Pensamento

"Onde quer que o homem vá , verá somente a beleza que levar dentro do seu coração" . Ralph W Emerson

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Falando de Amor

Amor , essa sensação que nos faz sentir em total plenitude, é sinônimo de vida, a gente vibra numa frequência ímpar. O amor "acontece", não adianta a gente se produzir, grife da moda, horas de chapinha no cabeleireiro, aquela bundinha durinha e bronzeada, no fio-dental. Aos homens lhe sobram os tórax de guardiões, , coxões musculosos, aqueles executivo que passa deixando um ar de perfume marcante. Idealizamos ser objetos, foco do amor de alguém, claro que na maioria das vezes é o nosso amor que cresce e aparece. Idealizamos nosso alvo como aquele que nos fará feliz, seja ao corresponder aos nossos ansiosos olhos, seja uma parcería maneira de um cotidiano de trocas prazerosa.  Uma estratégia de coquista, como se nos transformássemos em cupidos,  aprendendo a içar pelo ar solfejos de amor em flechas, capturando corações apaixonados. esse amontoado de sentimentos, sensações , algo impalpável, inexplicável e quase  também inconquistável. 
Será que somos nós que procuramos pelo Amor?
Ou é o Amor que nos encontra?
O amor acontece, no meu tempo dizíamos que precisava tocar sininhos, as mães rezado para Santo Antonio..."que seja para o bem de minha filha...". O encantamento era e até hoje é a reação mais interessante e abobada que o amor nos deixa, ficamos nas nuvens. As várias formas de amor me fazem acreditar que o amor está em nós,  faz parte de nossa essência, é o alimento da nossa alma, uma das nossas grandes formas de expressão. Aprendemos a amar com quem nos ama, é o exercício do "amar ao próximo" que nos faz mais humanos, o carinho e atenção, a proteção e exemplo que temos em torno de nós , criamos um mundo de valores  e acreditamos serem eles, verdadeiros. Creio eu, nascemos em busca de descobrir quem somos, para tal precisamos pertencer, sermos aceitos e amados para sobreviver. A  maioria de nós sabe de sua origem, não compreende o enorme nível de interdependência que vivemos inconscientemente. Passamos por fases, vencendo desafios, brigando pelos nossos sonhos, acreditando em muito do que nos dizem, criticam, raros são os incentivos, os estímulos. Somos fruto do sexo, da Lei maior da Procriação, enfeitada de tesão e afeto, apimentada por paixão e solidão e, dentro de nós , além de todas as coisas que criamos e acreditamos existe  o amor, como se fosse uma alma  sôfrega carente da essência amorosa. Pode ser um monte de sonhos de princesa, uns criam pesadelos desenhados nos monstros da rejeição , alguns saem pela vida como cavalheiros galantes a cantar serenatas às janelas de suas amadas. Há cenas tórridas de sexo, triângulos amorosos, casamentos longevos de duas mãos dadas, unidas para sempre, suspiros de saudade por tudo de amr que se viveu.
É uma onda, a paixão é que nem correnteza que puxa, domina, te carrega, ela cresce  e derruba até os mais habilidosos. Tudo é intenso, rápido demais, o fogo se extingue tal qual pavio curto ou fogos pirotécnicos , uma enorme encenação, flores, plumas, música de fundo, mas parece capítulo daqueles romances de cabeceira. Depois da tempestade, tem gente que chora frustrada debaixo do chuveiro, gente que paga e vai embora, alguns ficam esperando pelo telefonema no dia seguinte, eita ansiedade! Brigas, ciúmes, posses, traições, manipulações, chantagens emocionais, sedução, são circunstâncias que fazem um jogo da nossa procura pelo amor, não o amor-homem, nem o amor-filhos, amor-animais, amor-família, somente por essa possbilidade de viver o Amor. Tudo isso é um caminho do aprender a amar, a gente quer ser amado, faz tudo para que nos amem, mas o amor está dentro do outro, teremos cada um de nós a tarefa de cultivar o amor em nós.
Cada um ama a seu jeito, vai aprendendo a amar com cada um que lhe toca o coração, até com aqueles que lhe negam o amor, é preciso compreender que a relação de amor precisa de dois parceiros dispostos a amarem-se e preservarem esse amor. Preciso aprender a perder quem amamos, a começar de novo, abrir espaço e amar de novo. Durante a vida inteira queremos tanto amar e sermos amados, mas temos mágoas, dores de amor que maculam nossas crenças . Fugimos do amor, trocamos por sexo, negociamos por segurança, pior de tudo, acreditamos não sermos merecedores do amor de alguém. De certa forma estamos em algum momento carentes, podemos ter tudo, mas falta aquilo que não compramos nm conquistamos. Não aceitamos que ser rejeitados porque somos pobres, magros, gordos, oitos demais. vivemos à procura da fórmula mágica de "possuimos" quem amamos, cegos totalmente ao desejo alheio. desmerecemos nosso amor quando precisamos ser mais ou menos para que o outro nos queira, quem ama aceita o outro como é.
É na simplicidade que encontramos a beleza da vida, o que se faz com amor, cresce pela expressão do amor. O amor é um trabalho cotidiano quando aprendemos a nos auto-valorizar, a nos posicionar diante do outro, se adequando a possibilitar a felicidade de quem se ama, como para preservar a nossa rópia auto-estima. A intimidade talvez seja o primeiro passo de comunhão entre duas almas, é um processo de confiança, cumplicidade, sinceridade, postura crítica, tudo feito com um olhar amoroso. Assim numa relação amorosa, seja entre um casal, entre pais e filhos, irmãos, sócios, haverá sempre algo fundamental no amar de quem se ama, a distância ao olhar quem ama,  um espaço-tempo para refletir, refazer, consertar, admitir erros com humildade, perdoar, ter coragem em dizer adeus quando o amor acabou. 

"Por ser exato o amor não cabe em si
por ser encantado o amor revela-se
por ser amor invade e fim"
Trecho letra música Pétala - Djavan


domingo, 30 de janeiro de 2011

Consciência - Uma luta árdua pela sobrevivência


Sonhamos  para que seja a fantasia nossa fábula, preferimos príncipes e dragões, bandidos e mocinhos dos livros, das séries na TV. Preservamos muito daquilo que acreditamos desde pequenos, continuamos sendo uma essência em plano de vôo de consciência, tímida, temerosa de pular no vácuo e acreditar que pode voar, somos dragões sem fogo nas ventas espantando os duendes da floresta. Nos fantasiamos de fadas ou feiticeiras, contamos mentiras enormes  às ninfas do lago encantado, de vez em quando nos reunimos em círculos e dançamos a dança da chuva, fazemos fogueiras para queimarmos nosso passado de desamor e dor.Somos deuses heróis, nos transformamos naquilo que os outros desejarem, por vezes chegamos ao topo, ficamos famosos seja por talento, seja por escândalos, difamados, jogados na lama da quadrilha de fraudulentos, somos do outro lado dessa têneue margem,  entre a areia e o horizonte no mar , pequenos caramguejaos , bebês-tartarugas saindo do ninho, prontos a sermos decapitados pela violência da forme anárquica dos abusadores. Junto estarão nossos heróis defensores idealistas da preservação da natureza, aqueles quase 'missionários da paz, que desejam salvart o planeta. Muitos de nós nos fantasiamos de palhaço indignados por baixo do falso sorriso pintado na cara. Somos personagem de um mundo onde a identidade não existe a não ser para pagar impostos. somos ainda a plebe ignorante de um universo onde a quantidade é trocada pela qualidade, onde fanáticos/espertalhões usam do discurso e da grana que circula através de correntes da fé,poe entre os acordos de conchavos políticos, somos apenas uma massa de mentes desordenadas, seguindo falsos guias, ansioando pelo encontro de um oásis no deserto onde falta resoeito às crianças,  dignidade nas relações comerciais, fraternidade com o próximo(vizinho, parente, colega de trabalho), somos dadores e nada cobramos pelo que é nosso direito, nos unimos nas tragédias, mas não limpamos a contaminação da raiz do problema, finda a crise, continuamos levando a vida pulando sobre as nuvens.
Somos alma delicada como um broto se erguendo em direção ao céu, a um cosmos, somos uma essência que mal se põe de pé e é bombardeada por tantos mandos. Nem mesmo ela sabe quem é e precisa ter algo que a identifique, seja um nome de pai, uma qualidade de bastardo, manco, gordo, bela ou fera, nerdes ou antas, ninguém escapa do burburinho das músicas, do som dos tambores, do odor da maconha nas vielas e praias, da névoa de prazer da cocaína, da embriaguês da 'cana' do boteco, da total privação dos sentidos do crac, da louva viagem fantástica das ilusões perdidas. Verdade, queremos tanto crescer e ser "gente GRANDE", mas a falta dessa consciência de si mesmo, da responsa em viver e conviver nessa realiade NUA e CRUA que a gente rejeita veementemente!!!
NETUNO nos torna parte de um todo onde a meta é a dissolução do entorno que te disvirtua do caminho, que te ilude, cria atalhos suicidas,  que te faz sonhar além da tua própria  possibilidade de viver esse sonho. Netuno entando em Peixes  vai lavar as escadarias dos palácios dourados com ouro de tolo, nos fará mergulhar fundo nesse lodo mafioso de santificadas pessoas que te fazem o bem , te tirando o que tens. Muita água vai rolar , avalanches de lixo acumulados nas encostas da corrupção com as drogas, armas, com o poder público abusador, tudo será disimado e achocalhado, desde o trânsito de urano em Peixes. Agora  talvez nos sintamos mais sós diante de nosso reflexo no espelho quebrado, mais lágrimas reverterão paralavar nossa alma , para descarregar  nossos fardos da isenção de uma atitude consciente. Poucos serão aqueles que coragem terão de mergulhar profundamente em sua inconsciência, e se revelar como espírito, self, como apenas um elo de uma infinita corrente de humanos que precisam continuar a trilhar esse caminho em busca de luz.
"O buscador é aquele que diante do erro,ele pára e volta atrás para aprender. o erro é apenas um degrau que faz o indivíduo repetir o caminho , a cada vez que ele volta, menor é o caminho."

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Urano - Transitoriedade Entre o Passado e o Futuro

A morte nos ensina a transitoriedade de todas as coisas.
-- Leo Buscaglia
Por vezes me perco  nos fios das meadas das linhas e lãs dos meus trabalhos manuais , mesmo que o embrolho seja complexo, com paciência e boa vontade eu desmancho os nós, por vezes desmancho parte d trabalho , pois encontro uma falha e, lá vou eu começar tudo de novo. É tudo novo , mas não tão novo assim, de alguma forma aquelas malhas tinham já sido tecidas, formavam um desenho  e agora, já traziam marcas em suas fibras. Junto existia eu, que sendo dona das mesmas mãos, já estava num outro tempo a frente, repetindo ponto a ponto, corrigindo a falha anterior. Nessas horas em que minhas mãos trabalham, minha mente voa, e como voa... se mente numas encruzilhadas, cruzando aspectos astrológicos, arquétipos mitos, expressões planetárias. Muitas vezes paro e vou escrever um título de um tema a ser estudado e desenvolvido mais tarde.
Nesses ritos de passagem , as festas que sempre celebraram nascimentos e mortes, fins ou rendiam homenagem ao poder do universo personificado em deuses. Sempre há um desejo comum a todos, um querer o  melhor do futuro, uma torcida mundial que se une naquele ínfimo momento do tempo a rogar, orar e almejar ao som das trombetas uranianas, a ruptura do velho ano, como se o brilho e o som estrondoso dos fogos de artifício quebrassem a barreira do tempo. O novo nunca é tão antagônico em relação ao velho, o espaço de Urano é  Cosmos, onde tudo se conecta, se entrelaça, depende um do outro, cria e recria. Tudo é reação à uma ação anterior, uma consequência produtiva que tanto cresce, se materializa desde a origem de um insigth, uma luz um impulso.
Fala-se tanto do poder de ruptura de Urano, mas  quanto ele está associado ao poder edificante de Saturno, seu colega de regência de Aquário. A consciência da razão é Saturno e o despertar de uma nova consciência é responsabilidade de Urano, aquele que alimenta o fogo do conhecimento.
Um caminho em constante movimento , em ondas que dinamizam esse caminho. O máximo é que percorremos esse esmo rumo, indo e voltando para consertar, atropelamos e vamos de cara no chão, somos atropelados pela nossa própria "ausência", caminhamos como autômatos, nos agarrando a tilhas que nos direcionam a a rotas dos que abriram caminho, que venceram, nos cercamos de grades, blindados, inteligência, títulos e, de repente, o inesperado, um tio, um estilhaço de vidro, uma bomba e tudo vira pelos ares ou de cabeça para baixo. Nem sempre o choque o terremoto é conscientemente assimilado, parecemos náufragos tentando nos salvar do passado certo, com medo do incerto. Muitos de nós temos MEDO DE SER FELIZ, de nos jogar na vida como um malabarista, medo do risco da TOTAL LIBERDADE, não é fácil viver sem cercas ou ter a coragem de colocar seus próprios limites para ão querer ser invadidos, magoados, desrespeitados, basta reagir ao velho conhecido, seguro que nos deixe voar para além do conhecido.
Bon Voyage !

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Procurando o Espírito de Natal

Ando naquelas fases onde não dá mais para disfarçar, nem muito preocupada com o que vão pensar. Aliás, o povo já pensa mal, curte a desgraça alheia como se fosse vampiro esperando pelo sangue. eu acho isso degradante no ser humano, lógico que continuo sendo humano e vivenciando meu lado sombra, mas CARACA, tem gente que esqueceu ou nunca aprendeu o que é SER HUMANO, espírito humanitário necas, fraternidade? vixe! Amorosidade? 
Eu tento todo dia sobreviver às minhas neuroses, meus medos, convivo com minha vulnerabilidade e descubro o quanto eu fingi ser forte e o quanto continuo me esforçando quando me descubro e tento me modificar. Mas muitos que eu olho pelas ruas, aqueles que estão nas manchetes dos jornais me espantam. Não sei onde o homem tanto se buscou que se perdeu de si mesmo, foi compreender sua capacidade mental e quase virou um robõ destruidor, acabou nos divãs dos psicólogos, chorou, chorou e saiu amargo e desconfiado  com o amor. Tantos séculos, milênios e me deparo com um homem da época da Pedra.
Tentamos viver uma ficção do antigo Far-West,  mocinhos e bandidos a trocar balas, hoje até a 'inteligência" do bandido está em alta, ele paga ! Muita estratégia política, alguém sempre vai ganhar por baixos dos túneis, salvo o povo que pode respirar um pouco de liberdade, tudo é ficção, a realidade é uma ficção onde se precisa montar roteiros, fazer firula para mostrar serviço. É triste  ver a montanha de maconha, cocaína e crack, não pela quantidade de droga , mas pela quantidade de usuários que compram essas drogas. É muita gente 'mamada' , muita mamata de graúdo que inexiste dentro do roteiro. Fico imaginando quantos pais nem se dão conta que os filhos usam drogas, se alienam porque vivem numa família alienada, salvo exceções, a maioria de nós é culpada do estado em que nos encontramos.
Do outro lado da evolução intelectual vem a barbárie do preconceito,  da ignorância, da selvageria que anda virando lugar comum. Antes ainda os terroristas matavam por liberdade, ideologias, os religiosos matavam em nome de Deus, os fanáticos viravam  homens-bomba, agora qualquer um mísero infeliz agride e mata, seja por uma briga no trânsito, por uma imbecil intolerância  ao um outro ser humano, seja o outro homossexual, prostituta, pela cor da pele, pela camisa do clube de futebol, por ser criança abandonada, por ser pobre e "sem direitos". Hoje nem precisa mais ser bandido, ter arma e poder nas mãos paara destruir uma vida do nada.  A que ponto chegamos, por onde andam os pais desses delinquentes  que saem pelas ruas matando quem os desagrada. Quem eles acreditam ser? Talvez sejam tantas bolinhas de extase, tanta maconha, cocaína, tanta falta de exemplo dentro de casa., são todos uns MERDA!
Os FRACOS se apoiam nas suas próprias debilidades e se tornam perfeitos selvagens, se auto-afirmam ao abusar de menores, a violentar pessoas, a humilhar , massacrar seres humanos, xingar, menosprezar. Muitos são mais desprezíveis porque são cultos, se dizem até cristãos, não conheço cristandade sem fratermidade e aceitação, mas somos todos humanos e falhos. mas o que me dói é a ausência de arrependimento, é a convivência com o que tem de podre dentro de sua própria família e nada se faz,  vive-se ao lado de quem se despreza,  cala-se por não ter qualquer desejo de somar e modificar, não se luta por se salvar desse lodo que se senvolve e  tira o impulso de se erguer e começar.
 É tempo de parar para pensar em fazer algo dentro de si mesmo,  de se perdoar e ter compaixão, mas além disso, fazer algo para modificar esse buraco negro onde estamos nos atolando. Vergonhoso sermos pessoas, a maioria, a contemplar esse fim de mundo. Que neste Natal possamos nos comprometer mais com o que acreditamos,que sejamos participantes, executores de ações que nos orgulhem como seres humanos. que sejamos pais mais conscientes, educadores, exemplo aos filhos que criamos para serem pessoas de bem no mundo, que possamos nos orgulhar do que honramos com nossa palavra. Que a palavra AMIGO seja maior em valor, seja vínculo de sinceridade, meio de apoio e incentivo, ponte da soma das verdades e diferenças de cada um. Que juntos, amigos, amantes, namorados, casais possam partilhar de projetos de felicidade a dois, que se unam pelo amor, que sejam responsáveis pelo que semeam na intimidade e que sobrevivam na sua individualidade.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Como Uma Onda

 Venho tal qual um náufrago diante de uma tsunami emocional, talvez meu Urano em leão de casa 12 tenha acionado seu propulssores  e a "bunda inconsciente" da minha casa 12 tenha sido sacudida pelas minhas aritmias cardíacas e fiquei lá, em algum lugar do meu inconsciente, paradinha, creio que minha Lua capricorniana jamais admitiria o medo, mas caiu de joelhos frente à sua própria fragilidade.
Toda vez que nos pomos numa atitude de muita rigidez, nos cobrando jamais nos deixar aquenrantar, construímos pontes fixas, tão arrojadas, muros altíssimos  que nos tiram a visão da realidade do pé no chão.  carregamos todo o peso dos nossos medos, e ainda de quebra a mula que vive empacandocom dor lombar, dor ciática, dor nos quartos e até nos quintos dos infernos. O negócio é não esmorecer diante dos "ataques", sejam das balas perdidas, daqueles que torcem pela manchete dos nossos fracassos, seja pelo simples fato de tantos nos exigirmos e enfim vamos falhar. a fantasia de uma Lua regendo casa 12 pode ser uma IMENSA descomunal FRAGILIDADE,  no meu caso Capricórnio deseja sobreviver a todas as inteméries como uma heroína mitológica. Eu vou me guardando na casa 12, vou me escondendo tanto quanto me sinto umfolha ao sabor do vento, fujo literalmente de poder ser magoada. eu lá da casa 5, onde minha Lua se deita, "mato a cobra e mostro o pau", me violento e venço quase todas as "batalhas", quase todas começam dentro de mim, me testanto, negociando  e me desafiando para o novo.
Eu sou daquelas que diante de da oposição mais forte eu fico. Nada mais medíocre do que aquele que derruba o adversário porque é covarde e incompetente  para lutar de igual para igual. Hoje já posso dizer que sou de outro século, prisioneira das antas que atendem os telefones nos atendimentos aos clientes, aquilo é de matar. eu, pentelha, vou até o fim, tem vezes que são eles a se assustar com minha educação e sociabilidade ,raro porque na maioria eu desisto, eles entendem menos que eu, ficam ali na frente da tela repetindo  sem noção. então, eu to sempre subindo a rampa, vai ter sempre o povo que manda bala, pedra, puxa tapete, mas de uns eu desvio, outros mais espertosme superam e rolo montanha abaixo. Mas levanto cheia de ira ariana, limpo as mãos, mertiolate nos arranhões e começar de novo. depois de muitos trancos o coração balançou e ficou ouriçado, agora tem taquicardia e hipertensão. Please sem dramas, medicada, controlada, mas hora de ficar mais meiga com a luta da vida.
Dentro de mim mora um anjo, não tem asas, faz sexo, adora umas travessuras, brinca de roda, acredita no que gente fala e escreve hahahaha, é uma criança séria, não de tristeza, mas porque foi educada a "ser de confiança". ela é carente, mas por medo de se meter em encrencas, ora que já enfiou o pé na jaca algumas vezes, mas sempre sai quase ilesa, ela tira de letra as diversidades, roda e gira e descobre o quanto ela ganha a mais podendo ter um tanto de cada coisa. Como toda criança é egoísta, mas rejeita qualquer tipo de "truques". Ela já andou por meio mundo, seus pés pisaram várias construções e ele percorre rotas por onde muitos caminharam. ela sente o calor daqueles pés descalços, das calosidades nas botas de couro, das feridas dos viajantes, no ritmo saltitante dos equilibristas, palhaços, a umidade das lágrimas a criar marcas no pó da terra. ela vive dentro de mim, se isola e conecta com almas que alienadas vagam pela estrada, uma solidão interior daqueles que não se escutam, se embriagam de emoções, de drogam que matam a dor, mas não curam o coração ferido. ela talvez, com certeza, seja uma idealista, mas sendo assim ela tem a fortuna da compaixão  que passa a compreender diante de sua própria dor. Daqui de fora não existe tragédia nessa história, somente uma longe e opulenta atividade, talvez só assim, nessa roda-viva, ela possa sobreviver e materializar suas emoções numa busca constante por ofertar aos demais o que ela aprendeu diante de suas descobertas. Nada é defeito, é sim circunstancial ao que cada um precisa.
Muito do que eu ganhei pela vida eu tento partilhar, claro que telas de aço aos vampiros e flores ao amigos. Verdade acima de tudo, jogar comigo é jogar fora, a solidão é esse pátio imenso de flores, frutos, água da fonte, pássaros no céu, meu universo interior é rico, por isso eu me deito ao sol nas folhas de outono e me aqueço o coração de Leão.
Bate bate coração...
San de volta...

domingo, 15 de agosto de 2010

Os Descrentes e Desacreditados

Meus últimos assuntos andam quase lacrimogênicos e vitimados, bem no clima de Netuno-Peixes,tenho Vênus em Peixes na casa 7 em trígono com Netuno em Escorpião na casa 2/N.L.Norte/Júpiter em Libra e esses 3 fazem sextil com Plutão no ASC em Virgem, oposto à Vênus. Meu Plutão no ASC já foi um escudo de aço a me ocultar da multidão, hoje faço dele um poço de águas profundas onde observo o outro à distância, através das visões simbólicas que estudo e pesquiso.
Minha Vênus pisciana anda num íntimo sextil com Plutão,em exatos 3 graus, me sinto um farol solitário lá na ponta da enseada da vida, observando o ir e vir de navios na forma de eventos que se sucedem e no qual sou apenas espectadora. Por vezes me sinto aquela única alma residente do farol, munida de um barquinho,uma luneta e do tempo entre o Sol se por e a Lua chegar. É nesse "entardecer da vida" que me dou ao direito de contemplar o movimento das ondas do mar, a forte rebentaçãoque se atritacom as rochas, parecem duas forças a se enfrentar, no auge o gozo e a espuma deita sobre a superfície de seda da pedra e a envolve carinhosamente, se derretendo em borbulhas de prazer.
A cada dia percebo que a tecnologia nos cobra sermos máquinas, ou aprendemos a digitar, a nos comunicar nessa nova esfera de programas de relacionamentos, redes de e-mails, seremos "ilhas" na escuridão.Acho muito estranho compreender que nos colocaram atrás de máquinas, somos endereços eletrônicos, um montão de nicks e senhas para os trocentos sites em que penetramos virtualmente. Nos rendemos ao veículo virtual para nos aproximarmos dos outros, voltamos para as cavernas do tempo da pedra, agora basta comprar no mercado virtual, comida, pet-shop, dvds dos últimos lançamentos,dá pra paquerar, fazer sexo, ir no sexy-shopping, fazer faculdade, reunião de trabalho, só ainda não inventaram a fertilização "in vácuo".
Há uma anulação do indivíduo carne e ossos, como se fosse um mero corpo inerte na maca, vivo ou morto, não faz muita diferença. Outro dia vendo um filme já visualizava lojas com vendedores robôs, fábricas já operam com operários máquinas. As corridas de automóvel cada vez menos dependem da habilidade do homem, o valor maior não é do piloto ganhar, mas sim da empresa obter mais pontos, o piloto é mero chofer conduzido pela máquina do dinheiro. Antes pelo menos as guerras eram entre soldados com seus escudos e sua força bruta, a guerra fria ficou sem graça com tanto poder de fogo, que se estourasse a III Guerra Mundial, ía tudo pelos ares, não sobraria lucro para ninguém. Globalizaram tudo e assim se um cai, caem todos, ninguém sai ileso de uma união mais desagregadora do que participativa, só dividimos as perdas! A Era dos Insanos se foi, não mais aconteceram grandes estadistas, loucos e dementes a governar nações, reprimí-las e destruí-las. Alguns pequenos sultões ainda sobrevivem, mas deveríamos ser mais felizes como humanidade,livres de tanta maldade. Mas a crueldade vive pelas ruas dos vilarejos pobres, da falta de comida nas panelas, das prisões culturais atrás das vestes,das caras pretas de carvão do trabalho escravo, no meio das perninhas de graveto das meninas que servem aos homens seu corpo.
 Somos escravos sem algemas,sem feitor, cada vez mais dependentes das tecnologias. Quase me enfureço quando a conexão amortece,meus clientes me esperando, os e-mails que não chegam, ficar sem telefone, celular para uns é a impotência, um dia vão fazer um celular fálico, aproveita para outros fins. (risos). Somos atendidos nas concessionárias por verdadeiras "máquinas", não tem gerente nem chefe pra gente poder gritar e xingar pra eles, as Ouvidorias não nos respondem, se você fala mais grosso, a linha cai, a nossa raiva nem lugar tem para ser deferida. Somos "trouxas" exatamente, eles fazem o que querem conosco, e não tem ninguém para nos defender. Somos aqueles pobres coitados, antes você ainda era considerado um consumidor e usuário, hoje você tem que gritar, andar atrás, colocar na justiça e receber uma gorjeta de abono pela apurrinhação de meses. Tem certeza que você existe de verdade? Foi-se o tempo que o nome valia de alguma coisa, hoje teu nome vai para o Serasa por pura incompetência das empresas com uma administração podre, não sei o que se anda ensinando em escola e faculdade...Você paga o advogado e ele ainda quer tirar lasca de você. O outro se passa por guru-palhaço, faz uns discursos e alguns rituais e vende pacote de cura, de amor, de sucesso profissional, e o povo compra!
A gente ta mais pra casebre abandonado do que castelo da rainha. Existem certas situações que sou um personagem, oras a própria "tolerância zero" encarnada, ora um caracol "ouvido de mercador", pois se eu responder,dá merda e ainda acabo perdendo mais.Hoje somos milhões de pessoas nos "guetos" dos que sobram na competição da esperteza em se dar bem, em lesar o outro, em tirar vantagem, em enganar e enrredar o outro, abusando da sua ignorância, de sua condição de cidadão, o qual o Estado deveria proteger, já que cobra para esse cidadão poder viver nessa pátria.
Mas quem manda são os eleitos pelo povo, parece brincadeira escrever isso, os mais conhecidos da mídia, mesmo os mais mau falados, por isso que eles obrigam a votar, se não ninguém iria, é uma verdade. Votar em quem? Torcer por quem? Quem torce pela gente?Em quem podemos confiar? Quem mantém a palavra dada?
Estamos no fim de uma era onde o ser humano tinha seu valor moral, social, cultural, evoluímos tanto, derrubamos muros, preconceitos, paradigmas, desmontamos guerras, mas os abusos continuam, hoje sem mais a vergonha na cara, sem precisar se ocultar. A própria máquina criada pelo homem passou a ser usada contra ele, porque o problema ´o HOMEM,o ser humano que pensando em sobreviver, acredita que o maior ganha do menor, que ser grande é ser esperto, que poder é ter para derrubar quem tem por direito. A guerra é mesquinha, do tamanho da cabeça de cada homem que se acha um competidor marombeiro e drogado, sonhando que a arma na sua mão lhe faz um vencedor, é somente um pequeno ser que precisa se uma arma para sentir-se alguém por alguns minutos.





segunda-feira, 26 de julho de 2010

O Bêbado e o Equilibrista

Pior que existem aos montes essas amebas ambulantes a vociferar bosta em cada esquina, tal qual a menina "não me toques" de antigamente, dando seus gritinhos histéricos para afastar as possíveis mãos suadas, suja dos passantes. Tem gente que nasce por acaso, devem ser desde o coito interrompido, mal desejados.Desde cedo os espermatozóides devem ter sofrido na batalha pela passagem do portal mágico do óvulo. Hahahahah, chegando lá era o castelo da bruxa, uma decepção traumática comer um óvulo bruxenco!!! O cara brocha pra sempre, manca e nunca mais é o mesmo, um pinto a meio-pau em protest,o. O XY dele fica gay e nasce um ser "amorfo", nada na cabeça, neurônios espalhados pelo terraço da beira-mar tomando sol, sem uma cerveja gelada na mão e uma guimba de cigarro atrás da orelha. Galho de arruda é pra quem acredita em alguma coisa, o que não é o caso desse povo.
A Carta do Enforcado no Tarot identifica uma faceta desse Zé Mané ou Pururuca do Brejo que por descuido cai na vida e por milagre continua vivo.  Não sei quando eles passam a ser o "Elo Perdido" e vivem num descompasso do resto da humanidade. Eles tem um jeitão desconexo quanto a buscarem interagir dentro do contexto do entorno deles. Por outro lado eles são perseverantes na idéia de continuarem vivos, sobrevivem a todos os engôdos em que se metem, eles gostcham! Não porque cargas d'água eles preferem esse caminho de linha de trem, é quase um livre arbítrio de mendigo, aqueles que dizem NÃO a busca da identidade e realização.
Banana Men é o cara! Achei demais essa fantasia de anti-herói, penso que deva ter a ver com o bobo da corte,o fulano que tem uma certa dificuldade de se olhar no espelho e se maquilar com a cara do herói que ele gosta. Esse talvez não tenha herói ou se ache incapaz de se ver na pele do herói. É muito do perfil do sonhador idealista que em face de uma enorme dificuldade em empilhar os tijolos para construir a escada e subir os degraus, ele prefere aprender logo a voar. Ele se joga numa viagem transcendente, onde os sonhos são sempre fora do contexto da própria realidade, é quase como se precisasse não ser possível alcançar, isso de certa forma justificaria a provável vitimação e inércia diante do impossível.
Geniosos,facilmente irritáveis, pavios fálicos curtíssimos, sempre mostrando os dentes cariados, alguns pivôs mais amarelados. A garra é a língua ferina, numa crítica provinciana, medíocre. Eles entoam um coro dos desajustados, desagregados, é um monte de "arroz papa"  gritando: "Unidos venceremos!"
No fundo eu os olho e vejo uma tremenda enganação, são pobres criaturas, nascidas da guerra da rejeição, quem sabe um pentelho encravado no óvulo, uma união estável de tapas e raros beijos, alguns muchochos embaixo do lençol e o ronca-ronca da cama a gemer com o desgaste do sexo diário pra salvar a lavoura dos incompetentes, não servem nem pra se cansar de trabalho. Tudo tão desagregado do poder do sonho de realizar, eles ficam a mercê da boa vontade da vida, que mais os acolhe na variante, no subemprego, e eles nada fazem para modificar o entorno, eles ficam de espectadores à espera que migalhas cadentes caiam a seus pés descalços. No fundo sinto uma raiva contra si mesmo, nada da raiva edificante que é a voz do amor próprio, do orgulho ferido, que clama por justiça e vira alavanca para se erguer do chão a cada rasteira.
Muito triste essa de ver a vida passar da janela do seu pequeno mundo de sol quente e nenhuma produtividade nessa mente marasmática. Tudo ali dentro daqueles corpos, verdadeiras máquinas munidos por um espírito desejoso de evolução, e nada.  Por um tempo  eu tento , eu grito, toco, mexo,e nada...é como se mais fácil ser a vítima,mais cômodo se submeter, mas poder sonhar os sonhos mais loucos, os pés nas estrelas, a seca da pobreza, da falta de produtividade. O duro que eles conscientemente escolhem esse caminho de bêbado e equilibrista. Eles dizem muito"NÃO", eles escolhem demais, eles negam as reais possibilidades, eles preferem não se corromper e passar fome, se fazer de um machão para não passar vergonha, negam o esforço produtivo, escolhem a minimalidade da vida. O estilo "pobre" de ser, com certeza nada a ver com preguiça.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

De Ilusão Se Vive e Se Morre

Diante do firmamento, a gente procura sempre um fim, seja do caminho, do sufoco, da ansiedade, insegurança. A gente está sempre em busca de algo, de alguma conquista, de algum sonho, de  um desejo ardente, algo que nos dê reconhecimento, segurança, dinheiro, fama, algum elixir eficaz que nos faça eternos jovens, imaculados de qualquer doença terminal, isentas de celulite, de espinhas. O homem é um ser em processo de crescimento mesmo, só a eterna ansiedade em sobreviver mostra claramente que viver é meio de poder ser melhor. A auto-destruição é apenas uma negação da capacitação para a luta,é preciso coragem para dizer não à vida.
Despertar todo dia  e seguir para frente a gente faz no condicional, talvez para que esse horizonte se estenda para lá longe, é preciso sonhar, é preciso se projetar mais adiante, visualizar. Então surgem  nossas fantasias possíveis e impossíveis, é nesse mar de Netuno que podemos criar um outro mundo, diferente dessa realidade, nem sempre de braços abertos, receptiva às nossas necessidades. Sobreviemos à custa de nossos sonhos, se não podemos ser heróis, corremos atrás deles, de nossos ídolos, de nossos santos, de nossos deuses. Precisamos acreditar em milagres, no poder oculto que possa nos salvar dos pecados, somos flagelados nesse mundo, precisamos de correntes que nos unam, de elos invisíveis que nos protejam, de energias que nos guiem para o bem.
Assim continuamos com a dita esperança de superar as perdas, a angústia das carências, os que menos tem lucram muito mais como sonho, são amantes fervorosos, se movem pelo sonho tal qual criança, tudo fica mais bonito, o mundo cresce de tamanho e ele é mais um a torcer  pela vitória do herói. Ali, naquele momento, ele é parte de uma nação de fanáticos,ele esquece da realidade, se joga no sonho e é feliz,mesmo que por alguns minutos, ele enche sua taça de amor e se embriaga de felicidade.
Às vezes deliramos de paixão, ela nos cega, ou será nós, que para nos permitirmos ser mais, ousar sonhar, distorcemos as reais possibilidades e buscamos os impossíveis. A falta de percepção da nossa real capacidade, nossa baixa auto-estima tira de nós algo fundamental, nossa auto-confiança, sem ela tudo se parece enorme, monstruoso, e mergulhamos fundo nesses pesadelos, seja para nos narcotizar e diluir de vez esse filão masoquista de sofredor , seja pela busca do ápice da loucura, quem sabe assim nos transformemos em "anjos" e larguemos nossos penosos fardos. de lutar e vencer os obstáculos
O tombo é enorme lá desde o desfiladeiro, quanto maior for a altura que você sobe no sonho, menos oxigênio terá para discernir sonho de realidade. O impossível já é um trato que se faz com a negação, dizemos não a nós mesmos, somos cúmplices numa auto-sabotagem, jogamos para perder, é um desafio suicida, daqueles que não acreditam em si mesmos. O herói, o ídolo nada mais é do que projeções de nós mesmos a fazer os milagres que não somos capazes, mas no caminho há inúmeras oportunidades de viver o sonho sonhado, basta acreditar e buscar.Uns sonhos vão desaguar na praia, lágrimas lavarão os restos mortais da ilusão e,novamente o sol brilhará no horizonte, dourado, firme e seremos capazes de começar de novo.
Morrer é preciso para nascer de novo. Talvez Netuno seja exatamente esse caminho de ser mais além da matéria, sair do corpo, perceber esse potencial de auto-transformação. A ilusão é meio de transpor o limiar, então dependerá somente de cada um acreditar em si, na sua capacidade criativa,na sua centelha divina a lhe inspirar e ser canal receptivo do divino dentro de si.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Segredos Guardados N'Alma

Eu sou até quem desconheço que irá se transformar dentro de mim.
Sou pequena, miúda diante do espaço, tenho medo de me jogar e não saber donde que vou parar. Gosto mais de ir "tateando" percebendo meu caminho. Rastejo pelos esconderijos de quando fui herói, o controle do corpo, o silêncio era ouro.Nessas vindas, vivi pouco, aproveitei menos ainda as oportunidades.  Restaram as lembranças esporádicas, o conhecimento e uma grande certeza aqui dentro de mim: Sou ainda mais do que acredito, quanto mais me olho, mais me encontro. Essa gama de experiências por vezes viaja em de'jà vu, um som, perfume, uma paisagem, estou eu de volta, conectando emoções, sensações, nada complexo, só um fio que me une à eternidade.
Eu sou muitas, menina, mulher, homem, velha, cabocla, sou dona de mim, rainha desse palco que é a vida, os vários personagens, as mais loucas histórias saem de dentro de mim. É um baú de memórias vívidas, um poço sem fundo, um túnel do tempo que me faz tão pequena e poderosa ao mesmo tempo. Eu transito nesses céus tal qual uma estrela viajante, sem horizonte, só nascente, o poente é transitório, um mágico piscar de olhos, e lá vou eu!
Eu sou essa terra quente, ardente, o fogo que lambe a mata, que come o que tem pela frente, como se a fome fosse eterna ansiedade, um medo enorme do fim, da inércia, as brasas se fazendo carvão denso e frio. Tanto tenho eu aqui para fazer, tantos desejos que correm pelas minhas veias, que aceleram meus coração, dão palpitação, tanto para dar, criar, trocar, como m o r r e r ? Quero ser eterna conscientemente, nasci para virar estátua, resistir aos ventos e tempestades, que venham os dinossauros, sobreviverei, mesmo que só, mas podendo me visitar.
Eu sou um eterno lago no meio de uma enorme floresta, rodeado de cheiros de mato, de flores, pássaros. Fico morgando no sol, olhando as montanhas lá longe. Sou vale fértil, são reflexo do meu interior, translúcida ao Sol e lamacenta ao entardecer. Gosto dessa minha casa onde me abrigo, me protejo dos curiosos invasores, daqueles que indignados, tentam me quebrar. Riscam minha superfície espelhada, quebram seus próprios rostos, resta a vergonha que desfigura aquelas mentes maldosas e frustradas, com faces distorcidas tais quais seu desamor. Minhas águas viram mágoas, criam círculos diante das pedras que me jogam, mas minha profundidade é maior e minha dor se desfaz no fim, me cubro imóvel de folhas do outono, engano a todos com meu capuz de bruxa, só meus olhos os vêm.
Sou devastação, vazio perfeito diante desse todo enevoado que me envolve, me traga para dentro de mim. Mais perto de mim me descubro, sou plena consciência, mais viva diante dessa minha imensidão. Me alimento do espaço que cavo fundo e me conecto à minha alma perdida, a resgato a cada noite, a cada olhar perdido, a cada insight, sonho, percepção aguda dessa que sou eu no íntimo. Alguém que quer mais da vida, quer se libertar dos próprios limites, que me protegem e me impedem de crescer, de ser tantas ao mesmo tempo, sem precisar  se esconder mais.

sábado, 29 de maio de 2010

Seja Um "Alguém" na Multidão

A gente passa e não olha, convive e faz performance de amigo, diz umas palavrinhas dentro das convenções, sente por 5 minutos e vira as costas. Hoje estamos vivendo num mundo "virtual" além da tela do computador, tudo muito passível de uma passividade comodista, covarde e nada comprometida com qualquer emoção. Até o futebol já virou treino de combate homem a homem das torcidas pelas ruas, já não mais deliramos pelos ídolos, eles agora são de plástico, cheio de emblemas pelo uniforme a sustentar o poder de outros maiores glutões do mercado. Basta que decidam, transformar o garoto bom de bola num espetáculo que carrega nas costas o pesado valor do sucesso e das cobranças resultantes desse comércio, o craque se perde e sobra pouco no que acreditar como torcedor sobre seu ídolo de plástico vendido nas bancas de jornais. A uma semana da Copa do Mundo, quase nada se mexe, nem uma bandeira reclama, proclama sua pátria, quem der mai, leva, é a Lei, o homem por dentro do uniforme é um mero boneco. Fico triste de ver como a cada dia nos distanciamos mais do ser humano que tem necessidades psico-emocionais, nos transformando em aniquiladas pessoas que vivem impotentes diante de tanta digladiação de nossos valores e princípios. parecemos bandeiras a meio-mastro em sinal de condolências e respeito à nossa própria derrocada.
Nem sempre percebemos o quanto nos aprisionamos a conceitos, padrões e nos asfixiamos de prepotência como se donos da verdade, verdade só nossa ou passada para nós como a única em quem confiar, seguir.Talvez seja um caminho mais fácil o da limitação pelo já experimentado, pelo magoado, pela razão em controle do que será no amanhã, cegos a um real e contínuo nascer e morrer a cada dia e a tensa realidade de precisar dizer adeus, deixar partir oque nos era caro e acreditávamos, para sempre. Ah... ainda bem que o simbólico, o lírico dos poemos, da música, da arte, de tudo o que está além do material e seguro, é expressão da percepção e sensibilidade humanas. Talvez sejam canais de expressão de nossos medos, nossos mundos ocultos,fantasias,segredos, de nossa magia em transcender nossos corpos e beber de outras fontes no cosmos.
Pena que a maioria se perde em si mesmo e se infiltra na vida alheia, curiosa das mazelas por trás do buraco da fechadura, loucos por encontrar do veneno com que alimentam as mentes insanas, ocas, não produtivas, de garras em pé para arrancar a pele de "santa" honesta e virgem das criaturas. Há um desejo satânico de apontar o mau no outro, de dar rasteira, difamar, criticar, de querer justificar a cômoda cara de paisagem em seguir os corruptos, em se apoiar nos ladrões de carteirinha, na impunidade dos governos, acreditando que servem eles de referência. Há que chafurde na lama dos porcos feliz por ser mais um na multidão. Com certeza a opção da individuação requer consciência de si mesmo, de quem é e o que deseja ser, ser pelo menos alguém, não um zé ninguém, um zé mané , um nick virtual, falso como seus dados, tão fantasioso quanto o que você acredita ser, um inútil, talvez lhe falte um dicionário, lápis e papel para enumerar suas qualidades, definir seus valores, realmente é de um listar sem fim de conteúdo relacionado que se vai adquirindo conhecimento e reflexão sobre o conjunto de ideias. No fim dá até para filosofar, mostrar a sua forma e significado, colocar limites, se proteger dos desvairados aproveitadores do nada,a tirar de quem tem, criando vazios materiais e cultivando amor de desapego. 
 A vida passa ao largo daqueles que são observadores, jamais esticam suas mãos, não brincam de Circo, não se arriscam a aprender, temem viver sem muros, se escondem dentro de sóbrios tailleures, grandes guarda-chuvas, galochas de plástico amarelo, cinturas grossas de uma espessa camada de carboidratos de açúcares e achocolatados. E  dá-le endorfina para ficar Zen(Sem) amor, sexo,ar, família, dinheiro, Deus...
 Essa solidão é quase uma sólida coluna de uma precisa estratégia de negar o sentir. Há quem me diga que "não se envolve, se apaixona",como se fosse um ser com tamanha grandeza estratosférica de razão, que ela ocupa toda a sua expressão mental negando qualquer espaço para o tal do cérebro que reage aos cinco sentidos, ao espírito que de certa forma interage e cria a graça divina da vida, que é o Amor. Ainda bem que o Amor vence sempre e independente do homem desejar criar o mundo,ele cria somente um mundo dentro dele, e quanto menos ele se encaixam o macro-cosmos, menos ele conhece de si mesmo, além do que ele acreditar saber.Cada um outro que contigo partilhar as cores do arco-íris, verás que o teu será mais colorido diante dos tons que te apresentaram. A cada olhar receptivo que esticares até o horizonte,encontrarás uma infinita curvatura que te fará imaginar os mais possíveis caminhos , e mais poderás sonhar em cruzar esquinas, estradas, fronteiras, mares, oceanos, serás então dono de ti mesmo, cidadão do mundo, um elo da corrente do bem, que se une,se enlaça, abraça, recebe e dá durante sua jornada pela vida.