Pensamento

"Onde quer que o homem vá , verá somente a beleza que levar dentro do seu coração" . Ralph W Emerson

terça-feira, 26 de abril de 2011

Cada Vez Mais Confusos diante de Novos Papéis

Você já acordou e se olhou no espelho e encontrou outra pessoa? Você não se reconhece mais, aliás, você literalmente esqueceu quem foi, seus planos se diluíram num cotidiano de luta cega. O tempo passou e você vive tendo que se enquadrar em novos protótipos que a sociedade exige, se adequar aos resultados de que você é obrigado a encarar, na maioria das vezes, as coisas não são positivas, ou fingimos que estão . Mas nem tempo temos para refletir sobre o porquê tudo mudou, e o que você contribuiu e onde você resistiu ou quando desistiu.
Vivemos num momento onde "tudo é possível" , nada mais é feio, grotesco, repugnante, imoral. Todos vivemos numa época de transição onde a permissividade é comum a todos, muitos se aproveitam, vestem as máscaras de "caras de pau" e invadem nosso espaço, nos roubam descaradamente, se aproveitam da limitação de certas classes de pessoas, vendem a moda. É um monte de assinante de TV a cabo com 150 canais que assiste a TV Globo , TV Record, invariavelmente, e de trouxa paga um cabo por status, para ver um filme fim de semana, muitos combos e pacotes mais baratos, mas alguém se interessa em se defender da ganância sobre nossa ignorância e comodismo? Da mesma forma chegaram os celulares, um objeto estranho inanimado para dinamizar a comunicação dos executivos sem tempo, e me vira uma peste de mania nacional dos devedores de conta para as inúmeras empresas, vendem a alienação cotidiana dos fones de ouvido, dos mais de um celulares , joguinhos, câmeras, e-mails, até eu Brutus! comprei mais um! parece essencial como oxigênio.
 Trocamos de papéis a todo momento, a vida se segue e a família co-existe, com pais suando a camisa  para sustentar o padrão,  pulando a cerca para evitar o seu fracasso no casamento e mantendo as péssimas aparências. Mulheres  hoje tem voz ativa dentro de casa, quando não sustenta sozinha a família de um pai omisso, ela mostrou que é igual talvez diferente na feminilidade, mas capaz de ir em busca de realização e prazer, apesar de um útero romântico.
Os machos andam se depilando, colocando botox, criando os filhos, não mais senhores feudais, mas sim em busca de encontrarem seu novo papel de homens sensíveis e convivendo com uma população alegre e colorida de GLS, estabelecidos apaixonantes e extremamente vultuosos em suas paixões, que deixam a heterossexualidade à míngua de uma crise sobre como ser feliz com um outro alguém.
O homem ainda se busca , é um mutante, um aprendiz errante, cego, surdo e mudo quanto à sua responsabilidade em crescer, ser capaz, cultivar sua  decadente auto-estima. Não dá mais para sonhar com príncipe encantado em procurar o sapatinho de cristal.  O coração tem sequelas das ilusões perdidas, a solidão vira encontros fortuitos, muita excitação alcoólica  e um mergulho no submundo as drogas. desde cedo estamos em nossas mãos, numa fase do mundo, onde não acreditamos em Papai Noel, podemos morrer a qualquer momento com uma bala perdida, penetramos na tela do computador para nos exilarmos deste mundo real e cruel, onde somos rejeitados, traídos, abusados, invalidados. Existe um silêncio dentro de cada um de nós, ele fala da tristeza,  poço da depressão de quem se esquece na beira do caminho.
Nos agarramos ao poder do dinheiro como bem maior, realmente, nosso exemplo é de que o dinheiro compra a dignidade, lealdade, honradez humana. Acreditamos que ele seja a salvação, mas ele não cura a dor de ninguém, não compra amor, atenção. Ele compra diplomas que você não honra com sua competência, compra drogas que é um bom negócio para quem vende e brinca de bandido e mocinho, compra muita  companhia  da prostituição, compra a escola para passar de ano os filhos, idas ao shopping, cabeleireiros, geladeira cheia de tranqueiras, compra a plástica, mas não tira o medo de não ser amada nem paga qualquer dívida cármica , confiança dos filhos, muito menos qualquer rito pagante divino.
No fim, sobramos nós mesmos, cada um perambulando a encontro de si mesmo, se achando no espelho do elevador, todo maquilado de palhaço e um profundo olhar triste nos olhinhos miúdos.





segunda-feira, 11 de abril de 2011

Envelhecer Com Prazer

Acabei de nascer de novo, ha algumas horas, 53 anos passados, rompi do cerco do colo do útero, bati cabeça tal qual uma ariana, a cavar o buraco negro até encontrar a luz do novo mundo. Eu queria sair logo dali, nada de prisão e serenidade. Nasci num ascendente em Leão, a primeira e única neta de pais e avós babões, fui a atração principal da família. Mal sabia eu que o caminho era longo, demorado para minha ansiedade de Sol/Mercúrio em Áries, mas minha digníssima madre Lua Capricorniana, era a dona do pedaço, era quem ditava as ordens. O lado ariano de meu Sol  de casa 8 , sempre foi da menina tímida, onde o cordão umbilical com minha mãe me alimentava de segurança, a simbiose extra-útero foi inevitável. A infância foi solitária, sempre cuidada, nada me faltava materialmente, mas a alegria não me sorria no espelho. 
Hoje, quando olho meu sol (Eu) lá no horizonte, num longo caminho, não tenho saudades, só daquela leveza da criança e adolescente, sem compromisso, aquela época boa demais onde eu nem me preocupava com  dia seguinte. Lembro bem um novo personagem adentrando na minha vida, virando "padrastro", demorei para me enturmar naquela nova família, até um dia que vomitei todos os sapos em plenas férias em Salvador, apelaram até para o Senhor do Bonfim,risos. Os tambores retumbaram, começava a despontar minha individualidade, um muro emocional se ergueu em protesto. Não adiantavam os "nãos" por castigo, lembro bem de uma frase minha aos 15 anos: _"Podem me tirar televisão, cinema, o que eu penso, você jamais tirarão de mim!"
 O rio da vida foi manso dentro de mim, aprendi a remar pelas correntezas,  vivi prazeres em todos as paradas que fiz. A minha sede era de conhecer mais, sempre íntima das bancas de jornal. Vênus em Peixes na casa 7 me fez viver alguns amores platônicos, Urano regendo casa 7 me fez ser mais amiga e companheira dos meus amantes, ou tive paixões repentinas, intensas, comigo quase sempre o controle. Fui feita de boba muitas vezes, a ausência de malicia me deixou mágoas morais, me choco com a maledicência humana. Eu sempre meio que deixava a dor de lado, e continuava em frente, parei diante um paciente morrendo e mãos atadas, nada mais a fazer. Tive lições de vida com os mais frágeis, com os que já se despediam com um sorriso de sábia aceitação da morte. Um dia subi no palco da sala de aula, descobri o quanto meu ASC leonino sorria para aqueles olhos curiosos e ouvidos que bebiam minhas palavras, achei meu canto! Embora o bolso ficava meio-vazio, o coração era todo cheio de uma satisfação sem tamanho. Um dia o céu escureceu Plutão bateu à minha porta do ASC, a renovação começava, era preciso aprender a perder de verdade. A tormenta levou alguns anos, e eu nadando em círculos de emoções contidas, muito medo negado. Eu não podia falhar com aquela liberdade e independência, e fui começar de novo. Descobrir, quem agora era Eu?
Como a carta da Torre no tarot diz, todos os meus muros ruíram, era sair buscando juntar os cacos e construir alguém que precisava abrir caminhos de luz. Eu resisti  brava a enfrentar minha verdade, eu pisava na minha sensibilidade, negava minha fragilidade. De repente, sob as lágrimas de angústia, mágoas, ressentimento,  descobri minha menina idealista. Foi uma festa e tanto ao sentí-la deslumbrada diante daquele mundo colorido, e voei, voei num balão magico, e acordei faminta de viver. Meu horizonte era infinito, o caminho era uma ponte que eu precisava atravessar, com os pés no chão, sujos de terra, estrume. Era preciso encarar meus desafios, com uma confiança que, diante da crueldade de uns, da queda ante a traição , era resistir e amadurecer,continuar sempre, sem perder o viço, nem a sensibilidade. Acreditar sempre, o ganho é aprender sempre, quando encaro meus desafios e me perdoo pelas minhas falhas.
O prazer em estar viva,  é ter em meu corpo e mente "marcas" de minha história, e pronta para fazer novos  planos.

domingo, 3 de abril de 2011

Realidade Nua e Crua

De repente, a vida desaba sobre nós num segundo, seja sendo arrastado pela devastadora correnteza da natureza irada, soltando a pressão interna, reorganizando seu eixo. Não mais como fugir da desgraça, seja a quilômetros de distância, entra  24 horas por dia por todas as janelas e portas de comunicação, e você sangra junto. A ciência compete com a natureza, cria e destrói, mas não controla as forças da natureza. O processo de vida e morte se dá quase que como resultado da evolução do ser humano como parte desse caleidoscópio que chamamos de universo. Em pouco tempo natureza e ciência travam batalhas e nós somos agregados a essa engenhoca de caos, mais uma vez diante do poder maior. Até quando precisaremos continuar selvagens, máquinas humanas a fabricar armas, drogas, guerras, a construir bombas nucleares e  mísseis ?

 Somos restos, meros mortais diante da nossa impotência,  é um caminho de pedras esse nosso, de contrastes que nos fazem enxergar os extremos jamais imagináveis. Não adianta tanta razão que nos faz acreditar donos do mundo, mesmo que seja esse nosso mundo virtual, construído da nossa percepção e imaginação, tudo tão frágil, levado por tufões, tsunamis, balas perdidas. Somos impotentes diante da vida que se segue, principalmente porque somos alheios ao que nos cerca,  o que nos promove condições de preservarmos nossa vida, água, luz, terra, somos vítimas de nossa ignorância, que nos faz tão arrogantes, nos ferimos uns aos outros e nos degradamos  a insensibilidade e indiferença, acreditamos ser o que temos, e somos realmente donos de alguma coisa? Talvez dons de nossa consciência e iconsciência.
Tão pequenos diante da magia que cria e mantém o Cosmos em constante movimento, algo ainda impossível de ser conhecido, controlado, buscamos no assado , na história do mundo o conhecimento do oculto e imprevisível. Diante desse cotidiano medíocre, onde nos matamos por diferenças de credo, raça, sexualidade, por dinheiro, eliminação de qualquer um que cruze nosso caminho. somos seres que, por vezes, acredito passarem ao largo da vida, sem nunca questionar o porque de sua existência, de suas ânsias bestiais e de uma profunda força de amor e ódio, que se mata ou decide recomeçar. Somos escravos de tantos valores que a cada dia tomam conta de nossa vontade, viajamos nessa correnteza sem resistir muito, seja usando a moda andando com mais de um celular, teclando nas redes sociais, ligados a cabos e satélites os fornecendo um mundo de imagens, adoramos uma "fila" tal qual as formigas.
O ritmo hoje é alucinante, estamos ligados uns aos outros 24 horas por dia, existem computadores que não se desligam, somos dependentes de energia num nível quase absurdo. Somos responsáveis por sobreviver ás catástrofes, e usar a dor como motivador para começar de ovo de forma diferente. O vácuo de milhares de estrelas que se apagaram por entre a montanha de terra movediça, abriu espaço em nossa mente para que possamos compreender nossa necessidade em colaborar com o universo. as perdas são parte de um ciclo, de alguma forma é preciso desconstruir para fazer diferente. Que esta lembrança dolorosa, do fim trágico de muitas e muitas vidas seja presente no fundo de nossas lembranças, como a nos remeter a realidade cruel da vida, e assim , quem sabe, a gente consiga ser mais coração que razão, ser mais digno de ter recebido a graça da vida de presente podendo fazer por si, fazendo pelos outros. 
   O UNIVERSO AINDA CONSPIRA A NOSSO FAVOR.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Somos Todos Iguais em Nossas Diferenças

Temos um único DNA, nada se repete geneticamente, a não algumas falhas que criam pessoinhas especiais, que vêm embaladas em papel de presente transparente, encomenda por CEDEX DO CÉU. Como o próprio Mapa Natal de um filho, está impresso como alguns trânsitos e progressões  fixos no momento do nascimento, traduzem a representação do nascimento daquele filho para cada um dos pais. Nada nesse mundo de meu Deus acontece do nada,  muito menos uma vida humana, uma nova estrela , tudo tem seu propósito e consequência. O homem desde sempre nasce para viver, luta contra qualquer ameaça que lhe impeça seu caminho, inconscientemente ele depende de muitas pessoas e circunstâncias para seguir adiante. Até tentam jogar a gente no lixo, despachar  a sementinha plantada em solo fértil, mas tem algo por vezes maior que a  vontade humana. Uns chamam de milagre, outros, destino, sina,  caminho não é reto, por vezes surge a imprevisibilidade, a sincronicidade. Quantos filhos venceram um provável aborto , os milagres de anjos que  amparam em suas asas  crianças em quedas livres, aqueles sobreviventes de desastres saindo ilesos de um mote de ferros retorcidos, os que se vão e voltam à vida, que descrevem uma curta viagem após uma parada cardíaca.
Somos múltiplos num só, seja pelas experiências do espírito, seja pelas experiências dolorosas que nos faz somar máculas, forjando um coração guerreiro. No eixo Áries-Libra o simbólico astrológico fala de Eu x Outro, cada um de nós diante do que ansiamos como complemento e parceria, cada um diante do que lhe pode rejeitar, humilhar, renegar, nos contrastes  "Somos Dois" diante da ideologia amorosa. O quão podemos ser mais de um durante a vida, diante de cada novo parceiro sexual, por trás de uma mesa do escritóro, diante do amor, da dor de quem amamos, da frustração de um filho, da violência que ns arranca da paz.
Homens, mulheres, animais, plantas todos os seres vivos, somos uma grande cadeia da qual dependemos para sobreviver, quase nada damos á natureza em troca de tudo o que ela nos dá para sobrevivermos. somos assim com muitos de nós, vivemos classificados e desqualificados, marginalizados,  violentados. O homem ainda acredita que para ser "alguém, para sentir-se realizado, ou seja, chegar a algum lugar que ele chame de sucesso, ele precisa disputar um lugar pisado nos concorrentes confrontando as limitações alheias uma autoridade arbitrária e ignorante. 
Somos parte de um todo, desse universo. simples almas fluídicas a agar pela imensidão do inconsciente coletivo, polpada pelo esquecimento do passado, par mais uma vez começar de novo, engatinhando e descobrindo o mundo ao seu redor na casa 3, reconhecendo e construindo seu espaço, descobrindo seus limites e desejando crescer para ultrapassá-los na casa 9, onde será capaz de partilhar suas experiências e conhecimento com o mundo.
É no silêncio interior que podemos encontra uma solidão responsável, o ponderar pela voz do coração. Perceber o quão somos pequenos, frágeis, aprendizes, vencendo a nós mesmo antes de precisar vencer nossos iguais. Sabemos que diferenças existem desde sempre, a diversidade é sabedoria, os dá oportunidades múltiplas de conhecer os vários prismas de um mesmo foco luminoso. Cada um com seu mundo , suas crenças é mais um que cruzará sua vida, lhe trazendo sua visão de mundo, lhe enriquecendo a vida, com alegria, mágoa, prazer e dor, sendo exemplo, servido de guia, lhe estendendo a mão, lhe ensinando a ser ai, mãe, irmão, filho, amigo, vizinho, cliente, chefe. O mais interessante é que ao longo da vida trocamos de papel varias vezes como nas oposições, escolhemos  controle por sentir-nos fracos, da mesma forma nos humilhamos e submetemos por sermos icpazes de acreditar que podemos ns fortalecer quando aceitamos que não somos o todo, apenas parte deste.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Falando de Amor

Amor , essa sensação que nos faz sentir em total plenitude, é sinônimo de vida, a gente vibra numa frequência ímpar. O amor "acontece", não adianta a gente se produzir, grife da moda, horas de chapinha no cabeleireiro, aquela bundinha durinha e bronzeada, no fio-dental. Aos homens lhe sobram os tórax de guardiões, , coxões musculosos, aqueles executivo que passa deixando um ar de perfume marcante. Idealizamos ser objetos, foco do amor de alguém, claro que na maioria das vezes é o nosso amor que cresce e aparece. Idealizamos nosso alvo como aquele que nos fará feliz, seja ao corresponder aos nossos ansiosos olhos, seja uma parcería maneira de um cotidiano de trocas prazerosa.  Uma estratégia de coquista, como se nos transformássemos em cupidos,  aprendendo a içar pelo ar solfejos de amor em flechas, capturando corações apaixonados. esse amontoado de sentimentos, sensações , algo impalpável, inexplicável e quase  também inconquistável. 
Será que somos nós que procuramos pelo Amor?
Ou é o Amor que nos encontra?
O amor acontece, no meu tempo dizíamos que precisava tocar sininhos, as mães rezado para Santo Antonio..."que seja para o bem de minha filha...". O encantamento era e até hoje é a reação mais interessante e abobada que o amor nos deixa, ficamos nas nuvens. As várias formas de amor me fazem acreditar que o amor está em nós,  faz parte de nossa essência, é o alimento da nossa alma, uma das nossas grandes formas de expressão. Aprendemos a amar com quem nos ama, é o exercício do "amar ao próximo" que nos faz mais humanos, o carinho e atenção, a proteção e exemplo que temos em torno de nós , criamos um mundo de valores  e acreditamos serem eles, verdadeiros. Creio eu, nascemos em busca de descobrir quem somos, para tal precisamos pertencer, sermos aceitos e amados para sobreviver. A  maioria de nós sabe de sua origem, não compreende o enorme nível de interdependência que vivemos inconscientemente. Passamos por fases, vencendo desafios, brigando pelos nossos sonhos, acreditando em muito do que nos dizem, criticam, raros são os incentivos, os estímulos. Somos fruto do sexo, da Lei maior da Procriação, enfeitada de tesão e afeto, apimentada por paixão e solidão e, dentro de nós , além de todas as coisas que criamos e acreditamos existe  o amor, como se fosse uma alma  sôfrega carente da essência amorosa. Pode ser um monte de sonhos de princesa, uns criam pesadelos desenhados nos monstros da rejeição , alguns saem pela vida como cavalheiros galantes a cantar serenatas às janelas de suas amadas. Há cenas tórridas de sexo, triângulos amorosos, casamentos longevos de duas mãos dadas, unidas para sempre, suspiros de saudade por tudo de amr que se viveu.
É uma onda, a paixão é que nem correnteza que puxa, domina, te carrega, ela cresce  e derruba até os mais habilidosos. Tudo é intenso, rápido demais, o fogo se extingue tal qual pavio curto ou fogos pirotécnicos , uma enorme encenação, flores, plumas, música de fundo, mas parece capítulo daqueles romances de cabeceira. Depois da tempestade, tem gente que chora frustrada debaixo do chuveiro, gente que paga e vai embora, alguns ficam esperando pelo telefonema no dia seguinte, eita ansiedade! Brigas, ciúmes, posses, traições, manipulações, chantagens emocionais, sedução, são circunstâncias que fazem um jogo da nossa procura pelo amor, não o amor-homem, nem o amor-filhos, amor-animais, amor-família, somente por essa possbilidade de viver o Amor. Tudo isso é um caminho do aprender a amar, a gente quer ser amado, faz tudo para que nos amem, mas o amor está dentro do outro, teremos cada um de nós a tarefa de cultivar o amor em nós.
Cada um ama a seu jeito, vai aprendendo a amar com cada um que lhe toca o coração, até com aqueles que lhe negam o amor, é preciso compreender que a relação de amor precisa de dois parceiros dispostos a amarem-se e preservarem esse amor. Preciso aprender a perder quem amamos, a começar de novo, abrir espaço e amar de novo. Durante a vida inteira queremos tanto amar e sermos amados, mas temos mágoas, dores de amor que maculam nossas crenças . Fugimos do amor, trocamos por sexo, negociamos por segurança, pior de tudo, acreditamos não sermos merecedores do amor de alguém. De certa forma estamos em algum momento carentes, podemos ter tudo, mas falta aquilo que não compramos nm conquistamos. Não aceitamos que ser rejeitados porque somos pobres, magros, gordos, oitos demais. vivemos à procura da fórmula mágica de "possuimos" quem amamos, cegos totalmente ao desejo alheio. desmerecemos nosso amor quando precisamos ser mais ou menos para que o outro nos queira, quem ama aceita o outro como é.
É na simplicidade que encontramos a beleza da vida, o que se faz com amor, cresce pela expressão do amor. O amor é um trabalho cotidiano quando aprendemos a nos auto-valorizar, a nos posicionar diante do outro, se adequando a possibilitar a felicidade de quem se ama, como para preservar a nossa rópia auto-estima. A intimidade talvez seja o primeiro passo de comunhão entre duas almas, é um processo de confiança, cumplicidade, sinceridade, postura crítica, tudo feito com um olhar amoroso. Assim numa relação amorosa, seja entre um casal, entre pais e filhos, irmãos, sócios, haverá sempre algo fundamental no amar de quem se ama, a distância ao olhar quem ama,  um espaço-tempo para refletir, refazer, consertar, admitir erros com humildade, perdoar, ter coragem em dizer adeus quando o amor acabou. 

"Por ser exato o amor não cabe em si
por ser encantado o amor revela-se
por ser amor invade e fim"
Trecho letra música Pétala - Djavan


domingo, 30 de janeiro de 2011

Consciência - Uma luta árdua pela sobrevivência


Sonhamos  para que seja a fantasia nossa fábula, preferimos príncipes e dragões, bandidos e mocinhos dos livros, das séries na TV. Preservamos muito daquilo que acreditamos desde pequenos, continuamos sendo uma essência em plano de vôo de consciência, tímida, temerosa de pular no vácuo e acreditar que pode voar, somos dragões sem fogo nas ventas espantando os duendes da floresta. Nos fantasiamos de fadas ou feiticeiras, contamos mentiras enormes  às ninfas do lago encantado, de vez em quando nos reunimos em círculos e dançamos a dança da chuva, fazemos fogueiras para queimarmos nosso passado de desamor e dor.Somos deuses heróis, nos transformamos naquilo que os outros desejarem, por vezes chegamos ao topo, ficamos famosos seja por talento, seja por escândalos, difamados, jogados na lama da quadrilha de fraudulentos, somos do outro lado dessa têneue margem,  entre a areia e o horizonte no mar , pequenos caramguejaos , bebês-tartarugas saindo do ninho, prontos a sermos decapitados pela violência da forme anárquica dos abusadores. Junto estarão nossos heróis defensores idealistas da preservação da natureza, aqueles quase 'missionários da paz, que desejam salvart o planeta. Muitos de nós nos fantasiamos de palhaço indignados por baixo do falso sorriso pintado na cara. Somos personagem de um mundo onde a identidade não existe a não ser para pagar impostos. somos ainda a plebe ignorante de um universo onde a quantidade é trocada pela qualidade, onde fanáticos/espertalhões usam do discurso e da grana que circula através de correntes da fé,poe entre os acordos de conchavos políticos, somos apenas uma massa de mentes desordenadas, seguindo falsos guias, ansioando pelo encontro de um oásis no deserto onde falta resoeito às crianças,  dignidade nas relações comerciais, fraternidade com o próximo(vizinho, parente, colega de trabalho), somos dadores e nada cobramos pelo que é nosso direito, nos unimos nas tragédias, mas não limpamos a contaminação da raiz do problema, finda a crise, continuamos levando a vida pulando sobre as nuvens.
Somos alma delicada como um broto se erguendo em direção ao céu, a um cosmos, somos uma essência que mal se põe de pé e é bombardeada por tantos mandos. Nem mesmo ela sabe quem é e precisa ter algo que a identifique, seja um nome de pai, uma qualidade de bastardo, manco, gordo, bela ou fera, nerdes ou antas, ninguém escapa do burburinho das músicas, do som dos tambores, do odor da maconha nas vielas e praias, da névoa de prazer da cocaína, da embriaguês da 'cana' do boteco, da total privação dos sentidos do crac, da louva viagem fantástica das ilusões perdidas. Verdade, queremos tanto crescer e ser "gente GRANDE", mas a falta dessa consciência de si mesmo, da responsa em viver e conviver nessa realiade NUA e CRUA que a gente rejeita veementemente!!!
NETUNO nos torna parte de um todo onde a meta é a dissolução do entorno que te disvirtua do caminho, que te ilude, cria atalhos suicidas,  que te faz sonhar além da tua própria  possibilidade de viver esse sonho. Netuno entando em Peixes  vai lavar as escadarias dos palácios dourados com ouro de tolo, nos fará mergulhar fundo nesse lodo mafioso de santificadas pessoas que te fazem o bem , te tirando o que tens. Muita água vai rolar , avalanches de lixo acumulados nas encostas da corrupção com as drogas, armas, com o poder público abusador, tudo será disimado e achocalhado, desde o trânsito de urano em Peixes. Agora  talvez nos sintamos mais sós diante de nosso reflexo no espelho quebrado, mais lágrimas reverterão paralavar nossa alma , para descarregar  nossos fardos da isenção de uma atitude consciente. Poucos serão aqueles que coragem terão de mergulhar profundamente em sua inconsciência, e se revelar como espírito, self, como apenas um elo de uma infinita corrente de humanos que precisam continuar a trilhar esse caminho em busca de luz.
"O buscador é aquele que diante do erro,ele pára e volta atrás para aprender. o erro é apenas um degrau que faz o indivíduo repetir o caminho , a cada vez que ele volta, menor é o caminho."

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Urano - Transitoriedade Entre o Passado e o Futuro

A morte nos ensina a transitoriedade de todas as coisas.
-- Leo Buscaglia
Por vezes me perco  nos fios das meadas das linhas e lãs dos meus trabalhos manuais , mesmo que o embrolho seja complexo, com paciência e boa vontade eu desmancho os nós, por vezes desmancho parte d trabalho , pois encontro uma falha e, lá vou eu começar tudo de novo. É tudo novo , mas não tão novo assim, de alguma forma aquelas malhas tinham já sido tecidas, formavam um desenho  e agora, já traziam marcas em suas fibras. Junto existia eu, que sendo dona das mesmas mãos, já estava num outro tempo a frente, repetindo ponto a ponto, corrigindo a falha anterior. Nessas horas em que minhas mãos trabalham, minha mente voa, e como voa... se mente numas encruzilhadas, cruzando aspectos astrológicos, arquétipos mitos, expressões planetárias. Muitas vezes paro e vou escrever um título de um tema a ser estudado e desenvolvido mais tarde.
Nesses ritos de passagem , as festas que sempre celebraram nascimentos e mortes, fins ou rendiam homenagem ao poder do universo personificado em deuses. Sempre há um desejo comum a todos, um querer o  melhor do futuro, uma torcida mundial que se une naquele ínfimo momento do tempo a rogar, orar e almejar ao som das trombetas uranianas, a ruptura do velho ano, como se o brilho e o som estrondoso dos fogos de artifício quebrassem a barreira do tempo. O novo nunca é tão antagônico em relação ao velho, o espaço de Urano é  Cosmos, onde tudo se conecta, se entrelaça, depende um do outro, cria e recria. Tudo é reação à uma ação anterior, uma consequência produtiva que tanto cresce, se materializa desde a origem de um insigth, uma luz um impulso.
Fala-se tanto do poder de ruptura de Urano, mas  quanto ele está associado ao poder edificante de Saturno, seu colega de regência de Aquário. A consciência da razão é Saturno e o despertar de uma nova consciência é responsabilidade de Urano, aquele que alimenta o fogo do conhecimento.
Um caminho em constante movimento , em ondas que dinamizam esse caminho. O máximo é que percorremos esse esmo rumo, indo e voltando para consertar, atropelamos e vamos de cara no chão, somos atropelados pela nossa própria "ausência", caminhamos como autômatos, nos agarrando a tilhas que nos direcionam a a rotas dos que abriram caminho, que venceram, nos cercamos de grades, blindados, inteligência, títulos e, de repente, o inesperado, um tio, um estilhaço de vidro, uma bomba e tudo vira pelos ares ou de cabeça para baixo. Nem sempre o choque o terremoto é conscientemente assimilado, parecemos náufragos tentando nos salvar do passado certo, com medo do incerto. Muitos de nós temos MEDO DE SER FELIZ, de nos jogar na vida como um malabarista, medo do risco da TOTAL LIBERDADE, não é fácil viver sem cercas ou ter a coragem de colocar seus próprios limites para ão querer ser invadidos, magoados, desrespeitados, basta reagir ao velho conhecido, seguro que nos deixe voar para além do conhecido.
Bon Voyage !

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Procurando o Espírito de Natal

Ando naquelas fases onde não dá mais para disfarçar, nem muito preocupada com o que vão pensar. Aliás, o povo já pensa mal, curte a desgraça alheia como se fosse vampiro esperando pelo sangue. eu acho isso degradante no ser humano, lógico que continuo sendo humano e vivenciando meu lado sombra, mas CARACA, tem gente que esqueceu ou nunca aprendeu o que é SER HUMANO, espírito humanitário necas, fraternidade? vixe! Amorosidade? 
Eu tento todo dia sobreviver às minhas neuroses, meus medos, convivo com minha vulnerabilidade e descubro o quanto eu fingi ser forte e o quanto continuo me esforçando quando me descubro e tento me modificar. Mas muitos que eu olho pelas ruas, aqueles que estão nas manchetes dos jornais me espantam. Não sei onde o homem tanto se buscou que se perdeu de si mesmo, foi compreender sua capacidade mental e quase virou um robõ destruidor, acabou nos divãs dos psicólogos, chorou, chorou e saiu amargo e desconfiado  com o amor. Tantos séculos, milênios e me deparo com um homem da época da Pedra.
Tentamos viver uma ficção do antigo Far-West,  mocinhos e bandidos a trocar balas, hoje até a 'inteligência" do bandido está em alta, ele paga ! Muita estratégia política, alguém sempre vai ganhar por baixos dos túneis, salvo o povo que pode respirar um pouco de liberdade, tudo é ficção, a realidade é uma ficção onde se precisa montar roteiros, fazer firula para mostrar serviço. É triste  ver a montanha de maconha, cocaína e crack, não pela quantidade de droga , mas pela quantidade de usuários que compram essas drogas. É muita gente 'mamada' , muita mamata de graúdo que inexiste dentro do roteiro. Fico imaginando quantos pais nem se dão conta que os filhos usam drogas, se alienam porque vivem numa família alienada, salvo exceções, a maioria de nós é culpada do estado em que nos encontramos.
Do outro lado da evolução intelectual vem a barbárie do preconceito,  da ignorância, da selvageria que anda virando lugar comum. Antes ainda os terroristas matavam por liberdade, ideologias, os religiosos matavam em nome de Deus, os fanáticos viravam  homens-bomba, agora qualquer um mísero infeliz agride e mata, seja por uma briga no trânsito, por uma imbecil intolerância  ao um outro ser humano, seja o outro homossexual, prostituta, pela cor da pele, pela camisa do clube de futebol, por ser criança abandonada, por ser pobre e "sem direitos". Hoje nem precisa mais ser bandido, ter arma e poder nas mãos paara destruir uma vida do nada.  A que ponto chegamos, por onde andam os pais desses delinquentes  que saem pelas ruas matando quem os desagrada. Quem eles acreditam ser? Talvez sejam tantas bolinhas de extase, tanta maconha, cocaína, tanta falta de exemplo dentro de casa., são todos uns MERDA!
Os FRACOS se apoiam nas suas próprias debilidades e se tornam perfeitos selvagens, se auto-afirmam ao abusar de menores, a violentar pessoas, a humilhar , massacrar seres humanos, xingar, menosprezar. Muitos são mais desprezíveis porque são cultos, se dizem até cristãos, não conheço cristandade sem fratermidade e aceitação, mas somos todos humanos e falhos. mas o que me dói é a ausência de arrependimento, é a convivência com o que tem de podre dentro de sua própria família e nada se faz,  vive-se ao lado de quem se despreza,  cala-se por não ter qualquer desejo de somar e modificar, não se luta por se salvar desse lodo que se senvolve e  tira o impulso de se erguer e começar.
 É tempo de parar para pensar em fazer algo dentro de si mesmo,  de se perdoar e ter compaixão, mas além disso, fazer algo para modificar esse buraco negro onde estamos nos atolando. Vergonhoso sermos pessoas, a maioria, a contemplar esse fim de mundo. Que neste Natal possamos nos comprometer mais com o que acreditamos,que sejamos participantes, executores de ações que nos orgulhem como seres humanos. que sejamos pais mais conscientes, educadores, exemplo aos filhos que criamos para serem pessoas de bem no mundo, que possamos nos orgulhar do que honramos com nossa palavra. Que a palavra AMIGO seja maior em valor, seja vínculo de sinceridade, meio de apoio e incentivo, ponte da soma das verdades e diferenças de cada um. Que juntos, amigos, amantes, namorados, casais possam partilhar de projetos de felicidade a dois, que se unam pelo amor, que sejam responsáveis pelo que semeam na intimidade e que sobrevivam na sua individualidade.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Como Uma Onda

 Venho tal qual um náufrago diante de uma tsunami emocional, talvez meu Urano em leão de casa 12 tenha acionado seu propulssores  e a "bunda inconsciente" da minha casa 12 tenha sido sacudida pelas minhas aritmias cardíacas e fiquei lá, em algum lugar do meu inconsciente, paradinha, creio que minha Lua capricorniana jamais admitiria o medo, mas caiu de joelhos frente à sua própria fragilidade.
Toda vez que nos pomos numa atitude de muita rigidez, nos cobrando jamais nos deixar aquenrantar, construímos pontes fixas, tão arrojadas, muros altíssimos  que nos tiram a visão da realidade do pé no chão.  carregamos todo o peso dos nossos medos, e ainda de quebra a mula que vive empacandocom dor lombar, dor ciática, dor nos quartos e até nos quintos dos infernos. O negócio é não esmorecer diante dos "ataques", sejam das balas perdidas, daqueles que torcem pela manchete dos nossos fracassos, seja pelo simples fato de tantos nos exigirmos e enfim vamos falhar. a fantasia de uma Lua regendo casa 12 pode ser uma IMENSA descomunal FRAGILIDADE,  no meu caso Capricórnio deseja sobreviver a todas as inteméries como uma heroína mitológica. Eu vou me guardando na casa 12, vou me escondendo tanto quanto me sinto umfolha ao sabor do vento, fujo literalmente de poder ser magoada. eu lá da casa 5, onde minha Lua se deita, "mato a cobra e mostro o pau", me violento e venço quase todas as "batalhas", quase todas começam dentro de mim, me testanto, negociando  e me desafiando para o novo.
Eu sou daquelas que diante de da oposição mais forte eu fico. Nada mais medíocre do que aquele que derruba o adversário porque é covarde e incompetente  para lutar de igual para igual. Hoje já posso dizer que sou de outro século, prisioneira das antas que atendem os telefones nos atendimentos aos clientes, aquilo é de matar. eu, pentelha, vou até o fim, tem vezes que são eles a se assustar com minha educação e sociabilidade ,raro porque na maioria eu desisto, eles entendem menos que eu, ficam ali na frente da tela repetindo  sem noção. então, eu to sempre subindo a rampa, vai ter sempre o povo que manda bala, pedra, puxa tapete, mas de uns eu desvio, outros mais espertosme superam e rolo montanha abaixo. Mas levanto cheia de ira ariana, limpo as mãos, mertiolate nos arranhões e começar de novo. depois de muitos trancos o coração balançou e ficou ouriçado, agora tem taquicardia e hipertensão. Please sem dramas, medicada, controlada, mas hora de ficar mais meiga com a luta da vida.
Dentro de mim mora um anjo, não tem asas, faz sexo, adora umas travessuras, brinca de roda, acredita no que gente fala e escreve hahahaha, é uma criança séria, não de tristeza, mas porque foi educada a "ser de confiança". ela é carente, mas por medo de se meter em encrencas, ora que já enfiou o pé na jaca algumas vezes, mas sempre sai quase ilesa, ela tira de letra as diversidades, roda e gira e descobre o quanto ela ganha a mais podendo ter um tanto de cada coisa. Como toda criança é egoísta, mas rejeita qualquer tipo de "truques". Ela já andou por meio mundo, seus pés pisaram várias construções e ele percorre rotas por onde muitos caminharam. ela sente o calor daqueles pés descalços, das calosidades nas botas de couro, das feridas dos viajantes, no ritmo saltitante dos equilibristas, palhaços, a umidade das lágrimas a criar marcas no pó da terra. ela vive dentro de mim, se isola e conecta com almas que alienadas vagam pela estrada, uma solidão interior daqueles que não se escutam, se embriagam de emoções, de drogam que matam a dor, mas não curam o coração ferido. ela talvez, com certeza, seja uma idealista, mas sendo assim ela tem a fortuna da compaixão  que passa a compreender diante de sua própria dor. Daqui de fora não existe tragédia nessa história, somente uma longe e opulenta atividade, talvez só assim, nessa roda-viva, ela possa sobreviver e materializar suas emoções numa busca constante por ofertar aos demais o que ela aprendeu diante de suas descobertas. Nada é defeito, é sim circunstancial ao que cada um precisa.
Muito do que eu ganhei pela vida eu tento partilhar, claro que telas de aço aos vampiros e flores ao amigos. Verdade acima de tudo, jogar comigo é jogar fora, a solidão é esse pátio imenso de flores, frutos, água da fonte, pássaros no céu, meu universo interior é rico, por isso eu me deito ao sol nas folhas de outono e me aqueço o coração de Leão.
Bate bate coração...
San de volta...

domingo, 15 de agosto de 2010

Os Descrentes e Desacreditados

Meus últimos assuntos andam quase lacrimogênicos e vitimados, bem no clima de Netuno-Peixes,tenho Vênus em Peixes na casa 7 em trígono com Netuno em Escorpião na casa 2/N.L.Norte/Júpiter em Libra e esses 3 fazem sextil com Plutão no ASC em Virgem, oposto à Vênus. Meu Plutão no ASC já foi um escudo de aço a me ocultar da multidão, hoje faço dele um poço de águas profundas onde observo o outro à distância, através das visões simbólicas que estudo e pesquiso.
Minha Vênus pisciana anda num íntimo sextil com Plutão,em exatos 3 graus, me sinto um farol solitário lá na ponta da enseada da vida, observando o ir e vir de navios na forma de eventos que se sucedem e no qual sou apenas espectadora. Por vezes me sinto aquela única alma residente do farol, munida de um barquinho,uma luneta e do tempo entre o Sol se por e a Lua chegar. É nesse "entardecer da vida" que me dou ao direito de contemplar o movimento das ondas do mar, a forte rebentaçãoque se atritacom as rochas, parecem duas forças a se enfrentar, no auge o gozo e a espuma deita sobre a superfície de seda da pedra e a envolve carinhosamente, se derretendo em borbulhas de prazer.
A cada dia percebo que a tecnologia nos cobra sermos máquinas, ou aprendemos a digitar, a nos comunicar nessa nova esfera de programas de relacionamentos, redes de e-mails, seremos "ilhas" na escuridão.Acho muito estranho compreender que nos colocaram atrás de máquinas, somos endereços eletrônicos, um montão de nicks e senhas para os trocentos sites em que penetramos virtualmente. Nos rendemos ao veículo virtual para nos aproximarmos dos outros, voltamos para as cavernas do tempo da pedra, agora basta comprar no mercado virtual, comida, pet-shop, dvds dos últimos lançamentos,dá pra paquerar, fazer sexo, ir no sexy-shopping, fazer faculdade, reunião de trabalho, só ainda não inventaram a fertilização "in vácuo".
Há uma anulação do indivíduo carne e ossos, como se fosse um mero corpo inerte na maca, vivo ou morto, não faz muita diferença. Outro dia vendo um filme já visualizava lojas com vendedores robôs, fábricas já operam com operários máquinas. As corridas de automóvel cada vez menos dependem da habilidade do homem, o valor maior não é do piloto ganhar, mas sim da empresa obter mais pontos, o piloto é mero chofer conduzido pela máquina do dinheiro. Antes pelo menos as guerras eram entre soldados com seus escudos e sua força bruta, a guerra fria ficou sem graça com tanto poder de fogo, que se estourasse a III Guerra Mundial, ía tudo pelos ares, não sobraria lucro para ninguém. Globalizaram tudo e assim se um cai, caem todos, ninguém sai ileso de uma união mais desagregadora do que participativa, só dividimos as perdas! A Era dos Insanos se foi, não mais aconteceram grandes estadistas, loucos e dementes a governar nações, reprimí-las e destruí-las. Alguns pequenos sultões ainda sobrevivem, mas deveríamos ser mais felizes como humanidade,livres de tanta maldade. Mas a crueldade vive pelas ruas dos vilarejos pobres, da falta de comida nas panelas, das prisões culturais atrás das vestes,das caras pretas de carvão do trabalho escravo, no meio das perninhas de graveto das meninas que servem aos homens seu corpo.
 Somos escravos sem algemas,sem feitor, cada vez mais dependentes das tecnologias. Quase me enfureço quando a conexão amortece,meus clientes me esperando, os e-mails que não chegam, ficar sem telefone, celular para uns é a impotência, um dia vão fazer um celular fálico, aproveita para outros fins. (risos). Somos atendidos nas concessionárias por verdadeiras "máquinas", não tem gerente nem chefe pra gente poder gritar e xingar pra eles, as Ouvidorias não nos respondem, se você fala mais grosso, a linha cai, a nossa raiva nem lugar tem para ser deferida. Somos "trouxas" exatamente, eles fazem o que querem conosco, e não tem ninguém para nos defender. Somos aqueles pobres coitados, antes você ainda era considerado um consumidor e usuário, hoje você tem que gritar, andar atrás, colocar na justiça e receber uma gorjeta de abono pela apurrinhação de meses. Tem certeza que você existe de verdade? Foi-se o tempo que o nome valia de alguma coisa, hoje teu nome vai para o Serasa por pura incompetência das empresas com uma administração podre, não sei o que se anda ensinando em escola e faculdade...Você paga o advogado e ele ainda quer tirar lasca de você. O outro se passa por guru-palhaço, faz uns discursos e alguns rituais e vende pacote de cura, de amor, de sucesso profissional, e o povo compra!
A gente ta mais pra casebre abandonado do que castelo da rainha. Existem certas situações que sou um personagem, oras a própria "tolerância zero" encarnada, ora um caracol "ouvido de mercador", pois se eu responder,dá merda e ainda acabo perdendo mais.Hoje somos milhões de pessoas nos "guetos" dos que sobram na competição da esperteza em se dar bem, em lesar o outro, em tirar vantagem, em enganar e enrredar o outro, abusando da sua ignorância, de sua condição de cidadão, o qual o Estado deveria proteger, já que cobra para esse cidadão poder viver nessa pátria.
Mas quem manda são os eleitos pelo povo, parece brincadeira escrever isso, os mais conhecidos da mídia, mesmo os mais mau falados, por isso que eles obrigam a votar, se não ninguém iria, é uma verdade. Votar em quem? Torcer por quem? Quem torce pela gente?Em quem podemos confiar? Quem mantém a palavra dada?
Estamos no fim de uma era onde o ser humano tinha seu valor moral, social, cultural, evoluímos tanto, derrubamos muros, preconceitos, paradigmas, desmontamos guerras, mas os abusos continuam, hoje sem mais a vergonha na cara, sem precisar se ocultar. A própria máquina criada pelo homem passou a ser usada contra ele, porque o problema ´o HOMEM,o ser humano que pensando em sobreviver, acredita que o maior ganha do menor, que ser grande é ser esperto, que poder é ter para derrubar quem tem por direito. A guerra é mesquinha, do tamanho da cabeça de cada homem que se acha um competidor marombeiro e drogado, sonhando que a arma na sua mão lhe faz um vencedor, é somente um pequeno ser que precisa se uma arma para sentir-se alguém por alguns minutos.