Pensamento

"Onde quer que o homem vá , verá somente a beleza que levar dentro do seu coração" . Ralph W Emerson

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Vida e Morte Real e Transitória

O caminho é sereno, mesmo que a solidão seja sempre tida como um abandono, hoje sou dona de mim. A busca por mais um evento é mais um teste, mesmo tão medrosa sou instintivamente uma mulher que gosta de encarar novas fronteiras. Se de um lado procrastino a tomar uma atitude, ser mais adulta e encarar a realidade, em algum lugar da ponte entre um ponto e outro, eu simplesmente me desnudo instintivamento de qualquer medo e me disponho a conhecer e experimentar o novo, o que a vida me oferece. O medo me paraliza, me faz entrar na concha, mas quando olho para o horizonte de peito aberto, nóooooossaaa, é uma alegria interior poder ir em frente, não há nenhum resquício de medo, é quase como se eu fosse guiada por uma intuição de total certeza, onde o prazer maior é poder aceitar o que me vêm às mãos.
De repente minha luz é minha guia, o desconhecido é a próxima escala, e eu voo  baixo, querendo encostrar minhas mãos nas copas das árvores. Sou uma criança grande, peralta, altiva, como se ainda naquela fase que sente-se o próprio herói. Tudo é tão fácil mesmo sendo a primeira vez. De vez em quando olho para trás na minha memória, e nem acredito que venci mais um degrauzinho besta por onde estacionei durante anos, temendo subir nele e "olhar por cima do balcão" - criança menor que o balcão da farmácia. Muitas vezes eu era meu próprio monstro a me seduzir com histórias de terror.
Passo eu diante porta do Cemitério e a paisagem me atrai, pela primeira vez vejo beleza na morte. Cemitério sempre foi um lugar funesto, poucas vezes o visitava, somente por obrigação. ali à minha frente eu tinha obras arquitetônicas que me sabiam bem aos olhos admirá-las, era como uma granda casa antiga cheia de memórias, lembranças de seus ocupantes, seus senhores, e ali guardadas como referência atodo o de valor que cada um deixou em vida.  Por mais que a morte seja o limiar entre o que você é e o que você deixará para os seus herdeiros, ali jaz uma ruptura de valores de todos. Os do lado de lá tentando compreender o fim na dor e desespero de quem nunca levou muito a sério que passaria por isso. Do lado cá o moribundo se apalpando tentando entender o que faz lá em cima se vendo lá embaixo. somos poupados de lidar com a morte desde crianças, como se esta fosse algo incomum, um mau. Outro dia ouvi de um indivíduo neurótico reclamando na fila do Banco, que câncer era castigo e rogando praga aos funcionários do Banco. Não aguentei e disse-lhe  que ele que deveria deixar de ser correntista, reclamar na fila era em vão, a raiva saía em tiros , ago bem do tipo agressivo-ressentido, vontade mesmo foi de dizer que quem iria ter câncer era ele, mas estaria reafirmando seu comentário vil e cruel.
Na época em que me formava enfermeira na Escola de Enfermagem Anna Néry-UFRJ, o câncer ainda era verbalizado pela letra "CA", tal o medo que a doença atrelava à morte. Era tida como uma condenação, virou um mito, da mesma forma que vários mitos, o poder de destruição não dava chances de recuperação e cura, uma fatalidade. Mito mata também, a auto-sugestao mata e leva ao suicídio e auto-destruiçao, o poder da mente acredita no pior e cria oportunamente condiçoes para tal. Minha mãe morreu com câncer, sem chances pois a descoberta foi feita numa fase terminal. Uma dor imensa para eu administrar junto a uma posição profissional. Não dava para deixar de ser filha nem de ser enfermeira. A angústia era conviver com a espera pela Morte, graças a Deus minha mãe não teve espisódios de dor, o sofrimento era conviver com a ideia da morte, pois não existe como, em cima de uma cama, num não bem-estar físico se achar com saúde.
O tempo foi para mim um caminho difícil a percorrer, com certeza que fiz milagres em conseguir ter controle de tudo e ficar com minha mãe quase 24 horas por dia. Complicado era voltar para o Hospital e não saber se a encontraria viva, um alívio quando a via sentada na poltrona do quarto me esperando. Aqueles olhos verdes alerta como se esperasse o Papa! Era um transbordar de amor imenso que eu tive por ela naqueles dias, não sabia que a amava tanto, nem o quanto de compaixão meu coração tinha ali diante dele, minha mãe-paciente. Era algo especial, uma tristeza da qual eu não podia fugir, mas também uma grande satisfação de poder estar ali e ajudá-la, confortá-la, dar todo o meu carinho a quem eu devia minha vida. Se findava uma vida terrena, ali se fechava um ciclo da nossa simbiose mãe-filha-cúmplices e, por mais que difícil, era um momento muito importante pra mim ao receber de minha mãe seu legado e poder, herança  maior no valor da importância em saber desempenhar esse papel de herdeira. Essa herança era bem mais que colunas de mármore sustentando minha segurança no futuro, eram valores familiares, era o desejo de seguir no mesmo caminho e poder ser igual a ela e à minha avó. De certa forma, meu Sol idealista começava a enxergar a luz no fim do túnel no horizonte de meu ASC em Leão desde minha casa 8. Nada sabia eu que viveria essa morte por muitas vezes(crises para assimilar a perda) até poder literalmente encarar a minha morte de filha e crescer, poder me despir da herança e me fazer por mim mesma.
Em algum momento o transe do umbral passa para todos nós, a fantasia pode ser maior do que a realidade, criamos nossos próprios fantasmas, nossas muralhas crescem para ocultar nossos medos com o desconhecido. Não ousamos penetrar no proibido, no oculto, rondamos curiosos ou fugimos amedrontados, jamais acreditamos que a morte, o câncer, a aids, a homossexualidade baterá à nossa porta. É quase um descaso com as mudanças necessárias,com a Roda da Fortuna traçando nossos destinos, as quais precisamos encarar. Negamos demais, somos o próprio rito de passagem a cada dia em que despertamos vivos, a cada etapa vencidade, cada degrau que consumimos a superficie por anos e anos de subidas e descidas. Nos apegamos ao nosso entorno, natural criarmos nosso universo e acreditarmos nele como real, fixamos parâmetros, vivemos catalogando e tentando prever acontecimentos. Nunca preparados para o que a vida nos reserva, o que a natureza nos mostra como resultado de anos a fio de comodismos, alienaçao e inconsciência sobre nossa responsabilidade diante da vida, diante do nosso próximo. Ir para a luz não é só tarefa das experiências de quase-morte, é essa coragem de encarar a realidade dura e crua, de dizer adeus ao que se vai, e olhar para a frente porque você está vivo, porque ainda sua linha do tempo não acabou, e enquanto houver luz, há esperança, há um desejo de se misturar  no mundo, ser parte desse universo multidimenssional que nos faz poder viajar dentro e fora de nós, compreendendo assim a transitoriedade da vida, a multiplicidade do homem, a plasticidade da vida corpórea, da morte e fim de ciclo, da cura e regeneração, da auto-transformação pelo que passa o ser humano diante da experiência de estar vivo.








quinta-feira, 3 de maio de 2012

Sobrevivendo ao Caos


Olhando a minha escalada montanha acima, atravessando o fim de século, inúmeras previsões de fim de mundo, apocalipse, Calendário Maia, salvaram-se todos até hoje, inclusive eu! Mas vou dizer que está cada vez mais difícil resistir aos caos. Parece que novos ventos sopram removendo as antigas estruturas, valores se apagam, o caos se instala à minha volta e a violência física, da qual sempre fomos alvo, parece algo comum, como se estivéssemos num estado de guerra.Ver desabar a Europa, os amigos e povos a sair às ruas lutando por sobreviver à queda da economia, muito desemprego. Daqui do meu pedestal de 54 anos consigo enxergar as obras faraônicas idealizadas por marajás capitalistas a sonegar impostos em conluio com o estado, e eu aqui tentando me salvar, remando meu barquinho limpinho, honesto, em dia com o Leão, sem caixa 2, 3 e 4, sem segundas nem terceiras intenções com clientes. e me sinto tão solitária, tão catalogada no Serasa, nas listas de Telemarketing, nos Clubes de Relacionamentos das operadoras como uma qualquer.Virgem santa! Uma indignada mulher que abomina ser confundida a precisar suportar grosseria de tudo que é canto e nem poder perder a boa educação, porque me rebaixaria ao mesmo nível de meus interlocutores. só de ficar negativo na conta do Banco 1 dia eu já me incomodo, se esqueço de pagar alguma conta fico estressada, posso dizer até que envergonhada diante da empresa. eu sei, não sou normalzinha, sou controladora e tive uma educação rígida, além de tudo dependo da minha racionalização para que minha vida caminhe a contento.
Hoje sou um "soldado de videogame", apenas um robot que fala e ninguém ouve e muito menos leva em consideração o que penso. Percebo absurdos nas relações sociais, ouço frases desagradáveis de homens conhecidos, e vamos dizer que posso chamá-los de "maduros" com mais de 50 anos. fico vexada com a franqueza ácida da aproximação libidinosa, é quase como se somente o pênis à frente da testa, fosse o leme e comandasse a aproximação. Eu, apenas uma espécime a ser manuseada. Outro dia entrando num programa de relacionamentos, colocando especificamente minha intenção em "conhecer pessoas", fiquei chocada com a prole de chamadas sem qualquer traço de algum conteúdo. Ou há um mundo de carentes sem tato ou eu que não aceito mais esse tec pac top tac pop, uma mesmice , fora aqueles que vivem de esquetes falsos copiando frases feitas, enviando PPS românticos, que coisa mais sem nexo!! sexo então, com esses nem pensar! sou daquelas que converso na cama, que saio para conversar sem necessariamente ir "trepar" como prêmio àquele que me escutou por horas. Minha identidade, o que penso, o que faço não é fundamental, para alguns minha trilha esotérica ainda os faz rir, como se fosse eu "uma tolinha".Prefiro o abominável homem das neves! Gente, eu ainda acredito no amor, conheço homens capazes de serem educados, gentis, competentes. Dizem que quem admira não ama, eu discordo, meu amor precisa de admiração, respeito e confiança por aquele com quem deitarei em algum momento futuro. 
Hoje me basta mais minha posição diante do que me é ofertado, escolher hoje é questão de optar pelo que me faça bem. E quando não gosto, não tenho nenhuma dificuldade em me colocar, até porque, estamos nesse caos em parte porque as pessoas perderam o interesse, ou seja, não conseguem dar conta de tudo o que precisam fazer para se defender das ameçadas e dos roubos que a cada minuto as empresas sacam de nossas contas, são mudanças de planos, promoções de minutos, anúncios onde não se informa a marca do eletrodoméstico. fora os que adoram ver a sua desgraça. Já pegou um desses? Por vezes até amigo adora te ver numa situação de perda. Tem gente que quando você diz que foi lesado, ela aí conta que você não devia ter feito tal compra online naquele site. Ninguém mais chega pra você e te ajuda, ensina , se preocupa em te avisar sobre algo para que você se previna. Tempo gasto com o outro, aquele cara ali, a mais na fila dos amigos virtuais, tudo igual. a frase dita no emblema compartilhado serve para todos, curtir já é apenas um "passei por aqui". É, você tem que ser seu próprio Herói, não tem mais nem em desenho animado, foram todos revitalizados em humanos nas telas dos cinemas, mas nem mesmo assim o povo acredita mais. Sobrou Eu, que me enrosco e desenrosco indignada e vou lá ter de falar com o do balcão que ontem foi grosso comigo, atender telefone de cobrança do cartão(QUE ESQUECI DE PAGAR POR NÃO TER SIDO EFETIVAMENTE ACEITO O DÉBITO AUTOMÁTICO PELO BANCO) como se eu fosse uma ladra. Gente, dentro de mim mora um trator do exército , comandado por um General ***** que gostaria de fuzilar, sem matar, cada uma dessas pessoas que já nem sabem mais o que significa ser comerciante e comerciário, mas que mereciam um xadrez por umas horas, mereciam. Faltam castigos, multas, punições que tragam limites numa convivência social. Precisamos ser heróis para os outros, como habitualmente existem pessoas salvando a vida de outras, médicos sem fronteiras, irmãs de caridade, beneméritos ocultos que sustentam instituições.
 E parece que hoje isso se ignora literalmente. o valor está na sua própria insatisfação, frustração e raiva em precisar se dispor a ser o que não deseja. somos almas peregrinas em busca de amor para alimentar o espírito. O sacrifício, a dor, o esforço são caminhos para a transcendência de valores, que de alguma forma norteiam a nós, criatura, trazendo-nos reflexão. não nascemos para sofrer, nem para nos submetermos por carência a carregar fardos de amor negativo que sustenta o vazio da rejeição. desde o cume de minha montanha, enxergo o vale lá longe, como se fosse a abertura de meu coração receptiva a dar e receber a vida através do pulsar do sangue carreando oxigênio, como o sol o faz diante da seiva verde, da mesma forma que a chuva penetra na terra e a torna úmida, como nossa alma vibra a cada emoção que ela experimenta.. Eu sou a montanha, a rocha a ser lapidada pelo vento e chuva, sou imóvel e tosca em meu aclive orgulhoso, dificultando a compartilhar meus caminhos. sou doce quando me cubro de relva verde e dou de comer e beber de minhas fontes aos seres que chegam mansamente em busca de abrigo. sou testemunha do tempo, de quem fui e quem sou, quando me olho de alto a baixo, de trás para frente, sou o primeiro grão de areia que se dispôs a a se unir aos seus iguais.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Correntes do Mal

Há um silêncio consensual entre os submissos, inseguros e subalternos  e a todos os tipos de autoridade, ou seja abusadores da autoridade, aqueles que sentem-se donos de um poder pessoa, amparados por um título, ofício, ascendência ou total impunidade. O grito adormece na gargante, arranha, fere, abre passagem para uma enorme porta aberta da imunidade. Podemos todos nós ser vítimas dessa enorme corrente do mal, elos que envolvem, apertam, limitam movimentos, sufocam os gritos de terror, formam halos invisíveis de pânico mental, alimentam o medo da criança interior, servem de chicote da perversão psicológica, das admoestações, da manipulação afetiva.
A princípio prometem união, fortunas, são ouro de tolo, alianças, anéis de noivado, laços dourados, presentes, elos protetores, correntes de segurança. Mas  faz parte do aprender com a vida, enxergar muito mais a representação e menos quem ocupa o posto. O homem é um ser capaz de caminhar pela vida e ser bom e cruel, quase sempre desconhece o que é capaz de ser e fazer, seja no seu maior potencial de talento, seja na sua pior opção de machucar, torturar ou matar um homem ser humano como ele. a ignorância faz do indivíduo um ser tosco, quase um primata, que vive por causa de seu instinto, sua parte animal que reage às ameaças e se protege.
Não me coloco à margem do contexto, somente querendo dissertar sobre o que já vivi, me submeto, me sobreponho aos outros e principalmente de como me dói ser presente a certas circunstâncias que são vividas por amigos e amigas minhas, clientes e pessoas com quem convivo de vez em quando. Como pode um ser humano ser capaz de certas atitudes manipuladoras sem ter qualquer resquício de constrangimento, dúvida ou mesmo intimidação pré decisão.
Fico passada com a cara de pau, a pessoa passa a vida acreditando ser alguma "rainha do latão dourado" e ela quer que todos sejam súditos dela. Ela morre de medo de ser largada no meio do caminho, por alguém sem muita paciência como eu, para esse tipo de conduta. Mas vai lá que da última vez eu adotei uma atitude tipo "não vale a pena me confrontar, me aborrecer e criar um clima". Foi mais fácil do que antes, ando realmente ficando velha = ponderada e sábia (risos), já antecipadamente fui pronta para colaborar e não  bater de frente. Mas quando me percebi convivendo com aquela Chapeuzinho escondendo uma Loba Má, fiquei pasma como ela simplesmente ignora a todos, quase uma autista numa bolha dourada e sem muitos sonhos, somente um monte de escombros de anos construindo falsas torres do castelo.  Por horas eu conversei sozinha com ela, era somente uma pessoa presente que jamais se colocava de forma verdadeira. Para que dizer suas verdades? a ela mais importa ter seus escravos enjaulados no seu castelo, onde ela - a megera, mesmo diante de uma história de vida com doenças, ela sobrevive sendo ainda a malvada. Até onde uma pessoa realmente se perde dentro de seu mundo obscuro e para ganhar algo, ela saqueia o direito daqueles familiares, filhos e marido, que tão "domados" são literalmente servo, os quais ela tem uma dó imensa por sofrerem tanto, chorarem por sua estupidez em não fazerem como ela fez a vida inteira. Conheço bem uma das filhas da rainha e sei de histórias absurdas e quando na posição de aconselhamento, tento mostrar a necessidade de não se deixar envolver de uma maneira onde eu percebo uma total aniquilação. Minha amiga e cliente  sobrevive a uma prisão domiciliar-familiar que lhe poda qualquer possibilidade de reação.
As ovelhas , coitadas, sem nome, identidade, CPF e sem rumo, são guiadas por discursos inflados, palpitantes, promessas e mais promessas de fartura, ganhos extras, certificados de AMOR e felicidade eterna. Quem não casa? Quem nada tem,  a miséria da fome , a falta de afeto. Existe família que nasce sem sonho, projeto, sem nem o "unidos venceremos". Há uma apatia, penso eu se salva-se o tesão na cama para energizar as paredes de palafita e o chão de tábuas a vibrar, pois a emoção nas faces pálidas é daqueles que vêem a vida passar, sem TV, sem PC, só mesmo uma paisagem, outras vezes uma escalada pedra a pedra para o céu. Já andei por esses atalhos em pesquisa de Saúde Pública como enfermeira sanitarista, e lá de cima era quase o "céu".Me lembra a história de uma amiga, muito jovem, cheia de garra, trabalhava e estudava a noite e ainda voltava carregando pai alcoolizado para casa. Muitas vezes sobra nada, a não a esperança, ou mesmo o desejo enorme de um encontro, um lugar, para onde ir e para onde voltar.Esses seres que de alguma forma são visto como aparições, milagres, devaneios amorosos, são a própria essência da ambrosia para os deuses do Olimpo. O indivíduo torna-se um deus, mitifica seu semelhante e o segue cegamente. A ingenuidade pode fazer dessa fantasia de sonho impossível num delírio possível, onde muitas vezes  acaba em violência física, em abuso sexual,  traições, humilhações diante dos filhos e parentes. É uma cara lavada, parecem heróis e os fãs babando de boca aberta. No início tudo é permitido e muito a criatura nem enxerga, mesmo que ali na frente dela. A carência é tão grande que ela nega qualquer possibilidade da dissolução do sonho. A ilusão passa a ser a salvação, mesmo que salvar-se seja continuar sendo apenas figuração. 
Mas como enxergar alguma saída diferente? Se mover em uma direção contrária é doloroso demais, por vezes abandonar o barco é perder os laços que lhe acorrentam, que tolhem sua liberdade, sua felicidade. Mas como é ser livre e feliz? O medo de ficar sem nada é apavorante, mais fácil sofrer do que tentar ser feliz sozinho. A mudança é abrir a porta e deixar o inimigo conhecido acreditando que lá fora o caos - o desconhecido é o inimigo oculto.Alguns heróis sucumbem com o tempo, o mito de barro deixa de fazer milagres em algum momento e sobram os esqueletos no armário, enquanto lá fora toca a banda  anunciando um novo ano e cotovelos na janela são rua de lágrimas de uma romaria acasalada de sorriso de Monalisa.
O bom é que a vida é sábia, esse redemoinho, cataventos  se move ao sabor de nossas opções, e o tempo sopra verdades ao vento, que vira furacão e gira a gente contra a parede e a gente se vira! Claro, alguns irão permanecer estáticos, testemunhas da mutabilidade da vida, outros renascerão como consequência de sua própria inação e medo. A vida  te tira e te dá sempre mais uma oportunidade e cabe a você escolher qual caminho seguir. 
O mal existe, é real, todos nós podemos e causamos dor ao próximo, talvez muitos de nós tendemos a ser réplicas dos maus-tratos psico-emocionais que sofremos, por vezes nossa própria consciência e psique distorcida é cauda de certas barbáries. É preciso saber-se onde se está, partilhando a intimidade, permitindo afeto, perceber-se da dor que lhe causam, da fuga dessa realidade sem fugir realmente, somente uma negação do fato dos abusos, da admoestação, da invalidação. Tanta forma pequena de causas estragos enormes para a vida toda num ser humano...






























quinta-feira, 22 de março de 2012

Apego e Desapego (Vênus X Urano-Netuno)

É tão difícil voar, ir de encontro ao nada-tudo, ser livre de uma forma solitária, pois você não depende mais de ninguém. Para os exilados, aprisionados é uma libertação, os quase afogados de amor, dependente de prazeres viciosos é um renascimento, uma ruptura bem clássica de Urano, seja num trânsito, seja por um aspecto natal potencializado por outro planeta, mas a coisa fica estranha a princípio. Quase sempre a vida nos dá um rasta pé, e a gente cai de graça e arrasta uma enorme onda de necessárias mudanças na marra. São acidentes, catástrofes, doenças, uma crise financeira, mesmo a morte, o desaparecimento de alguém, que num instante vira a vida da gente de cabeça para baixo. tento sempre apreciar os momentos de crise, principalmente quando estou do lado de fora deles, para tentar conversar sobre o porque do tranco, da quebra. Nada desmorona do nada, sempre existe uma causa, como somos bem inconscientes, e fugimos de enxergar certas verdades, tendemos a admitir que a vida é assim, mesmo que assim seja algo nada adequado às suas emoções e valores. Poder ser quem se é, é um caminho a ser conquistado, trabalhoso porque requer definições sobre o que desejo, posso e me determinarei a ser. Para tal a gente começa precisando saber dividir o que querem que sejamos, queremos ser para sermos aceitos e o que realmente precisamos ser por nós mesmos.
Adicionar legenda
Na minha concepção, o apego ocorre por insegurança, baixa auto-estima, faltas que criaram carência. Palavrinha essa que temos enorme dificuldade em admitir fazer parte de nosso rol de emoções. carente lembra pedinte, mendigo. É quase isso mesmo que podemos nos tornar, pessoas que fazer de um tudo para serem amadas. Algumas podem seduzir com sua Vênus em Escorpião, para elas o controle é no laço apertado da ameaça, sabendo que morrem de pavor de ficarem sozinhas, de serem atraiçoadas, estão sempre em aflição pela perda. De certa forma  Vênus escorpianas se atraem pelo impossível, o rejeitador e já rejeitam antes de serem rejeitadas, o veneno escorpiano pode realmente envenenar a alma, mas nem sempre desfazer o nó. Muitas vezes o ressentimento leva ao celibato opcional, a morte do prazer, a negação da sexualidade ao parceiro é por vezes um grande golpe de vingança. Vênus em Peixes vive desde sempre o sonho do príncipe encantado e da gata borralheira, o apego pisciano é um deixar ir, vai ficando com aquele que lhe acolheu em algum momento, gratidão para com uma referência de apoio nessa mar de emoções, que mais faz a pessoa flutuar numa inundação, se adequando ao que vem de encontro. Algumas vezes os redemoinhos os levam longe, se perdem de si mesmos, se agregam facilmente, se dispõe demasiadamente e quando se percebem, estão num ciclo vicioso onde amar é se esquecer. tudo é muito lento até o desenlace do nó de um afeto perdido, de um abandono sentido. A solidão por vezes é remédio, é se unir a si mesmo, se integrar e poder assim buscar o desapego, o distanciamento necessário. A Vênus canceriana talvez a mais saltitante das no elemento água, se acho um laço de fita de cetim, pronta a enfeitar a caixa de presente de alguém. Se em Peixes Vênus faz por caridade, empatia de Irmã Dulce,  em Câncer Vênus quer cultivar afeto e colher os frutos, e nutre os em volta dela, cria laços de pura dependência psico-emocional. ela pode ser criativa, chantagista, apela quando começam a ganhar independência, ela realmente não suporta ficar vazia de amor, reage mal à rejeição.
A solidão é comum a todas as Vênus, em algum momento vivemos sem afeto, ganhamos amor de forma distorcida, sobrevivemos de qualquer forma. Uns mais que outros, uma Vênus em Capricórnio  sabe o que deseja, objetiva o "amor", assim aprendeu, como uma troca. Afeto se compra quando se faz o que os outros querem ou quando se impõe condições àqueles que o amam. Seria isso amor? Nada mais sensual que Vênus em signos de Terra (Touro - Virgem - Capricórnio), o corpo é sua materialização de energia, tudo sentem, percebem, aspiram , seja no toque e charme taurino, seja pela eficácia nos detalhes e dedicação virginianos ou numa quase posse amorosa do corpo do outro na intensidade de prazer controlado de Capricórnio. são todos mais pés no chão, mais duros, práticos, o afeto pode ser um caminho de conquista, de trabalho e de responsabilidade, aqui rola pouca fantasia, mas pinta o medo e a cobrança em ser bom, não falhar, acreditar que sexo pode ser um cerne da questão amorosa. Por isso a secura pode vir como sustento para a produtividade da pessoa, o prazer venusiano pode ser substituído ou mesmo amenizado pelo resultado do esforço diário, o reconhecimento do talento,  o financeiro e a segurança obtida . O caminho é árido por vezes, as quadraturas com Urano podem ser um corte no laço, o elo se abre e a pessoa vive meio que sozinha diante daqueles que deveriam lhe proteger, quem sabe Vênus possa chegar a ser extremamente dedicada aos familiares como sua função real, se abastecer por si só para ajudar aos demais. Uma coisa me parece interessante, há por vezes um enorme distanciamento nos relacionamentos depois de algum tempo, talvez a inconvencionalidade uraniana se faça presente, e se instale um "dar de ombros" ao parceiro(a), um descaso e diante de um Netuno quadrando Vênus, ela pode realmente se bandiar para um lado muito egoísta e ressentido; Vai lá que Netuno acena com uma bandeirinha da indiferença ou ao contrário a da simbiose, aqui como é Vênus tem mais associação com a relação materna. Podemos dizer de uma mãe vítima, abandonada ou que abandona devido aos seus problemas pessoais, em algum momento houve uma falha de comunicação e algo se perdeu entre elas, ou então rola uma mistureba emocional entre filho(a) e mãe ou pãe que inviabiliza muito a coisa de fazer para o outro, pelo outro, se não tiver a quem agradar....o mundo fica sem colorido e junto vem a coisa de não soltar as amarras do barquinho, um medão de soltar-se, de comprometer-se, por vezes essa despedida custa mesmo depois da morte. 
O Ar é dos elementos o mais livre, leve e solto, mas impossível solitário. Também é algo impalpável, entra por qualquer buraquinho, bate de frente, derruba montanhas, muda paisagem, destrói o que vê pela frente quando se "enfurece". fala pelos cotovelos quando pinta a ansiedade, algo bem de Vênus em Gêmeos, penso que esse troca-troca de ar para dentro e para fora deixa qualquer um num ritmo alucinado quando aumenta  o fluxo, daí os balões gaseificados dentro das calcinhas e cuecas apertadas, engole ar mas não engole sapo. O lado light jovial é o de ganhar atenção no papo, olho no olho e principalmente naquele jeitão faceiro de "pode contar comigo" companheirão. É mais amigo que amante, não rola essa fofoca de pular a cerca, dualidade não significa literalmente necessidade de mais de um foco afetivo, pode haver sim uma curiosidade enorme sobre o que passa do outro lado da cerca, mas daí a cultivar, é opcional. Gêmeos pode ser descomprometido e por isso fica bem mais fácil cultivar sua liberdade pessoal. convenhamos que Vênus em Libra deveria ser dos mais sérios em questão de amor, mas vale manter as aparências (estética) librianas e poder por trás das cortinas esquentar os tamborins, sempre tudo bem planejado e nada de entregar o ouro para o bandido, fica rendido , sofre sozinho, tal qual seu outro amigo Vênus  em Capricórnio, dois vaidosos que por mais que queiram disfarçar, dão o troco na hora certa. Dois signos onde o amor pode virar uma guerra de poder e estratégia e o orgulho exige resposta. com Vênus aquariano o afeto é bem mais complexo, travado por vezes, é um jogo de força, dar ou não dar, a liberdade acena e o boicote da entrega fica na boca do pênalti, a inconvencionalidade o atrai e a solidão cria um espaço que ele precisa demais, muito complicado lidar com sua desconexão natural, a necessidade de entrar para dentro de si mesmo, é um gostar de perto e de longe, sem muito chega junto, o interessante é a irreverência de provar do que lhe ofertam a qualquer hora, ou seja na sua hora.
O fogo da paixão dos Vênus em Fogo pode ser efêmero até que a morte nos separe ou pode apagar rapidinho por apenas um assoprar mal dito. A coisa cai rapidinho, o clima fica underground  e haja O2 para fazer o motor pegar de novo. é muito fogo ariano para pouco tempo e a coisa pode acabar que nem foguete, explodindo nas mãos. O afeto ariano é por admiração, se não rola clima, Vênus em Áries não sabe muito encenar afeto, até porque mais importante é o seu amor, o estar amando, o outro que se vire. Vênus sagitariano é o rei da cocada  preta das conquistas, adoooora poder testar seu poder de sedução, a diversidade é um jogo que pode levá-lo a um duplo comportamento, dentro de casa e na sociedade e aquele que se esgueira pela noite, baladas, bares, quase um libertino, dom Juan que nem sempre termina acompanhado, a farra do boi é a festa que lhe interessa, o êxtase do prazer, muitas vezes  dos companheiros de copo, de boteco junto do futebol. Ele ama mais o conjunto do que alguém em particular, sendo este(a) o foco de sua atenção amorosa. Leão é um afeto salutar, ama todo mundo, pratica a bondade amorosa, honra seus valores morais e exige tudo, tudo mesmo do parceiro, amarra um bode se fica de lado, então quando esquecido, a juba cresce e sobe um vento quente que queima tudo pela frente. um bravo conquistador amoroso e dedicado, claro que fundamental auto-estima porque se nçao...ninguém aguenta a rabugice da frustração dos rejeitados de plantão.
Fundamental aprendermos a ganhar, a escolher o que realmente nos importa, nos é necessário, algo que realmente nos preencha com satisfação. Aceitar o fim, se adequar às mudanças, limitações é o passo-a-passo que pode trazer sabedoria com nossa afetividade. somos sempre capazes de abrir nosso coração e também deixa ir aquele(a) que já não mais partilha de nosso afeto. O apego pode ser satisfatório até que você viva a perda, a dor imensa limpará os restos de dor e deixará em carne viva seu coração. Antes de precisar do amor do outro, descubra que você é que realmente se permite amar e ser amado, consequentemente o universo reagirá à sua amorosidade.
Cada folha de uma árvore que cai ao seu fim de ciclo de vida, se depositará no solo, junto às raízes da árvore, e lhe servirá de adubo. Cada amor que você vive tem um tempo determinado para passar pela sua vida, cuide de suas feridas e entreabra a porta de seu coração para novos amores, novas formas de amar.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Por Onde Andam Educação-Gentileza-Delicadeza?

Anda ficando difícil lidar com uma gama de pessoas que ficam à margem de qualquer conceito sobre inter-relações sociais. A educação foi para "a tonga da mironga do cabuletê"!, para que educação se somos apedrejados com tanta violência, ameaças, roubos, charlatanismo. O total desinteresse que sinto em muita gente em ser "educado", saber lidar com as pessoas, compreender as diferenças de idade, valores, do tempo e conhecimento de cada um. Hoje a coisa passa literalmente pelo "copiar e colar" virtual, que se estende para a vida real, na nova forma de comunicação, num novo jeito de trocar afetividade. 
Quando a era digital emplaca faz você encontrar aquele cara que sai de casa de fone de ouvido, entra e sai do metrô e passa como um ser abissal pela aquela quantidade de gente, de olhos que o vêem, bocas que não  podem dizer sem ouvidos para escutar. e ai de você que queira alguma informação, papo, paquera, ele atende sem deixar o fone, um triângulo desarmonioso de comunicação, e não importa nada se a resposta não se adequada à pergunta.
Fora a coisa mais comum que é a impessoalidade, não é preciso mais dar sua opinião, dissertar sobre sua posição, seja contra ou a favor. A mídia virtual  agora solta selinhos para todos os possíveis pensamentos, críticas, recriminações, admoestações. Basta você dar um clic no "compartilhar" e todos os amigos levam pela tela do seu computador aquele "MIMO" e ainda se tem que aturar as campanhas sacanas, safadas, manipuladoras que chovem que nem papel picado e o povo cata e cola.
Conviver não é nada fácil, é verdade, no cotidiano a vida faz a  gente perder contato de tanto emaranhado que o entorno nos deixa. a gente se salva desde que coma, pague aluguel, se vista o mais adequadamente possível na moda, compre uns supérfluos para satisfazer pequenos desejos e substituir algumas carências. Tudo tem um preço mas a coisa anda estranha na minha forma de observar e viver isso. Nunca fui de muitos amigos, mas já vivi fases de oferecer muito como forma de receber amor em troca, eram festas, comida farta, a porta sempre aberta, o telefone na cabeceira a qualquer hora da noite para ouvir um desabafo. Até que fazendo Eneagrama, um trabalho de autoconhecimento, me descobri um Ego 2 - Orgulho, e por trás disso uma menina carente e sedutora para preencher o vazio com suposto amor dos outros. Um dia em terapia ouvi de minha psicoterapeuta que eu "era carente", cacetada! Foi um soco no estômago, seja pelo orgulho do meu ASC em Leão, fosse pela minha Lua em Capricórnio que jamais poderia ser frágil e invalidade. A partir desse episódio, fui assimilando pouco a pouco que eu sofria disso, CARÊNCIA. Depois do choque, a gente aprende que admitir é ponto de partida para a aceitação e a nutrição emocional dessa nossa criança interior que, quando faminta de amor, ela faz qualquer coisas para matar essa "fome". daí vale um colinho, um abraço apertado e novos caminhos a frente. 
Mas tem eu meu lado aquariano-eremita, ai, um desejo dessa minha individualidade respeitada, um desejo enorme em ficar em minha companhia, onde existe sim, uma certa fuga daqueles que querem mais do que dou, curiosos pela minha intimidade, os sedentos por uns experimentos apetitosos. A esses eu digo NÃO de forma reta e direta, compreendo a sede de alguns  por pequenos furtos, sou a favor da liberdade e decido o que e com quem a qualquer hora, mas desde que exista sintonia, empatia, tesão, intuição, percepção, seja para com alguém ou para com uma decisão ou evento. O que cruza meu caminho tenha certa relevância na minha vida, não foi pura coincidência, portanto eu valorizo amigos e inimigos, os que se foram, os que permanecem, mas questiono demais a prática dessas relações. Claro que é apenas meu ponto de vista, mas do jeito que anda, tem amigo que anda ali do lado na janelinha online da tela, mas ali fica. Tem amigo que chega, me enfia na lista de amigo, mas seleciona só mostrar o que lhe interessa para eu e outros. Para que convivência social virtual ? Eu penso que se você participa de um clube é para você ser parte integrante desse grupo, caso não seja assim, seria ideal não me usar como número. Taí a tal da delicadeza, da gentileza entre pessoas, a vontade de se dispor ao outro, compartilhar, um mínimo de troca, o reagir à presença do outro, mesmo que seja para contestar e discordar.
 É sadio um saber da real opinião do outro sobre si mesmo, sobre suas ideias e ideais, é poder saber notícias, saber não de com quem dormir, para onde foi nas férias, mas sim de como anda o coração daquela pessoa. Somos um todo, gente tudo igual, cada qual com seus problemas, sua sina, seus projetos. Somos um mar de corações, uma montanha de sonhos e frustrações, tão próximos e tão longe, como se existisse um medo de dividir a dor, de se mostrar infeliz, tudo na "sombra", escamoteando  dessa verdade, fingindo para o resto do mundo que nada acontece. Não que lá no fundo essa infelicidade fica recolhida e algumas vezes, a falta de auto-estima faz de algumas pessoas um mar de raiva e frustração, que termina por vir à margem no comportamento. São aquelas pessoas que já chegam se apresentando e prejulgando o outro, ha uma tendência em enxergar o pior, um prazer em focar o que pode ser mais negativo no outro. De vez em quando eu esbarro nesse tipo de atendente no comércio, total ódio ao oponente, e esse oponente é que vai dar comissão a ele. Tenho dó de quem deve na praça, outro dia fui vítima de uma ""ratazana cobradora" do meu cartão de crédito. Mudei de Banco e o cartão saiu do débito automático, esqueci de pagar no vencimento (caiu no Carnaval), depois fui tentar pagar pelo meu atual Banco, mas precisei de 2 dias para aumentar limite, fora um monte de informações erradas e 8 telefonemas, quando me deparo com a reles cobradora que, juro, queria ter mandado prender numa cela de delegacia, A mulher quase que me escalpelou, tal total falta de tudo. Caraca, confesso, que dentro de mim existe um detonador de gente ruim e sem qualquer ética e justiça, jogava todos na fogueira sem dó nem piedade. Eu sei, me igualaria a eles, mas como mudar isso? O negócio é meditar, é emanar uma energia equilibrada e contaminar o universo com mais amor, porque os porcos-espinhos espirituais precisam é de compaixão.
                                                             Mandala de Delicadeza.

domingo, 29 de janeiro de 2012

"Geniais e E.Tezóides" - Áries + Aquário

Gosto de observar pessoas, a convivência me faz encontrar perfis de personalidade, não uma forma de 2+2+4 = personalidade, mas sim a constatação de reverberar certas expressões de qualidades de 2 signos num mapa, se traduzindo um certo tipo de personalidade na sua dualidade. Aqui estarei falando de um prisma de minha própria personalidade, mesmo sem definir este sendo meu padrão, pois meu Sol e Mercúrio em Áries, regidos por Marte em Aquário e regentes de meu ASC e MC, são apenas parte de como me expresso, já que existem os aspectos desses planetas  e os demais em outros signos e casas que se agregam à minha personalidade. Mas de certo, aqui e em qualquer outro espaço, não existem "estórias", somente escrevo da minha história real, das minhas crenças, da minha indignação, da minha linha de orientação profissional, da qual pratico, o autoconhecimento. O que mais importa é podermos refletir sobre a associação desses 2 signos, Áries, por si só o início de tudo, a chama a luz na escuridão, a ideia, um flash, The Flash, o empírico, herói, ego. A seu lado somemos Aquário, a comunidade, à margem do todo,  entorno dele, mas parte deste; a individualidade, o experimento do ideia, a  desconexão, a ausência permitida.
 Pessoas criativas, ideias geniais, sempre abertas ao novo, não têm dificuldade em começar, adoram projetos e naturalmente são líderes dos outros e principalmente de si mesmos. donos de si, intolerantes com o timing dos outros, mas como são soltos e descolados, pouco ficam apertando os botões, desviam facilmente sua atenção para algo novo no horizonte. Incansáveis idealistas, enquanto Áries é bem invasivo devido a sua real habilidade com a intimidade, ele logo se chega, se apoia e até fica na sombra, se para ele a inércia for meio de independência, e também uma estratégia para não se comprometer e lidar com deveres. Lá adiante Aquário já respeita enormemente a vida alheia, até porque a dele é partilhada até onde ele coloca limites, mas nem por isso consegue ficar quieto sem ser provocador, principalmente quando encontra aquele tipo de pessoas que vive disfarçada, ele adora corta as cordas das falsas vestes. Chocar pode ser uma arma aquariana, é forma da busca da individualidade, um caminho solitário para essas pessoas que reúnem metas de crescimento pessoal como independência e liberdade. O preço pode bem ser a solidão, em crise pessoal podem ser bem ego´stas, se revelarem esquizóides ao se afastarem, serem auto-suficientes num nível neurótico, onde não precisar de ninguém seria a revanche à pressão, à manipulação, hipocrisia, injustiça social, aos preconceitos. Naturalmente há um rebelde dentro dessas pessoas que gostaria de leveza e não estar constantemente sendo afligido pelo entorno.
No fundo essa combinação de energias tende a se concentrar no íntimo dessas pessoas, aquário como signo a´reo tende a princípio se refrear emocionalmente, tenta analisar tudo sentimento, compreender o que sente e assim se afasta em parte da expressão clara desses sentimentos, a razão ainda é um caminho, mas junto a intensa percepção, ele vai ampliando e redimensionando o que observa, analisa e desfaz muitos nóis pelo meio do caminho. quando não consegue, tende somatizar essa energia através do Sistema Nervoso Central, parecem panelas de pressão chacoalhando pra lá e pra cá, num ritmo de dança indígena, num ritual de ondas de estímulo que podem chegar num grande colapso de estresse, se traduzindo em ausências de consciência, falta de memória, sintomas psicossomáticos.  Essa energia elétrica pode implodir em algum momento, trazer algum tipo de sensibilidade emocional que altera a fisiologia do corpo ou pode trazer um tal nível de desligamento, onde a pessoa pode se alienar, busca salvação no seu mundo pessoal, nem sempre um mundo onde proteja a criança ariana, que fica meio carente que lhe deem a mãe e a façam crescer e ser independente emocionalmente. Urano e/ou Marte em conjunção com o ASC pode trazer algo desse perfil, principalmente o processo condicionante da máscara do ASC como forma de autoproteção e sobrevivência. Por vezes a uma revolta interna que revolve o fogo da indignação, mas pode isso nem sempre se reverter numa atitude produtiva para com a vida, há dificuldade em se comprometer consigo mesmo, e por si mesmo, encarando esse caminho solitário, apenas no sentido de que a pessoa é única responsável pela faz para sair dessa inércia revoltante. O lado sem fronteiras aquariano desfaz parte da raiva ariana, mas o medo da liberdade e independência é real, principalmente nos ASCs em Áries e em Aquário. Áries tende realmente a ser escapista, procrastinador do caminho de fazer por si, dependendo do resto do mapa natal, a pessoa pode voltar-se para os outros lados, família, trabalho, mas esquecer-se de si, quase sem reclamar frustração, o ganho está no não comprometimento e de liberdade.
Enquanto Áries (centro do seu universo)olha de baixo para cima e enxerga o espaço celeste como um arco-íris sem fim, Aquário(micro do  macro) olha de cima para baixo e não encontra limites nesse céu que o envolve, onde presente, passado e futuro se confundem, se entrelaçam e se tornam uma mesma dimensão dentro do alcance de sua percepção. A vista vai longe, capta e traduz, percebe o impalpável e é confortante a sensação de co-existência. Mas o desconhecido dessa não-fronteira pode ser um fator inibidor , principalmente para as estruturas de maior controle e apego no mapa (terra e água). O boicote pode vir já no fim do surfar a onda, como se a ruptura ainda fosse da pessoa em relação a ela mesma, a desestrutura a coloca à margem até que sobreviva por si própria diante de sua marginal individualidade.Áries talvez seja quem mais chore diante desse cosmos, me lembra a série de TV "Terra de Gigantes", onde crescer é preciso, mas lhe falta "tamanho", estrutura, e mais fácil é o grito estridente de pavor, de podem cair em meio às mãos de algum "gigante", mais fácil é a fuga nada estratégica, muda, sem critérios, muitas vezes uma solidão bem acompanhada por si mesmo e suas intermináveis criações.
é um gás que nunca estanca, sempre a favor do vento, ora turbo, ora captação de ondas fluídicas de outros mundos. Aqui tudo é possível, questionável, contestável, aberto. Basta aceitarmos que rupturas são forma de refazer diferente, que o que já nasce modificado é meio de trazer o "novo" como forma de aprendizado e adequação.


quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Minha História - Tanto a Agradecer 2012

Se tem uma coisa que me emociona é gente que vai além do profissional. São aquelas pessoas que se destacam além da competência, mas também pelo seu comprometimento pessoal com o que faz e para quem faz. É gente que se envolve, que se mete, tenta fazer seu melhor, e isso nada impede de colocar limites, ser comercial. Gosto de gente autêntica, de qualquer cor, status, lógico que tem gente que me incomoda, não gosto de toda gente, mas quem se respeita tem meu respeito.
Sempre tive muita sorte na vida, conheci pessoas especiais, profissionais que atravessaram meu caminho e me deixaram um grande conhecimento e  exemplo de ética, solidariedade, amorosidade. Tive professores fantásticos no Colégio Metropolitano, prof. Xavier - Redação, prof. Alencar - Ciências,meu querido mestre Abelardo Bezerra Bayma - Geografia e OSPB, meus psicoterapeutas, Dr. Julio, Sonia Davidson. Minha fonte de inspiração na Escola de Enfermagem Anna Néri ,professora Anna Shirley,  naquela época eu era a idealista que queria um dia ser igual a mestra.
Tive poucos amigos, mas uns me levaram pelas mãos a novos rumos,novas habilidades e descobertas, quem tentou me derrubar, doeu sim, mas fiz da dor um desafio, não revido, somente me afasto e me aprimoro com a experiência. Outros surgiram na minha vida em horas difíceis, me estenderam as mãos, passei a acreditar que uma ajuda divina me tocava os ombros e me sussurrava que eu não estava só. Minha astróloga e mestra Anna Maria Costa Ribeiro,  me abriu as portas do mundo simbólico dos signos, planetas, números e arquétipos do Tarot, foi um despertar, um re-significar, é uma viagem sem fim e será pelo resto de minha vida.
 Alguns excelentes facilitadores de trabalhos de vivências em autoconhecimento Sandra Bagetti, Lícia Grillo, Gilda Grillo, os facilitadores do Insigth  I , II, III, meu médico homeopata, aquele que te ouve por 1 hora de consulta, te enxerga por dentro - Henrique Peixoto. Colegas de trabalho, meus pacientes que muito me ensinaram, grandes lições de vida, meu clientes, uma troca revitalizante, me enxergo neles, os leio à distância e encontro mais coerência nesse ser como um todo. As histórias da Tradição Sufi e as piadas de Nasrudin, meus alunos queridos, muito gostoso ver minhas alunas torcendo para tirarem 10 na prova. Mais honrada fiquei quando algumas seguiram minha profissão depois do Curso de Técnico em Enfermagem. 
Minha história é longa, DVD duplo, muita inação, ação, revolução, reconstrução eterna. O morre eu enterro, o que fede, jogo fora, o que se põe à minha frente, encaro, levo o medo comigo, ando íntima dele.  Uma infância triste, uma adolescência de princesa, viajei pelos caminhos bucólicos do o parque de São Lourenço, certas árvores me viram crescer, muita aguinha mineral para limpar o fígado da raiva. (risos), só saudade daquela comida mineira, doce de leite, os queijos.... Uma menina com muito medo de amar, trancada a 7 chaves, arianos são cabeça dura para entender que precisam crescer. Eu vou na porrada, levo uma, caio, limpo a bunda e começo de novo, uma perda de tempo procrastinando. Nunca tive vergonha de não saber, isso me ajudou demais a perguntar. Pedir já é complicado, menos orgulhosa, mais fácil ficar indignada quando ninguém me oferece ajuda, mas quem manda parecer durona?
É muito bom ter o que contar, nada a me envergonhar, bater no peito  tal qual a "Chita" orgulhosa, vaidosa pela coragem, nem tanto, mais pela  inconsciência mesmo. Mas valeu todo esforço, ando precisando de uma ALAVANCA para me por na esteira, na hidroginástica, tenho minha preguiça crônica, mas eu tento, rodo a baiana cantando Poeira com a Yvete  e sigo em frente. Sei que o caminho é longo, com Gêmeos no MC, muita coisa para aprender e escrever, quem sabe dupla jornada?
Só sei que, em meio essas datas, Natal aniversário de minha mãe na virada, eu fico encolhida e acolhida pelos meus sentimentos, ora angustia, ora um recordar gostoso por tudo que vivi. De repente me deu vontade de dizer obrigada Deus, Allah, Jeová, Maomé, seja Luz, diamante, prótons, elétrons, estou aqui!  Feliz em meio dessa tristeza festeira. Obrigada a tudo que me acolheu no universo, aos que me ensinaram, aos que me disseram não, eu voltei. :)
Um brinde a todos vocês que fizeram parte da minha vida, que venha um 2012 com mais compaixão, mais emoção, intimidade entre as pessoas, mais olhos nos olhos, coração no coração., mãos de afeto a consolar nosso pranto silencioso. Beijos. San

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

As Más Línguas

Língua de fogo tem tudo a ver com Júpiter, o planeta regente de Sagitário e Co-regente de Peixes. Aliás, esses dois planetas juntos são a expressão do melhor e do pior dos excessos, da falta de limite, da ascensão ou decadência social, do ídolo e da difamação daquele que se torna alvo, do endeusamento  à degradação pelas drogas, do poder divino ao empobrecimento dos falsos profetas e da fantasia delirante.
Voltando às línguas, malas lenguas, como é fácil falar mal! Há uma disponibilidade na crítica, com um Sol egóico, natural que Mercúrio pense em si mesmo e se veja mais e melhor do que os outros. A falácia da fofoca também move o mundo, une vizinhas de janela, vende revistas na banca, o negócio é saber da vida alheia. Na convivência social ha uma enorme necessidade do indivíduo se integrar, ser parte da comunidade. Júpiter é um planeta social que fomenta no homem a sua necessidade de crescer, de se agrupar, de vender sua imagem de "bem sucedido", seja para obter reconhecimento como membro efetivo, e assim poder disputar os cargos de liderança e representação, seja pelo único sentido do prazer da conquista, do discurso que convence, da palavr que doutrina, da ideia que influencia e soma na vida das pessoas. Claro que o homem é dono do qe pensa e expressa!
diant de uma crença, ideia, doutrina, valores, o homem elege o que para ele é a "verdade", no que acredita e faz destes sua base de princípios. de algua forma júpiter ode ser a única verdade, como um sustentáculo da visão totalitária de alguns. é preciso acreditar no que se quer e ir buscar realizar, difundir, contagiar. Mas da mesma forma, a mente distorcida de num homem pode fazer dele um ditador, um sedutor vendedor de ilusões. aquele que fala demais, um discurso prolixo validando em excesso a ideia, fazendo dela uma mensagem que pode ser devastadora, quando usada como lei ou valor moral, podendo punir pessoas, destruir a moral alheia. moralista ou indulgente até ser permissiva num comércio de sexo infantil de turismo nas cidades pobres pelo mundo. 
Os grandes veículos de comunicação, a intenet, a televisão, a imprenssa escrita são a grande bola da vez, todo mundo conectado em qualquer parte do mundo ao mesmo tempo, as longas distâncias já são história do passado. A guerra está dentro das nossas casas, cobras e lagartos saem pelas bocas dos locutores de telejornais, sobre a política corrupta, as derrocadas governos, a globalização virou uma anarquia financeira que vira uma tsunami cada hora que um país cai em desgraça política-econômica. Hoje a mídia tem o online , somos metralhados com todo tipo de informação, nos tornamos um universo só, o real, o virtual e os paralelos. essa visão de todo, universal, onde se fala uma mesma linguagem, pois os contatos são imediatos e de primeiro grau , é uma forma de expressão bem netuniana. Netuno mostra a unicidade enquanto Júpiter, a diversidade. Netuno mistura as essências, transforma em alquimia, magia sem começo e fim, sem nitidez, delineamento, invade a privacidade, se transmuta em fakes, em e-mails falsarios com vírus, querendo penetrar nos nossos dados, senhas, números de documentos.
 A massa acredita nesse "sucesso" e usa a mídia virtual como meio de propaganda pessoal, profissional, onde não existem regras que limitem o uso adequado de informação e/ou formação. Não existem filtros para os que semeam buillyng, a reunião de gangs de rua, a falsidade ideológica, todo mundo pode tudo, hoje tem psicoterapia via Skype, olho no olho, mão na mão já é ultrapassado. Vamos surfar nessa onda gigante da miscelânia, onde nada é de ninguém, não tem mais gerente, só um monte de telemarketistasolhando a tela do PC e procurando o que responder a nós, anônimos  consumidores alienadas na ilha da realidade do comércio virtual /telefônico. Nada mais democrático de se ter nos seus amigos o perfil de seus ídolos, dos famosos, das autoridades, tem coisa mais fácil de sair andando pela rua, pendurado no onibus indo para o trabalho ao som de um IPod, Smartphone, IPhone. Para que conversar com alguém? O negócio é comunicação digitalizada, assim mesmo a pessoalidade foi pro beleléu! Sobrou o impalpável, o playback onde o cantor faz mímica para poder dançar, a manchete do escândalo que põe escuta, que consegue gravação entre os bandidos, a violência ganha da criação, da genialidade, da ciência. 
Netuno nos faz grãos de areia, vítimas das marés de um oceano de grades proporções, nada é pequeno, é homogênio, cola, gruda, pega. O desapego é forçado, não há muito mais lugar para o romantismo, para o compromisso, o descaso e desapego é ordem do dia, deixa rolar é preciso, não dê voalor em demasia, tudo passa, passarinho. Somos vítimas da nossa ignorância, nosso comodismo, como se fôssemos aqueles meninos de rua se encolhendo por baixo dos jornais nas calçadas da noite. Estamos nas mãos dos que detém privilégios oportunistas, dos arranjos políticos, das máfias de ladrões, nos submetemos ao que podem dizerem de nós. A capacidade do homem em poder querer dar a volta, a raiva camuflada em apelidos irônicos , fofocas, o pensamento malicioso sobre aqueles que mantém certa integridade, vontade de jogar na lama o que se imagina de pior. Somos capazes de transitar pelos extremos, da idolaria a total indiferença a um ser humano, da fanfarra paga do sexo grupal a prostituição empresarial, da fama a difamação, da mediunidade conectada a um debilidade por drogas, ricos de valores ou delirantes de falsos poderes. As  mentiras enganam os que se fazem de surdos, as fantasias escondem o que o medo oculta dos cegos. As águas de Netuno lavam nossos olhos e nos dá  a transparência da intuição, percebemos até aquilo que não vemos ou cremos. A verdade resiste a qualquer auto-engano, é um tapa na cara a desperta-nos para a  integridade, um processo pessoal de escolhas.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Você Tem Vergonha do Que? O Que ou quem te Envergonha?

O quanto você esconde sobre si mesmo por vergonha?
O mundo existe e coexistimos nesse universo quando nos comunicamos, interagimos e nos integramos aos diversos contextos, que nos é cobrado por aqueles que nos educam, ou nossa própria cobrança e dos que nos rodeiam. Júpiter tem muito a ver com essa seleção de VALORES, com os quais fazemos escolhas, do bem e do mal, do falso e verdadeiro, rico ou pobre. Saturno já é a estrutura social que normatiza regras sobre o limite de cada um no compartilhar e participar em comunidade, a respeitabilidade hierárquica e nossos deveres e direitos como cidadãos perante o Estado. Nos protegemos com as máscaras da persona idealizada no ASC, na casa 5 exibimos  que acreditamos ser ou nos tornamos,  a fim de angariarmos reconhecimento e admiração. No MC projetamos nosso futuro, o cume de onde gostaríamos de reinar na maturidade,  termos enfim segurança, capacitação e participação social. Desde cedo aprendemos comportamentos sociais quase sempre distintos daqueles  dentro de nossa casa. somos um amontoado de verdades mentirosas que nos contam na infância, o que observamos dentro de casa espelha muito do que acreditamos que seja a vida lá fora. Escolhemos copiar o manual ou quando diferentes e excluídos tendemos a buscar reverter aquele padrão de caráter da casa 4.
Nos esndemos e nos disfarçamos, elegemos uma capa protetora para sermos aceitos e para seguirmos em frente, dentro de nós mora uma identidade muitas vezes desconhecida frente a todas essas in-formações passadas e incrustadas  em nossa pele. Vence quem mais te protege, quem você acredita ser você: a autoritária, o sedutor, o gentil, a bela, a mãezona protetora, o poder absoluto, a boazinha, o desligado. seja qual for sua máscara, suas vestes, seu manto, eles escondem algo de você do qual se envergonha. De que você tem medo? De ser rejeitado porque é fora dos padrões e sobrar de lado? Ou você precisa ser o que os outros são para ser parte do todo e não se diferenciar?
Tenho vergonha de colocar biquíni depois que engordei, meu valor está em não chamar atenção de forma negativa. Tem gente com vergonha de não saber e assim  não pergunta nada e costuma sem conhecimento. Você tem vergonha de seu corpo? Não arrisca fazer sexo para não expor seu corpo? Do seu defeito físico? E o quanto te incomoda ser parte de uma comunidade "especial' onde precisa conviver com o olhar desconfortável ou da pena dos outros.Tem gente que tem vergonha dos pais analfabetos, cafonas,  de ser pobre, ignorante. Acaba perdendo oportunidades em modificar essa realidade, porque se conforma com o limite do não saber começar a mudança. Alguns homens têm vergonha do seu pinto pequeno, mulheres têm vergonha de estarem sozinhas, gays ainda resistem enormemente em exporem sua homossexualidade, se dilaceram em aceitar serem gays por medo da rejeição familiar. O quanto aqueles que se acreditam "normais" abusam do direito de respeito ao próximo, ou mesmo da dignidade de ser um ser humano que enxerga seu semelhante como um igual,  se colocam numa posição de juízes,  apontando dedos difamadores, acusadores, fazendo de qualquer igual que ouse ser diferente, um animal, um doente, um incapaz, convencendo muitos de sua invalidação, segregando,  aprisionando estes na marginalidade de uma sociedade. Falsas verdades que sustentam os egoicos covardes, em pânico por poderem ser de verdade IGUAIS, passiveis de um caminho desconhecido onde o futuro é incerto, onde há necessidade de nos render ao que nos atravessa o destino, onde  homem é parte da ação e consequência do que cultiva, mesmo que em sua ignorância não seja falho. Vergonha em ser um fraco, alguém  sem controle sobre sua vida!
Nós somos o Sol, nossa unidade é o centro de nosso ser, nosso Self, nossa ânsia é por ser o centro do nosso universo, buscamos  reflexo para enxergarm-nos nos vários espelhos no nosso entorno. Quanto mais temos integração com nosso Eu Interior,  nos respeitamos mais, e vamos definindo nossos limites,  criando uma disposição em se adequar e se transformar, construindo nossa identidade numa relação mais verdadeira e coerente com o que nos cerca. O Eu se desnuda, o medo é verdadeiro, sem fantasia,  a realidade se apresenta e as máscaras se colocam somente estrategicamente , enquanto caminhamos  mais firmes, fazendo escolhas mais pautadas no que desejamos e temos capacitação de conquistarmos. A vida nos faz presentes e nos torna donos do nosso destino, , um caminho que construímos de acordo com  que vamos experimentando e descobrindo sobre nós.
É longa a espera por algo que nem nos damos conta, precisamos encarar quem somos, tarefa árdua  quando é necessário olhar dentro de nós, com humildade e compaixão. Fugimos de lidar com as perdas, com a dor da frustração, difícil admitirmos que somos tão pequenos ante a sabedoria da vida, que nos ensina a cada instante, e nos da inúmeras oportunidades em aprender.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Os Fanfarrões - Fama e Fantasia

 Desde lá de cima, no alto do Monte Olimpo, mitos foram construídos através de arquétipos de seu cotidiano, e de alguma forma ainda hoje existem  seres humanos sonhando com serem "grandes", são aqueles que de alguma forma ão se contentam com pouco, ostentam no futuro ter  que nunca tiveram ou lhes fora reprimido, algumas vezes literalmente sonham com a fama, o sucesso pessoal como recompensa de um ego  grandioso, orgulho, vaidoso, quem sabe um Sol ou Lua em Sagitário ou em aspecto com Júpiter, principalmente uma bela conjunção, quem sabe o regente do ASC em aspecto com Júpiter, um ASC em Sagitário ou o poderoso Júpiter na casa 1 e conjunto ao ASC. Tem jeito não, eles acreditam serem capazes de conquistar tudo o que desejam. Júpiter - sagitário no mapa natal pode ser fonte de compensação por outra parte dentro da pessoa  que sente-se impotente. Normalmente algo de auto-confiança e simpatia os faz atraírem atenção sobre si, ou podemos observar se exista aspectos conflituosos nessa identidade, Muitos podem sofrer em demasia de baixa auto-estima, devido exatamente a essa forte energia impulsionadora para o alto em contrapartida de não sentir-se exatamente capazes de obter êxito.
Desde cedo a energia Júpiter - Sagitário meio que conduz o individuo a uma postura de autoridade pelo saber, na adolescência isso pode se agravar pela onipotência, promovida pelas habilidades de interação social, pelo discurso convincente, a capacidade de se fazer passar por alguém de sucesso, por uma pessoa que jamais falha, sortuda, daquelas que nunca perdem nada. O exagero dessa posição de negação dos seus limites podem se transformar numa falsa imagem de plena felicidade e estimular muito auto-engano, a não admissão de ser igual aos outros com quem convive, surge a inveja da grama verde no jardim do vizinho e muita frustração que pode levar até a depressão : auto-anulação. A mentira começa ao conversar sobre tudo, se colocar tão integrado  ao grupo pela enorme valor de fazer parte e se evidenciar, o desejo do convívio com os mais afortunados, os mais inteligentes, ricos e famosos faz com que ele invente situações idênticas, viagens, uso de grifes, clubes que frequenta, coisas que podem viver somente no discurso. quantos colarinhos bancos mentores de grandes fraude, roubos, corrupção, aparentemente bons moços, chefes de família, ocultando grandes orgias, "pecados". O que não se faz para se promover, alimentar sua "gula" por uma auto-imagem  de sucesso. O mal é quando essa torrente de falsas aparências termina por se incrustar em definitivo na mente da pessoa, e ela constrói um mundo onde ela é aquilo que precisa ser para ser "importante" e mesmo ter valor pessoal.
Estar sob os holofotes não é somente desejo de Leão, Sagitário é um signo social, preocupado em ser uma pessoa "importante" na sociedade, ser um representante de valor, é o elemento fogo idealista que que na figura de uma fogueira, espalha sua luz e é cento da reunião de pessoas,  esse orgulho mal dimensionado cria uma personalidade que procura ser admirada, mas pode viver muito mais em prol dessa visão panorâmica da hiper valorização.O palco é o lugar daquele que deseja ser fonte de uma mensagem para o povo seja na figura de um palhaço no picadeiro com todos os olhos voltados para  sua figura desengonçada e até ridícula,  na performance de um grande ator que encarna profundamente seu personagem, que o vemos como o próprio diante de nós. Essa habilidade em ser um poder mais fluido onde a mutabilidade da água na expressão de Netuno - Peixes é infinita imaginativa, sonhadora, conduzindo as pessoas a desejarem a fama diante dessa visão maior, elas não querem ser apenas mais um grão de areia numa praia deserta. O ídolo, o mito, aquele que está acima de todas as pessoas comuns, o sábio, o guru, o curador, sacerdote, são personagens que conseguem fama por algo mais do que exatamente a técnica ou capacitação, existe uma aura de ilusão e fantasia que nós cultivamos nesses seres "especiais"  e cultuamos eles como deuses, nos tonamos fanáticos perseguidores, cegos seguidores levados por ondas alquímicas.
Deliram eles em se envolverem de forma simbiótica com essa explosão de fama, riqueza, assédio, sonham em guiarem romarias em busca de cura, um milagre, são pessoas com poderes paranormais, visionários capazes de prever o futuro, e muitas vezes criam todo um clima místico envolvente com a intenção de estimular mais a fantasia do público. Sol/Lua/ASC em Peixes, planetas de casa 12 que regem casas de comunicação e ou exposição pessoal, podem ser princípios energéticos da criação destas celebridades,  ídolos. Essa popularidade que tira a individualidade, penetra e invade a intimidade de Peixes. 
A fuga da insignificância pode cultivar e realizar sonhos, mas também será engolida pela grande onda, podendo buscar o esquecimento nas drogas, na promiscuidade, até ao fim entorpecedor  na pobreza e total abandono, a falência que se dá pela verdade revelada quando da diluição dos símbolos, das fantasias de rei, de mago , mágico, pela difamação de Netuno, lavando toda a lama e névoa que impede ao ovo enxergar a realidade e a verdade. 
O tombo do alto pode ser feio quando o indivíduo se perde de si mesmo, e perde o limite da suas reais possibilidades de unir o sonho  e o foco - Lua -Sagitário  Netuno - casa 12. É tudo um sonho que vive inconsequente  quando alimenta uma visão de seu Eu Interior maior do que o limite de sua identidade.