Pensamento

"Onde quer que o homem vá , verá somente a beleza que levar dentro do seu coração" . Ralph W Emerson

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Lutando e Vivendo Perdas e Ganhos

Eu sou fã de carteirinha do esporte, não pratico nada, meu máximo esforço é caminhar e por obrigação, mas faço o maior sacrifício de virar madrugada, acordar cedo para ver os jogos de vôlei, futebol, handboll, adoro as lutas de judô e curto ver a natação. No fundo eu adOOOroooo ver o atleta tentar vencer, admiro aqueles que passam a vida dedicados ao ideal de vencer e no esporte de alto rendimento, o que menos entra em questão é a simples vaidade da vitória. O caminho é longo, sofrido, com muita dor, abdicação e uma determinação ferrenha de continuar sempre. A maioria deles começam ainda crianças na prática de algum esporte e ganham muito além de técnicas , normas e educação desportiva, ganham a autoconfiança.


Sou apaixonada pela capacidade que todo ser humano tem de se superar, mesmo que existam rixas entre países que ficam evidentes na prática desportiva, a maioria precisa vencer a si mesmo,  o desafio de superar seus próprios limites, precisa continuar para aprimorar. É como na vida da gente, nada muda, somente o palco e o podium, mas nós estamos a todo tempo abrindo novos caminhos, começando de novo a cada fim, é preciso começar de novo e para tal acreditar que poder ser mais e melhor e assim vencer a si mesmo e ser melhor que seu adversário.


Vai Thiagoooooooo!! A torcida da mãe desde cedo a seu lado, incentivando o filho, permitindo que ele faça parte de um grupo, chegando a um grupo de elite. É o exemplo de muitos atletas vencedores que vira incentivo para muitas crianças, que cultiva o ideal do atleta, a competição e vitória. Quanta gente ajuda, desde um técnico que enxerga futuro, nos patrocinadores, na família e amigos que além de torcedores precisam conviver com uma pessoa que tem uma vida diferente da maioria, uma rotina que interfere e até afasta o indivíduo de uma sociabilidade normal. 
Há pode-se dizer quase uma  obsessão nas pessoas que buscam a excelência. No simbolismo astrológico Netuno representa a magnitude do  ricos, a grandiosidade das grandes obras, da popularidade no contexto da visão do todo, da soma e abrangência. esse sem limite me passa também o processo da obsessão no lado positivo dela, quando bem utilizado, uma relação de usar a insistência sem fim como um meio de ir além de si mesmo. Podemos observar os treinamentos cotidianos por horas a fio, uma busca pela superação nas derrotas, penso que como todos nós, há na alma do atleta um ideal maior que leva-o a acreditar sempre, claro que o desafio da vitória, do aplauso, do sucesso pessoal e a pressão técnica  concorrem muito para o atleta não desistir nunca, mas nós também podemos perceber o quanto conseguimos modificar nosso futuro desde de um cotidiano onde somamos passo-a-passo pequenos resultados que criam muitas transformações mais para frente. 
Por vezes temos uma crise que cria uma circunstância que rompe a inércia do medo, da estagnação, outras é a mão de um amigo que de forma mais suave nos guia para um novo caminho de construção de um novo futuro. Muitas vezes tiramos coelhos da cartola, caminhamos na contra-mão de todo um entorno que pode nos matar, e sobrevivemos, buscamos fazer diferente, não nos contaminar e cruzar a fronteiro do quase impossível que visualizamos, sonhamos e acreditamos ser possível realizar. Garra é fundamental, a perseverança de não desistir diante das adversidades, é preciso  usar as dificuldades como forma de administrar as faltas, os erros cometidos, a própria limitação a ser reconstruída do zero. O fim, a perda com certeza nada mais é que um recomeço, um desejo de refazer ou fazer de outro jeito. Todos nós passamos por altos e baixos na vida, perdemos e ganhamos e aquele que administra a perda aprende, " ... que no caminho do buscadoras quedas são apenas o processo de aprendizagem e que é preciso voltar e começar de novo, mas  a cada volta o caminho é menor."


Vendo os jogos, daqui de fora da para compreender o nível de adrenalina que corre nas veias de cada atleta, seja pelo medo de perder, pelo desejo de ganhar dos opositores. Ali talvez tenha mais instinto animal do que qualquer razão, mesmo que a estratégia num jogo seja fundamental, estudar o oponente, ser observador das limitações do outro e também respeitar o que o adversário tem de melhor. É a união do grupo, o saber somar, aprender como ser parte de um todo. A competição interna é por demais desfavorável a um resultado positivo. Aquele que tentar ser mais, se individualizar, termina por tirar o equilíbrio do grupo. A "estrela" pode ser somente um ponto de luz deslumbrada consigo mesmo, sem perceber que sozinha pouco fará por muito tempo. É preciso humildade daquele que mais sabe, o poder e talento que lhe foi concedido tem um preço, saber administrar fama, dinheiro, sucesso profissional, sem deixar de compreender o caminho da conquista e aprender a trilhar o caminho da manutenção do auge enquanto tiver valor para tal.


É preciso lutar, vencer nem sempre é um pódio, pode ser escapar de sentir-se morrendo na praia. Fundamental o espírito de luta honesto, verdadeiro, enxergar seus erros, limites e saber que é preciso esforço, dedicação e muito trabalho para transformar. Nada vem de graça, até mesmo aquilo que se ganha sem muito esforço, a "sorte" existe, podemos dizer que para um evento se materializar no universo existe uma centena de pequenos eventos que se somam no passado e presente e que se convertem num mesmo momento.
Vale sempre ser espectadora, adoro torcer, me emociono com a vitória das pessoas, reflito muito sobre o trabalho feito para se alcançar um ganho. sou de sustentar os desejos e sonhos das pessoas, de incentivar a que mudem, façam diferente, sempre há opções, só não concordo com que se permitam aceitar avida como um destino certo e fatal. 
A tua própria história te ensina que você é sempre capaz de mudar o roteiro.

3 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Muito bem dito.
    O torcedor também tem um papel importante no processo, com menos teor de adrenalina, mas é o motor propulsor de toda a economia que gira em torno. Mas como o foco é "ganhar ou perder", nós torcedores temos a cada competição uma injeção de ânimo. E cá prá nós, não gostamos de perder, mesmo sendo torcedores.

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  3. Olá Rui, nem sempre existe literalmente dinheiro por trás do esporte, quando entra muito dinheiro e política deixa de ser um ideal de vitória, um desafio pessoal de aperfeiçoamento, passa o indivíduo a ser uma máquina de resultados comprada por uma marca que o manipula, usa e quer dele mais do que ele tem a dar, por isso vemos barbaridades na hiper valorização de atletas não pelo seu valor e eficácia, mas sim pelo valor da transação comercial que criam para ele. Mas ainda bem que existe o patrocínio onde o fulano é pago para ser bom o bastante para ser visto com a marca. Penso que perder é algo real, até porque é quando se perde que se reavalia a eficácia e se reordena o trajeto de melhorar os resultados. eu fico triste com as perdas mas não de forma a não aceitá-las, acho meio irracional certas atitudes de torcedores, por vezes uma adrenalina que tem mais a ver com as frustrações pessoais descontadas nos atletas que falham ao não cumprirem os sonhos alheios. Beijos

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