta e te preserva a vida. A dor te traz próxima de teu coração, teus sentimentos verdadeiros, te faz íntima de você mesma. Em meio a essa vida no paralelo, o universo te faz se confrontar com certas encruzilhadas, estas sim são paradas obrigatórias onde você não terá escapatória.
Diante de si mesmo, você obrigatoriamente optará pela vida, na maioria das vezes, terá acima de tudo um caminho de busca interior, onde, ao final do caminho, você poderá encontrar consigo mesmo. É a possibilidade real de se bastar, se nutrir, se preencher com todo o arcabouço que existe em seu inconsciente e consciente, podendo assim caminhar na luz, ampliando em milhões de vezes o seu foco nesse enorme universo do qual é parte integrante , ao qual necessariamente precisa navegar e interagir.
Que a vida lhe reserve sempre a esperança, a perseverança de seguir em frente, apesar dos desafios impostos. Muitas vezes serão batalhas perdidas por sua ingenuidade, outras serão pequenas vitórias que precisam ser valorizadas.O processo é cumulativo e cada um opta no seu determinado momento em ser dono de si mesmo, mas sempre você estará seguindo em frente, compreenda seus limites, aceite os dos outros e se fortaleça através de suas fragilidades, elas te farão não se violentar, querendo parecer o que não é. Você é o que tem dentro de si.


domingo, 11 de abril de 2010

Festa Interior


Bem, sou uma eterna romântica,nunca quis um príncipe, quis sempre viver histórias de amor, por isso muitas vezes amei sozinha e me enchi de plenitude andando nas nuvens , sonhando... bati em vários postes e caí de cara no chão. Vai lá que doeu, me levantei e sacudi a poeira, continuei a acreditar no amor, pois eu o tinha dentro de mim, mesmo que por vezes amor negativo, dolorido, ele foi meu caminho de reconstrução diante de cada perda e transformação.
Hoje, renascendo na minha Revolução Solar, tenho meu coração em festa, uma sensação tão boa de ver tanto carinho dos amigos, de meus clientes, que se tornam amigos, até dos desconhecidos que partilham muito de si nas minhas comunidades. Hoje eu renasço colhendo doces frutos de todo um caminhar em buscar de distribuir parte do que aprendi de bom pela vida. É tempo de agradecer a todos aqueles que me deram tanto, até àqueles que me disseram não, aos que me guiaram e os que de alguma forma deixaram algo de bom deles comigo. O que sou hoje é resultado de tudo o que ganhei e perdi, mas sobraram o de melhor nessa segunda metade da vida, essa festa interior, que nem precisa de velas para assoprar, de alarde, basta esse pequeno discurso de felicitações que me enche a alma como a de uma menina num parque de diversões.
Suspiro fundo nessa noite fresca, ainda "molhada" da chuva de dor que me rodeia. Minha alma canta  uma alegria cheia de lamento, chama a natureza e pede calmaria, compaixão. A gente sabe que é preciso limpar os olhos cegos pela escuridão da ignorância, muitas vezes são nossas lágrimas a lavar a lama da dor. Mas existirão sempre mãos a catar o barro e construir de novo sob uma nova terra e, juntas carregarão órfãos no colo e serão elos de uma grande corrente de fé no ser humano.
Meu coração bate forte, cheio de amor,  feliz por mais um ano de vida, pela força e disposição que tive para enfrentar mais uma reviravolta, casa nova, e muitos planos pela frente. Meu horizonte me chama, meu Sol se ergue lentamente, numa preguiça de outono, resvalando pelas folhas frescas de orvalho da manhã, enquanto uma brisa forte traz as ondas até as rochas, espalhando gotas  de água salgada a salpicar minha pele, deixando um rastro de sal da terra.
Deixo minha chama interior acesa pela eternidade, a guiar meus passos ainda inseguros diante da minha inconsciência, a iluminar meus pés enquanto caminho em busca de  aprendizado sobre quem sou e o que ainda preciso aprender.
Precisamos ser "luz" em essência, luz que guia, que inspira, que dá a luz, que espera e tem esperança. Desistir nunca, mesmo que eu pare e atordoada não saiba por onde ir, o que fazer, sempre poderei mudar e refazer a partir da consciência. Meu espírito quer vida, seja dura, cruel, é meu caminho, mais uma oportunidade de poder ser "vida", estar viva, sentir, pensar, sonhar, desejar, conquistar, serei sempre pela vida!

quinta-feira, 25 de março de 2010

Íntimo e Pessoal

 Tanta liberdade e tão pouca intimidade. Tudo é permitido, a impessoalidade é meio de ser mais um cara-de-pau e o sujeito vira personagem. O mais interessante é que quanto mais as pessoas passaram a ter medo de se mostrar, de se expor à violência urbana, mais dentro das casas, das escolas, da sociedade, existe uma nova violência, o bullying, uma forma de massacre sociopata sobre aqueles que não "colaboram", seja por se excluírem, seja por se diferenciarem na forma da baixa auto-estima.A violência doméstica, consequência das frustrações e da falta de limite que um dos parceiros precisa colocar O assédio sexual por séculos criminoso e latente, se ocultando por trás mesas dos chefes, das paredes das casas e principalmente pela nojenta cumplicidade familiar em negar que são os próprios parentes próximos a cometer esse crime. A pedofilia outra que não mostrava a cara, escondida entre os porões das igrejas, colégios, em becos de tarados pornográficos que exploram a inocência e falta de discernimento de uma criança ou adolescente.Ter personalidade para desenvolver individuação para pela capacidade de se saber quem é, se sentir, se tocar, ser íntimo de si mesmo, saber se aproximar, se definir colado ao outro. Nada mais desestimulante numa apresentação olho no olho e aquela "mão mole-meleca" que tem medo de encostar na gente, indecisa, parece algo inanimado, sem comando, sem desejo, vontade, um horror.
Ainda hoje a escravidão existe, seja a submissão a certo tipo de modismo, seja pelo ofício escolhido onde o processo é de de nunca mais sair  depois que entra. É interessante percebermos que a impessoalidade é necessária, esta  traz um distanciamento e total isenção de comprometimento afetivo-emocional. Podemos exemplificar as amantes dos sultões e reis, a povoar os Harens, os jardins do palácio, as escravas brancas, as gueixas, prostitutas, políticos, traficantes, ladrões de casaca, etc. Todos viem numa linha imaginária onde se posicionam para sobreviver às intempéries da justiça, e nada mais factual que uma máscara sem o íntimo. Eles não partilham de si mesmo, não doam de si, são mercenários a fim de usufruir do contexto em que se "enfiaram" e manter-se ilesos, vivos até quando podem, raros aqueles que se desgarram da manada e se reconstroem.
Você se constrói a partir do referencial arquetípico que tem dentro de casa, sejam os pais, avós, um grande mestre. A criança segue e imita os heróis da vida dela, venera os que ama,  ama por que é amada e também por ter dependência total para sobreviver, aprende a amar, a receber e dar carinho. Umas são abusadas, psíquica, emocional ou fisicamente por aqueles que detém o poder. Quando começam a lutar pela auto-afirmação, é fundamental que haja o miolo firme, esse miolo é a coluna de sustetação do ser humano pela vida afora, o amor que ela recebe, o afeto que cultiva a partir de como é cuidada, confortada e estimulada a sentir-se amada e feliz.
O amor germina tal qual orvalho a umidecer  as delicadas pétalas de uma flor, como a carícia de um beijo,como a despertar essa pele com o calor do outro, a percepção da natureza da expressão de afeto. Essa gostosura do contato íntimo, a sensação de frescor de um banho, do roçar de corpos, do bico do seio molhado de leite, se oferecendo para ser sugado com prazer. Tudo é erótico para a criança, mas para aquele adulto que o cuida, acaricia, embala, precisa ser AMOR, puro, limpo, cristalino, respeitoso à total inocência. Desse amor nasce a auto-estima desse ser, que sabe-se amado e protegido.
O feminino tanto no homem como na mulher se converte na capacidade que aprendemos a lidarmos com nosso corpo, nossos desejos, nossas fantasias que afloram tal qual os arrepios e frios na espinha, quando todos os sentidos se eriçam em contato com o mundo exterior. A forma como nos conduzimos frente às nossas sensações e desejos corporais, o valor e naturalidade  que aprendemos a identificá-los, muitas vezes castrá-los, reprimi-los e distorcidos, causando limitações quanto ao natural bem-estar, que consequentemente resvala naquilo que definimos como sensualidade, a natural expressão do corpo, a sua condução e convivência,deixando aflorar por entre os panos que o cobrem, uma aura de emanações que o corpo exala e capta olhares de admiração e desejo.

Ser íntimo é que nem a água da correnteza de um riacho que segue seu destino, rumando por onde existe espaço, procurando preencher todo o caminho, lambendo as pedras, provando sabores, experimentando atalhos, se adequando a curvas e sendo receptivo aos que se juntam a ele, somando sensações, que se avolumam e vão se transformar numa gloriosa cachoeira, ruidosa da explosão de sua força do desejo, como um tem descarrilado  numa  frenética, explodindo em gozo num grande lago profundo e plácido.
Ser pessoal,usar o Eu gosto, Eu quero, Eu desejo, expressar suas vontade, aprovar-se pelo que é, pelo reconhecimento que obtém pelo esforço e dedicação ao que faz, a auto-valorização é um ato que começa que o incentivo amoroso dos pais a ensinar, não cobrando perfeição, mas sim a simplicidade de não saber e a disposição em aprender, vai terminar na atitude de vencer seus limites, e ter claro sua capacidade de mudar as coisas, de produzir. Sem amor, paciência ao lado do filho assistindo aos deveres escolares , sem atenção diárias, a criança germina em solo seco e a ausência de afetuosidade é constante, formando um adulto sem essa relação nutridora que o faz fértil, macio, amoroso ao contato com o outro.

terça-feira, 16 de março de 2010

Os Sete Pecados Capitais

A Meme  dos Pecados
O Desafio consiste em você mostrar como você lida cada um de seus Pecados Capitais e, sinceridade ae!!!
*Gula: Comer a toda a hora e/ou além do necessário;
Essa é dos meus pecados mais íntimos, adoro comer bem, comida bem feita, bem temperada e de qualidade e boa aparência. Não sou de ficar petiscando, de vez em quando castanha de caju, amendoim. E comida tem que sobrar, odeio isso de ficar dividindo quantidade para as pessoas.
* Avareza: Cobiça de bens materiais e/ou dinheiro;

Isso é meio difícil, odeio pão-duros, mesquinhez, não sou mão-aberta, mas economizo só por necessidade.

* Inveja: Desejar atributos, status, posses e/ou habilidades de outra pessoa;
Acho que quando era mais jovem, eu ficava azedinha quando minhas amigas casavam, devia ser inveja ou frustração, mas nada do tipo ter raiva e rogar praga e destruir o que o outro tem.
* Ira: É a junção dos sentimentos de raiva, rancor e ódio. Por vezes é incontrolável;

Minha raiva custa para se expressar na forma da ira, nunca bati em ninguém, No máximo tenha raiva de mim quando fico monga e sou passada para trás, de resto só muito da indignação como alavanca de virar o jogo e sair ganhando algo da situação.
* Soberba: Falta de humildade, alguém que se acha auto suficiente;

Auto suficiência é necessário na minha vida,mas não tenho dificuldade em pedir ajuda, em não saber algo, nenhuma vergonha de perguntar, adoro aprender e tentar mudar, são raras as inflexibilidades.
* Luxúria: Apego aos prazeres carnais;

Sem apegos, meu prazer  começa em lidar com meus desejos, a reação corporal, sem nenhuma dependência, vivo bem sem sexo e muito bem com sexo quando ter pra quem dar prazer e receber.
* Preguiça: Aversão a qualquer trabalho ou esforço físico.

 Minha  preguiça só acontece pra fazer exercício físico, preciso de um trator para me puxar pra caminhar, esforço de trabalho, de pagar contas, o resto sempre fazendo alguma coisa e muitos planos pela frente.
Quem quiser, leva o Meme (Di Gratis), basta ser um Pecador confesso, uia!
 


 

sábado, 6 de março de 2010

Um Conto Encantado


Coração Apaixonado Pela Vida

Na quietude da noite fria e cinzenta, ouvindo ao longe os latidos dos cachorros do sítio vizinho, junto ao crepitar da lenha na lareira da sala, o cheiro do chá de capim limão invade minhas narinas e me vem uma paz enorme que me toma o corpo e o peito. Estou só, em meio a montanhas e prados verdes, só a lua se mostra na noite escura rodeada de estrelas espalhadas pelo céu negro e  nublado, ela é minha companheira das horas de insônia, quando me arrasto até a minha poltrona favorita e fico admirando a noite através da porta envidraçada .
 A névoa chegou na serra e caminha oscilante por entre os pinheiros, o frio é suportável e o fogo interno cria uma atmosfera intimista e me sinto abrigada e protegida. Já se faz tarde, altas horas na madrugada e aqui estou eu a divagar entre a leitura do meu livro favorito do momento e minhas lembranças queridas.
 Um sorriso se põe em meus lábios e sorrio de satisfação , vivi muito, hoje sou uma "velha senhora" de 82 anos, a artrite já se faz presente em minhas articulações me deixando mais lenta para caminhar, mas talvez seja uma graça poder ir mais devagar pela vida. Tudo se tornou mais lento, preciso de mais tempo para focalizar em detalhes as imagens, mas quando minha retina capta os tons de uma flor em meio ao capim do pasto, me vejo observando-a com maior deleite, vejo sua graciosidade e elegância perdida entre os tufos do capim alto e tão serena ela , solitária como eu, se faz presente nesse universo.
 O caminhar hoje me dá mais dor ao querer ainda me manter com a coluna ereta, dito dos tempos de mocinha quando minha avó ralhava comigo sobre colocar as costas retas e a barriga pra dentro para manter a elegância, a bengala hoje me ampara e me faz charmosa de outra forma, e termino por valorizar mais cada passo que dou cuidadosamente, escolhendo as pedras por onde piso. Olho mais para o chão e percorro o caminho de forma mais verdadeira, sei das pedrinhas, raízes e declínios do caminho, minhas pegadas estão mais leves e faço paradas obrigatórias nos banquinhos do jardim.
 A respiração ficou mais dificultada, foram anos de nicotina a sacrificar meus pulmões, agora só inspiro perfumes naturais e de vez em quando um Chanel 5 em alguma festa importante. Foram muitos brindes em jantares comemorativos, muitos tin tins entre amigos e agora me inbrio com o cheiro da relva molhada pelo orvalho, pelo odor ocre do excrementos dos animais no pasto, pelo cálido perfume das rosas brancas que crescem embaixo da janela do meu quarto.
 O coração bate mais mansamente, o pulso está mais fino mas não alteraram as minhas emoções, ainda me sinto uma menina quando invento de fazer alguma travessura, ainda consigo arriscar uns passos de dança ao som de um bolero e ainda sou uma ardorosa romântica que passa horas e horas a rabiscar poemas contando o que sei e o que ainda não do amor. Foram alguns amores, uns perdidos pela impaciência, outros cultivados pela inteligência, mas só um guardado para sempre como diamante precioso.
 Ah como eu amei, amei aos poucos, fui amando por impulso, depois esperei pelo amor do outro, crente eu que era só o que bastava, só depois percebi que era um amar sem fim, pois o amor do outro me fez o amar mais profundamente e perdendo minha razão, fui me encontrando na emoção desse amor. Tentei explicar muitas vezes, nunca cheguei a grandes conclusões, sempre faltava algo a concretizar nesse amor e mesmo sem exigir eu o queria de forma mais completa e total. Fui amando o que tinha e descobrindo que podia ter mais quanto mais eu amasse e soubesse esperar.
 Passei amando e esperando e nunca insatisfeita fiquei porque tive mais do que pensei ter, porque jamais imaginei sentir o que senti e vivia a agradecer por poder ter alguém tão maravilhoso, aos meus olhos apaixonados, para amar. Foram tempos e tempos a sentir seu cheiro em  meus lençóis, horas e horas a trocarmos idéias como velhos amigos, quando vezes ficava a acariciar suas roupas com carinho quando ele longe de mim se encontrava, inúmeras expectativas de ouvir sua voz ao pegar o telefone, muitos momentos de nós dois.
 Atiço as brasas da lareira e reavivo as pequenas chamas e me vejo nelas, brasa adormecida de amor, amor que carrego em meu coração, amor que me fez dar mais valor à minha vida e a tudo o que fui, sou e serei nessa vida. Ainda não acabou e torço a cada dia por mais um pouco de tempo para poder usufruir da minha história, hoje como lembranças e saudades que acalanto sem dor.
 Sou feliz, apesar dos limites impostos, ganhei novas dimensões de ser idosa, cresci mais e amadureci inteira, plena de vida, o grande mistério que me trouxe até aqui e agora.
 Com carinho.
San
29 /11/ 2003


sábado, 27 de fevereiro de 2010

Lembranças carinhosas

Lukas me deu esse selinho, ele já sabe da minha chama interna que quer estar sempre acesa.  Beijo e obrigada.
Que a sincronicidade da vida que nos uniu numa encruzilhada, nos fez tomar consciência de vida de um e do outro, seja apenas o início de uma troca e soma de nossas coisas. Que possamos aprender e ensinar um com o outro, que a sinceridade e respeito seja o leme de caminho amigo a dois. Lukas, vamos nós em frente, juntos! 
Ofereço esse Selo e Declaração de Amizade a:
- Desassossegada
- Pri ♥ ♥ ♥ 
- Graça

Esse veio do Lukas, meu Anjo, e só tenho a agradecer por ter ele a meu lado nessa Blogosfera que faz a gente encontrar gente de verdade. O bom que tudo é meio que "por acaso" e produtivo. Somos transparentes, gosto disso, dessa coragem, ousadia, é uma pitada de pimenta nos olhos por trás dos óculos escuros de muita gente, incomoda, pinica, coça, mas serve de exemplo de quem , apesar de tudo, se ergue em cima de si mesmo.
 Este ofereço a alguém especial, uma amiga que se desnuda sem precisar tirar a roupa. :) - Loira Desassossegada.



    


quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Medo , Cativeiro da Ignorância

Como a gente se engana, nega nega e nega com veemência o medo, talvez seja exatamente o grande medo que traga a flor da pele a grande coragem,seja para enfrentar o desconhecido, o monstro, o ladrão, seja para dar cabo da vida num instante de pura ilusão do FIM. Vejo os que mais esbravejam, que mais ardor lutam por sua sobrevivência, como se se vissem sempre ameaçados. Tem um mar de medo correndo pelas veias, um pânico que aumenta a batida do coração, uma angústia de larva corroendo as entranhas que toma conta do corpo, atordoa a mente, "cabeça quente",idéia fixa, pânico, e adeus racionalidade, ponderação.O homem é tomado por esse mar de larvas incandescentes que lhe põe ardido em seu último grau de estresse.Quando convivia com psicopatia no Instituto de Psiquiatria da UFRJ, meu trabalho  foi exatamente sobre os medos, fobias que eram em parte formadores daquele comportamento ultra-mega-power (by Desassosseda) do povo que oscila nessa trilha da Bipolaridade, vide my mother, Bipolar Ligth com tendências à Depressão, somente um episódio de Euforia, no resto uma Mania básica para manter o padrão de controle satisfatório a ela.
O medo é como uma prisão A qual nos acorrentamos, ele é nosso fiel amigo, tão próximo e íntimo que ficar sem ele, talvez seja perdermos essa percepção da vida, tudo bem, uma percepção de alguém frágil e desprotegido que em algum momento se abrigou por debaixo do manto do medo. Aquilo que te aprisiona, te protege. Da mesma forma a Mania é um comportamento condutor de manter o indivíduo "aceso", como se precisasse desse calor extra, dessa dramaticidade para não conviver com a depressão ou sua fuga da vida, do enfrentamento da realidade.
Muito ali originário dos medos infantis, da convivência onde não houvera base que sustentasse essa fragmentação  psiquíca e, na maioria das vezes em algum momento o sofrimento emocional rompe a barreira da consciência e derrama as larvas e a dor se faz presente, seja no auto-engano da Mania ou na descida ao tártaro da Depressão.Enquanto uma parte quer se salvar a qualquer custo, se defendendo com a espada de São Jorge, ceifando tudo o que vem pela frente, a outra parte se entrega em desespero profundo, numa fuga alucinada, numa negação da vida, no embotamento e união com a dor.
Essa mente vagueia pela noite escura, pelas sombras da lua, caminha léguas e léguas numa busca insana por compreensão. Tudo é difícil, complexo, há pouca luz da verdade, encoberta pelas nuvens , tolindo o ser humano de enxergar a si mesmo de forma distinta, trazendo forma ao caminho e distanciamento da dor emocional, da marginalidade da doença. 
O Sol que reina dentro de nós, que é símbolo de luz, existência, vida, ele renasce a cada manhã, como se fosse a saga de cada indivíduo, buscar a luz, sua identidade, sua individualidade e daí poder saber quem é. Mas o Sol nasce pequenino, sua luz diáfana enquanto dependente, sua inocência é vítima dos abutres que pegam presas fáceis, muitas vezes a luz  interior germinará como fonte divina dentro do peito, mas não germinará devido a ausência do Sol. Assim se formam as mentes medíocres, a ignorância que residente a intelectualidade. É quando o indivíduo, diante do conhecimento adquirido, não sabe fazer uso adequado deste, ainda vê o discurso do outro como algo distinto do que a sua mente soberana acredita. Esse homem despreza provas, científicas, distorce Leis, corrompe qualquer coisa que se interponha em seu caminho. Ele só enxerga a si mesmo como um grão de areia e faz destegrão um falso diamante, é o medo da insignificância que o faz ir derrubando a tudo e a todos que possam mais que ele, pois ele não sepercebe, não se enxerga, é somente a sombra dele mesmo , desfigurada pela noite escura, sem propósito, de um zumbi ambulante que despreza os fortes pelo medo da luta.
Seja Sol, brilhe, os desafios te apontam teus limites e redimensionam tuas fortalezas